A grande bomba do MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste foi a repentina saída de Caeleb Dressel (EUA) do supracitado certame, logo após a eliminatória dos 100 livre, ele que tinha ganhado os 50 borboleta. A USA Swimming divulgou nota confirmando que o campeão olímpico pegou avião pra América e não irá tomar parte nem dos 50 livre. Havia até a possibilidade, logo refutada, de doping - e isso poderia mudar a cor da medalha de Nicholas dos Santos (Unisanta). Mas parece que o efeito de sua ausência foi forte demais.
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quarta-feira, 22 de junho de 2022
sábado, 27 de julho de 2019
MUNDIAL COREIA 2019: Na festa de Dressel, mais uma medalha para Fratus
Em mais um dia de consagração para Caeleb Dressel (EUA) no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS da Coreia, teve mais motivo de comemoração para o Brasil. Confirmando a melhor fase de sua vida, Bruno Fratus (Minas) medalhou pela terceira vez seguida em Mundiais de Longa e colocou de novo uma prata no seu peito nos 50 livre masculino, com 21.45. Só não foi mais perfeita sua prova porque ele errou na chegada, e Kristian Gkolomeev (GRE) se aproveitou disso para igualar seu tempo e dividir a prata com o macaense-potiguar.
sexta-feira, 26 de julho de 2019
MUNDIAL COREIA 2019: Recordes mundiais e bicampeões
Um show de recordes mundiais na antepenúltima etapa do MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS da Coreia, na piscina da Universidade Nambu, em Gwangju. Marcas antigas estão virando poeira com a nova geração que veio para marcar seu nome nos balizamentos. Além disso, gente campeã em Budapeste repetiu a dose na Coreia.
segunda-feira, 26 de março de 2018
NCAA, teu nome é Dressel
Texas pode ter ganho pela quarta vez seguida o Campeonato Americano de Natação da NCAA com 449 pontos, mas da Florida veio o grande nome desta competição: Caeleb Dressel (EUA). Ele simplesmente melhorou todas as marcas as quais veio competir. Já havia sido o primeiro nome a baixar dos 17 nas 50 jardas livre, e agregou a essas marcas os 42.80 nas 100 borboleta e, pasmem, 39.90 nas 100 livre. Isso porque ele está se despedindo da carreira universitária. Pode ser até que essas marcas fiquem por longos anos.
sexta-feira, 23 de março de 2018
NCAA: WTF DRESSEL!!!
Se não for Caeleb Dressel (EUA) a quebrar o WR dos 50 livre de Cesar Cielo (Pinheiros), este que completou agora oito anos e três meses, não sei mais quem vai quebrar. Nesta quinta-feira ele mais uma vez mostrou que veio mesmo para ser o maior da história, no segundo dia da NCAA, em Minneapolis. Mesmo sob frio de 0 grau, ele simplesmente não tomou conhecimento da concorrência e baixou por três vezes seu próprio WR de jardas. Primeiro, 18.11, nas eliminatórias (pondo ao chão seu próprio WR, 18.20). Depois, 17.81 no 4 x 50 livre ajudando a Florida a vencer. E por último, o tempaço que duvido ser logo quebrado: 17.63. Comparando com a tabela da SwimSwam, se fosse o 50 metros livre em piscina olímpica, seriam nada mais nada menos do que 20.36!!
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
USA: Caeleb bate recorde e Brandonn faz tempaço
Nos Estados Unidos, começaram as Conferences, última chance para os nadadores-estudantes garantirem vaga para NCAA, em Março próximo, em Ohio no feminino e em Minneapolis, no masculino. E a quinta-feira foi um dia de muitos recordes pela América, com destaque para a SEC, a South Eastern Conference, em College Station, no Texas.
domingo, 30 de julho de 2017
MUNDIAL BUDAPESTE 2017: Fim glorioso para uma jornada gloriosa
Que maneira melhor de encerrar um Mundial do que com provas fortes? Pois, neste MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste, o gran finale da natação foi inesquecível! Oito grandes finais, vitórias de favoritos e momentos inesquecíveis, que farão este Mundial nos dar saudades.
A começar, claro, pelos 50 peito feminino. Na guerra fria entre Yuliya Efimova (RUS) e Lilly King (EUA), deu King, com direito a WR. Aliás, o segundo ouro, a segunda marca mundial. Hoje ela fez 29.40, ficando oito centésimos abaixo do que Ruta Meilutyte (LTU) fizera em 2013. Efimova, pelo menos figurou no pódio pela quinta vez seguida, com 29.57 e a prata. Já o bronze ficou com Katie Meili (EUA), com 29.99. Parece que acabou o encanto de Ruta.
Nos 50 livre feminino, dessa vez não teve zebra. Sarah Sjostrom (SUE) terminou seu quase perfeito Mundial: quatro provas, três vitórias e só dois centésimos acima do WR que ela fizera na semifinal: 23.69. Aliás, assim como ontem na prova masculina todos abaixo de 22 ficaram, o pódio da prova feminina: foi fortíssimo, o mais forte da história, todas abaixo de 24: Ranomi Kromowidjojo (HOL) bateu o recorde holandês da prova com 23.85, enquanto Simone Manuel (EUA) terminou em terceiro com 23.97, novo recorde americano da prova.
Nos 50 costas masculino, teve despedida épica: Camille Lacourt (FRA), em sua derradeira apresentação como atleta profissional, terminou com o tricampeonato mundial, com 24.35. Foi a única vez que a Marselhesa tocou na Duna Arena. Um fecho perfeito para uma carreira sensacional. Atrás dele, Junya Koga (JAP, 24.51) e Matt Grevers (EUA, 24.56). Nos 1500 livre deles, a dinastia italiana segue. A disputa foi entre Gregorio Paltrinieri (ITA) e Mykhailo Raomanchuk (UCR), este campeão olímpico nos Jogos da Juventude de Nanjing 2014. Ambos ficaram parelhos (e até abaixo do WR) até os 1200 metros. Mas aí, mesmo sem o WR, Paltrinieri disparou e levou a melhor, com 14:35.85, deixando para trás Romanchuk (14:37”14) e Mack Horton (AUS, 14:47.70).
Nos 400 medley masculino, Chase Kalisz (EUA) foi dominante desde o início, nos 4 nados, e faturou com o terceiro melhor tempo da história, 4:05.90. Nas primeiras piscinas, poderia se pensar que vinha aí outra dobradinha japonesa, já que Kosuke Hagino (JAP) largou bem. Mas, no fim, para o delírio local, do peito para o crawl, David Verraszto (HUN) disparou para a prata, 4:08.38. Daiya Seto (JAP) foi o terceiro, com 4:09.14 e Hagino foi só o sexto, com 4:12.65. Se tivesse mais piscina, seria até alcançado por Brandonn Pierry (Corinthians), que estreou em finais com um bom sétimo lugar, 4:13.00. No feminino, faltou pouco para Joanna Maranhão (Unisanta) reaparecer nesta tarde, mas ela fez o seu melhor tempo em Mundiais nesta prova, com 4:41.29 e o décimo primeiro posto. Mas, na final, não se ouviu rigorosamente nada, com o domínio total da Iron Lady, etc., etc., Katinka Hosszu (HUN). Teve novo RC para ela: 4:29.33. A briga mesmo foi pela prata, e Mireia Belmonte (ESP), pelo melhor crawl, obteve tal medalha, com 4:32.17. 71 centésimos depois, veio Sidney Pickrem (CAN), que tinha abandonado a prova dos 200 medley, mas que voltou num bom astral para medalhar.
Terminando com o 4 x 100 medley, em ambos deu EUA. No feminino, teve até WR: Kathleen Baker (58.54), Lilly King (1:04.48), Kelsi Worrell (56.30) e Simone Manuel (52.23) terminaram com 3:51.55, derrubando os 3:52.05 de Londres 2012. Destaque também para Yuliya Efimova, que fez 1:04.03 na sua parcial para ajudar a Rússia a ser prata, com 3:53.38, com a Austrália, logo atrás, com 3:54.29. E, no masculino, Matt Greevers (52.26), Kevin Cordes (58.89), Caeleb Dressel (49.76) e Nathan Adrian (47.00) fizeram tempo melhor que no Rio: 3:27.91. Enquanto o monstro sagrado Dressel fez 49.76, Adam Peaty (GBR) fez 56.91 no peito, ajudando a Grã-Bretanha a ser prata com 3:28.95 e, pasmem os senhores, Vladmir Morozov (RUS) teve um sensacional 46.69 no livre (um dia esse 46.91 cai oficialmente, Cielo...) e a Rússia foi bronze, com 3:29.76. O Brasil, Guilherme Guido (Pinheiros, 53.53), João Luiz Gomes Jr (Pinheiros, 58.80), Henrique Martins (Minas, 51.12) e Marcelo Chierighini (Pinheiros, 48.08) não foram além do quinto lugar, mas o 3:31.53 foi o melhor tempo sem trajes do Brasil em Mundiais. Mas que poderia ser melhor...
Os nadadores mais eficientes, como não poderia deixar de ser, foram Sjostrom e Dressel. Apesar de batida por Simone Manuel nos 100 livre, os recordes mundiais nesta prova e nos 50 livre a fizeram vencer Katie Ledecky (EUA), mesmo ela tendo os mesmos 18 pontos de índice técnico (cada vitória vale 5). Já Dressel fez 16 e só não ganhou os 50 borboleta, mas de resto, arrebentou. É o grande nome de 2017 e, com certeza, será o nome a ser visto neste ciclo.
PRA TERMINAR...
Gostaria de tomar como minhas as palavras do desabafo de João após a prova do 4 x 100 medley masculino: "Quero agradecer a FINA por ter dado essa honra para a gente de poder ter nadado pela nossa bandeira. Porque seria triste termos vindo para cá representando nosso país e não poder vestir a nossa camisa. Queremos também agradecer à CBDA, na pessoa do presidente Miguel (Carlos Cagnone), por ter feito esse trabalho lindíssimo com a gente em menos de um mês. A gente conseguiu vir para cá com boa estrutura. A equipe está feliz, ainda mais agora que a gente sabe que pode opinar, deixar algum legado para a nova geração que está vindo". O triste é saber que, mesmo com alguém que é gestor e gosta de natação à frente da nossa maior entidade, sabemos que 17 federações estaduais (não falaremos quais, como questão de ética) pediram para a FINA para o Brasil competir sob sua bandeira, sem Hino, sem nada. Triste demais.
O Brasil sai de Budapeste com a cabeça erguida, no décimo lugar do quadro de medalhas. 2 ouros (com Ana Marcela nos 25 km e Etiene nos 50 costas), 4 pratas (4 x 100 livre masculino, Nicholas, João e Fratus) e 2 bronzes (ambos de Ana Marcela, nos 10 e 5 km). E com melhora de tempos, com Joanna Maranhão e Henrique Martins. E mesmo assim, ainda tem gente que não quer que a natação brasileira evolua.
Só cego não vê que sim, estamos de volta. E sim, queremos ser uma potência olímpica. É só todos se unirem. Todos podem, e devem, olhar com mais carinho para a nossa natação. Não queremos que ela apareça esporadicamente na grande mídia. Nós temos medalhas olímpicas, nadadores que fizeram história e nadadores que farão história. O que vale é que nossos atletas podem e devem ir mais longe, com resultados melhores. E estamos ainda no início do ciclo Tóquio 2020. A tragédia que foi o Rio 2016 já está morta e enterrada.
Quem sabe, a partir de agora, a partir até do TROFÉU JOSÉ FINKEL que começa em duas semanas, na Unisanta, em Santos, a gente possa ver que, sim, dá para acreditar. Nós merecemos. Nós podemos.
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam, Swim Channel e Globo.com - foto de Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
Nos 50 costas masculino, teve despedida épica: Camille Lacourt (FRA), em sua derradeira apresentação como atleta profissional, terminou com o tricampeonato mundial, com 24.35. Foi a única vez que a Marselhesa tocou na Duna Arena. Um fecho perfeito para uma carreira sensacional. Atrás dele, Junya Koga (JAP, 24.51) e Matt Grevers (EUA, 24.56). Nos 1500 livre deles, a dinastia italiana segue. A disputa foi entre Gregorio Paltrinieri (ITA) e Mykhailo Raomanchuk (UCR), este campeão olímpico nos Jogos da Juventude de Nanjing 2014. Ambos ficaram parelhos (e até abaixo do WR) até os 1200 metros. Mas aí, mesmo sem o WR, Paltrinieri disparou e levou a melhor, com 14:35.85, deixando para trás Romanchuk (14:37”14) e Mack Horton (AUS, 14:47.70).
Nos 400 medley masculino, Chase Kalisz (EUA) foi dominante desde o início, nos 4 nados, e faturou com o terceiro melhor tempo da história, 4:05.90. Nas primeiras piscinas, poderia se pensar que vinha aí outra dobradinha japonesa, já que Kosuke Hagino (JAP) largou bem. Mas, no fim, para o delírio local, do peito para o crawl, David Verraszto (HUN) disparou para a prata, 4:08.38. Daiya Seto (JAP) foi o terceiro, com 4:09.14 e Hagino foi só o sexto, com 4:12.65. Se tivesse mais piscina, seria até alcançado por Brandonn Pierry (Corinthians), que estreou em finais com um bom sétimo lugar, 4:13.00. No feminino, faltou pouco para Joanna Maranhão (Unisanta) reaparecer nesta tarde, mas ela fez o seu melhor tempo em Mundiais nesta prova, com 4:41.29 e o décimo primeiro posto. Mas, na final, não se ouviu rigorosamente nada, com o domínio total da Iron Lady, etc., etc., Katinka Hosszu (HUN). Teve novo RC para ela: 4:29.33. A briga mesmo foi pela prata, e Mireia Belmonte (ESP), pelo melhor crawl, obteve tal medalha, com 4:32.17. 71 centésimos depois, veio Sidney Pickrem (CAN), que tinha abandonado a prova dos 200 medley, mas que voltou num bom astral para medalhar.
Terminando com o 4 x 100 medley, em ambos deu EUA. No feminino, teve até WR: Kathleen Baker (58.54), Lilly King (1:04.48), Kelsi Worrell (56.30) e Simone Manuel (52.23) terminaram com 3:51.55, derrubando os 3:52.05 de Londres 2012. Destaque também para Yuliya Efimova, que fez 1:04.03 na sua parcial para ajudar a Rússia a ser prata, com 3:53.38, com a Austrália, logo atrás, com 3:54.29. E, no masculino, Matt Greevers (52.26), Kevin Cordes (58.89), Caeleb Dressel (49.76) e Nathan Adrian (47.00) fizeram tempo melhor que no Rio: 3:27.91. Enquanto o monstro sagrado Dressel fez 49.76, Adam Peaty (GBR) fez 56.91 no peito, ajudando a Grã-Bretanha a ser prata com 3:28.95 e, pasmem os senhores, Vladmir Morozov (RUS) teve um sensacional 46.69 no livre (um dia esse 46.91 cai oficialmente, Cielo...) e a Rússia foi bronze, com 3:29.76. O Brasil, Guilherme Guido (Pinheiros, 53.53), João Luiz Gomes Jr (Pinheiros, 58.80), Henrique Martins (Minas, 51.12) e Marcelo Chierighini (Pinheiros, 48.08) não foram além do quinto lugar, mas o 3:31.53 foi o melhor tempo sem trajes do Brasil em Mundiais. Mas que poderia ser melhor...
Os nadadores mais eficientes, como não poderia deixar de ser, foram Sjostrom e Dressel. Apesar de batida por Simone Manuel nos 100 livre, os recordes mundiais nesta prova e nos 50 livre a fizeram vencer Katie Ledecky (EUA), mesmo ela tendo os mesmos 18 pontos de índice técnico (cada vitória vale 5). Já Dressel fez 16 e só não ganhou os 50 borboleta, mas de resto, arrebentou. É o grande nome de 2017 e, com certeza, será o nome a ser visto neste ciclo.
PRA TERMINAR...
Gostaria de tomar como minhas as palavras do desabafo de João após a prova do 4 x 100 medley masculino: "Quero agradecer a FINA por ter dado essa honra para a gente de poder ter nadado pela nossa bandeira. Porque seria triste termos vindo para cá representando nosso país e não poder vestir a nossa camisa. Queremos também agradecer à CBDA, na pessoa do presidente Miguel (Carlos Cagnone), por ter feito esse trabalho lindíssimo com a gente em menos de um mês. A gente conseguiu vir para cá com boa estrutura. A equipe está feliz, ainda mais agora que a gente sabe que pode opinar, deixar algum legado para a nova geração que está vindo". O triste é saber que, mesmo com alguém que é gestor e gosta de natação à frente da nossa maior entidade, sabemos que 17 federações estaduais (não falaremos quais, como questão de ética) pediram para a FINA para o Brasil competir sob sua bandeira, sem Hino, sem nada. Triste demais.
O Brasil sai de Budapeste com a cabeça erguida, no décimo lugar do quadro de medalhas. 2 ouros (com Ana Marcela nos 25 km e Etiene nos 50 costas), 4 pratas (4 x 100 livre masculino, Nicholas, João e Fratus) e 2 bronzes (ambos de Ana Marcela, nos 10 e 5 km). E com melhora de tempos, com Joanna Maranhão e Henrique Martins. E mesmo assim, ainda tem gente que não quer que a natação brasileira evolua.
Só cego não vê que sim, estamos de volta. E sim, queremos ser uma potência olímpica. É só todos se unirem. Todos podem, e devem, olhar com mais carinho para a nossa natação. Não queremos que ela apareça esporadicamente na grande mídia. Nós temos medalhas olímpicas, nadadores que fizeram história e nadadores que farão história. O que vale é que nossos atletas podem e devem ir mais longe, com resultados melhores. E estamos ainda no início do ciclo Tóquio 2020. A tragédia que foi o Rio 2016 já está morta e enterrada.
Quem sabe, a partir de agora, a partir até do TROFÉU JOSÉ FINKEL que começa em duas semanas, na Unisanta, em Santos, a gente possa ver que, sim, dá para acreditar. Nós merecemos. Nós podemos.
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam, Swim Channel e Globo.com - foto de Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
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sábado, 29 de julho de 2017
MUNDIAL BUDAPESTE 2017: Fratus é prata e Dressel, de outro planeta!
O penúltimo dia do MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste nos deu mais uma prata com sabor de ouro, dessa vez por parte de Bruno Fratus (Internacional/Auburn). Ele simplesmente esqueceu do ano de pesadelos que foi 2016 para comprovar a ótima fase. Durante a final dos 50 livre deles, ele nadou pau a pau com Caeleb Dressel (EUA). Mas como comprovaremos ainda neste texto, Dressel é mais um que não nasceu neste planeta. Esta foi a primeira de suas três vitórias, o que nunca nenhum nadador conseguira em Mundiais. Ele fez 21.15, agora o segundo melhor tempo da história da prova e o melhor sem trajes, apenas atrás dos 20.91 de Cesar Cielo (Pinheiros). Já Fratus conseguiu 21.27, o melhor tempo sem trajes de um atleta brasileiro. Ben Proud (GBR) completou o pódio, com 21.43, e Cielo foi o oitavo, com 21.87. Sim, todos os oito nadaram abaixo de 22, o que mostra que esta prova foi forte.
"Foi a prova da minha vida e só não ganhei porque o Dressel é muito forte. Deixei para trás o pesadelo de 2016. Quero dedicar esta medalha a todos os meninos e meninas que se perguntam se vale a pena acordar cedo para treinar. Vale! Acredite em você", disse Fratus ao SporTV. Ele ainda reverenciou Cielo: "é, com certeza, o melhor velocista de todos os tempos. A natação brasileira deve muito a ele". E para a alegria da gente, ELE, Cielo, vai seguir competindo: "cumpri meu objetivo de voltar a uma final. Agora vou ver o que posso fazer daqui para frente. Mas continuarei competindo. Só vou parar quando eu sentir que não dá mais".
Voltando a falar do ET, Caeleb Dressel mostrou ao mundo que é o grande nome deste mundial. 20 minutos depois, ele foi dominante na final dos 100 borboleta deles. Numa prova perfeita, ele deixou a concorrência para trás e ficou a reles quatro centésimos do WR de Michael Phelps: 49.86. Ainda teve Recorde Mundial Júnior para o vice-campeão Kristof Milak (HUN), para o delírio da Duna Arena. Ou seja, vem aí um sucessor para Laszlo Czeh (HUN). O bronze ficou com um perfeito empate entre o campeão olímpico Joseph Schooling (SIN) e James Guy (GBR), ambos com 50.83.
E Dressel ainda pilotou os EUA no revezamento 4 x 100 livre. Ele fez 47.22, e conseguiu mais um ouro junto a Nathan Adrian (47.49), Mallory Comerford (52.71) e Simone Manuel (52.18). A Holanda fez 3:21.81 e o Canadá, 3:23.55. Final da história: junto com Adam Peaty (GBR), temos dois extraterrestres nesta competição.
Falando em estrelas do outro planeta, apesar do baque desta sexta, Sarah Sjostrom (SUE) continua sendo espetacular. É dela, a partir de hoje, o WR nos 50 livre feminino. Até sua prova, era de 23.73 a marca maior, de Britta Steffen (ALE). A partir deste sábado, a marca que estará em todos os balizamentos é da sueca. Na segunda semifinal, ela fez 23.67. Se não houver alguma surpresa como nos 100 livre, ela será a melhor desta competição, com dois recordes batidos. Mas olho em Pernille Blume (DIN), Simone Manuel (EUA) e Ranomi Kromowidjojo (HOL).
E Katie Ledecky (EUA), o que aconteceu com ela? Será que cansou? Sentiu o baque da primeira derrota em Mundiais? Ok que ela conseguiu o tricampeonato nos 800 livre, mas muito acima do ideal: 8:12.68. A pior marca desde 2013. Se ela não abrisse muito, poderia até ter sido ultrapassada por Bingjie Li (CHN), que, aos 15 anos, é apontada como a grande sucessora de Ledecky. A chinesa fez 8:15.46, enquanto Leah Smith (EUA) chegou com 8:17.22 para ser bronze.
E enfim a Austrália ouviu o seu Hino, graças a Emily Seebohm. Foi nos 200 costas delas, quando ela bateu o novo recorde oceânico, com o tempo de 2:05.68, deixando para trás Katinka Hosszu (HUN), com 2:05.87, e Kathleen Baker (EUA), que chegou a liderar nos primeiros 100 metros, mas terminou com 2:06.48. Ainda teve RMJ para Kaylee McKeown (AUS), com 2:06.76.
E neste domingo, acaba o Mundial. Passou rápido demais, mas ainda tem mais. Tem 400 medley, com Joanna Maranhão (Unisanta) e Brandonn Pierry Almeida (Corinthians), a final dos 50 costas, com a despedida de Camille Lacourt (FRA), que vai na raia 4 com 24.30 - Guilherme Guido (Pinheiros) foi o décimo terceiro com 24.91, os 1500, sem Sun Yang (CHN) - Guilherme Costa (Unisanta) sentiu o nervosismo da estreia e findou com o décimo nono posto com 15:08.09, e a disputa final entre Yuliya Efimova (RUS) e Lilly King (EUA) nos 50 peito, além é claro dos revezamentos 4 x 100 medley, com Brasil no masculino. Um grand finale para uma jornada inesquecível.
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam, Swim Channel e Globo.com - fotos de Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
sexta-feira, 28 de julho de 2017
MUNDIAL BUDAPESTE 2017: Deu zebra!!
Sim, senhoras e senhores, a recordista mundial falhou. Todos falhamos. E aconteceu nesta sexta, no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste, mais precisamente nos 100 livre feminino, a maior zebra da competição até aqui. Não que Simone Manuel (EUA) fosse uma zebra em si, já que ela é campeã olímpica desta prova (ao lado da canadense Penny Oleksiak). Mas todos já davam como certo o ouro de Sarah Sjostrom (SUE), até depois do WR que ela batera no revezamento 4 x 100 livre feminino domingo. Mas, depois de uma grande ida com 24.75, ela simplesmente parou. Administrou até o metro 99, até ser superada, no último, por Manuel, em quatro centésimos: 52.27 x 52.31. Foi tão inacreditável que, na hora do Hino americano, ela chegou a quase chorar. A terceira colocada foi Pernille Blume (DIN), com 52.69.
Mas quando se trata de Caeleb Dressel (EUA), não existem zebras. Duas semifinais perfeitas. Primeiro, nos 50 livre deles, ele fez o agora melhor tempo do ano, com 21.29. Isso, depois de uma saída inigualável. Nesta prova, teremos Bruno Fratus (Internacional/Auburn) e Cesar Cielo (Pinheiros) na final. Fratus foi o terceiro com 21.60, ao lado de Ben Proud (GBR) e Cielo foi o oitavo, com 21.77, eliminando Cameron McEvoy (AUS, 21.81) e Nathan Adrian (EUA, 21.83). Tudo é possível depois do "on your marks". Já nos 100 borboleta, faltou novamente pouco para Dressel ser recordista mundial. Prova perfeita, com final perfeito, 50.07. A final poderia ter tido Henrique Martins (Minas), não tivesse ele feito uma chegada pavorosa depois de uma prova quase perfeita, o que lhe fez terminar em 11º posto, com 51.47. Acontece, Henrique...
Nos 200 peito, só deu Rússia. No feminino, quase WR com Yuliya Efimova. Uma primeira parte conservadora, mas uma segunda explosivíssima, para fechar com 2:19.64. Esta é a segunda vez que Efimova é vitoriosa nesta prova, visto que em Barcelona 2013, ela desbancou Rikke Pedersen (DIN), que acabara de bater o WR. E confirmando que era o dia das zebras, não tem Lilly King (EUA) no pódio. Ela foi a única a passar para 31 segundos nos primeiros 50 metros, mas não aguentou a pressão e foi a quarta, com 2:22.11, atrás de Bethany Galat (EUA, 2:21.77), estreante em pódio internacional, e Jinglin Shi (CHN, 2:21.93), bronze também no RIO 2016. Já no masculino, Anton Chupkov agora é o segundo a nadar abaixo de 2:07, ele que fez 2:06.96, novo RC, seguido de Yasuhiro Koseki (JAP), com 2:07.29 e pelo recordista mundial Ippei Watanabe (JAP), com 2:07;47. Outra vez sua segunda piscina foi bem melhor e por isso, não tomou conhecimento dos japoneses.
Nos 200 costas, na final masculina, novamente deu Rússia, com Recorde Europeu, de Evgeny Rylov: 1:53.61. Isso porque ele, um grande nome nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanjing, se cansou nas últimas piscinas, mas tinha aberto o suficiente para evitar que Ryan Murphy (EUA, 1:54.21) e Jacob Pebley (EUA, 1:55.06) chegassem nele. Pelo menos teve dobradinha. Na semifinal feminina, ligeira vantagem para Emily Seebohm (AUS), com 2:05.81, Recorde da Oceania, mas prestar atenção também em Kylie Masse (CAN, 2:05.97) e Kathleen Baker (EUA, 2:06.66).
Nas semifinais dos 50 borboleta feminino, Sarah Sjostrom mostrou ter se recuperado do baque de logo cedo e conseguiu o melhor tempo da final, com 25.30, seguida de Kelsi Worrell (EUA, 25.57), vitoriosa da primeira série. Mas, nesta prova, tudo é possível, porque tem Ranomi Kromowidjojo (HOL), Penny Oleksiak e Farida Osman (EGI).
E, enfim, um revezamento não vencido pelos EUA: foi no 4 x 200 masculino, quando, após uma prova disputada entre Rússia, Grã-Bretanha e EUA, os súditos da Rainha levaram a melhor, com Stephen Milne (1:47.25), Nicholas Grainger (1:46.05), Duncan Scott (1:44.60) e, fazendo a mais rápida parcial de todas, James Guy (1:43.80). A Rússia ficou em segundo com 7:02.68 e os EUA, 7:03.18.
Faltam apenas duas etapas, mas neste sábado tem muito mais emoção. Tem os 50 livre feminino (com nossa campeã Etiene Medeiros, do SESI), 50 costas masculino (com Guilherme Guido, do Pinheiros), 50 peito feminino, 4 x 100 misto medley (até Aruba tem time e nós não) e os 1500 livre, quando Guilherme Costa (Unisanta) vai tentar, pelo menos, o 15 baixo. Final é difícil, mas impossíveis não existem para o nosso amigo. Então, vale torcer muito mais!
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam, Swim Channel e Globo.com - fotos de Petr David Josek/AP e Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
Nos 200 peito, só deu Rússia. No feminino, quase WR com Yuliya Efimova. Uma primeira parte conservadora, mas uma segunda explosivíssima, para fechar com 2:19.64. Esta é a segunda vez que Efimova é vitoriosa nesta prova, visto que em Barcelona 2013, ela desbancou Rikke Pedersen (DIN), que acabara de bater o WR. E confirmando que era o dia das zebras, não tem Lilly King (EUA) no pódio. Ela foi a única a passar para 31 segundos nos primeiros 50 metros, mas não aguentou a pressão e foi a quarta, com 2:22.11, atrás de Bethany Galat (EUA, 2:21.77), estreante em pódio internacional, e Jinglin Shi (CHN, 2:21.93), bronze também no RIO 2016. Já no masculino, Anton Chupkov agora é o segundo a nadar abaixo de 2:07, ele que fez 2:06.96, novo RC, seguido de Yasuhiro Koseki (JAP), com 2:07.29 e pelo recordista mundial Ippei Watanabe (JAP), com 2:07;47. Outra vez sua segunda piscina foi bem melhor e por isso, não tomou conhecimento dos japoneses.
Nos 200 costas, na final masculina, novamente deu Rússia, com Recorde Europeu, de Evgeny Rylov: 1:53.61. Isso porque ele, um grande nome nos Jogos Olímpicos da Juventude em Nanjing, se cansou nas últimas piscinas, mas tinha aberto o suficiente para evitar que Ryan Murphy (EUA, 1:54.21) e Jacob Pebley (EUA, 1:55.06) chegassem nele. Pelo menos teve dobradinha. Na semifinal feminina, ligeira vantagem para Emily Seebohm (AUS), com 2:05.81, Recorde da Oceania, mas prestar atenção também em Kylie Masse (CAN, 2:05.97) e Kathleen Baker (EUA, 2:06.66).
Nas semifinais dos 50 borboleta feminino, Sarah Sjostrom mostrou ter se recuperado do baque de logo cedo e conseguiu o melhor tempo da final, com 25.30, seguida de Kelsi Worrell (EUA, 25.57), vitoriosa da primeira série. Mas, nesta prova, tudo é possível, porque tem Ranomi Kromowidjojo (HOL), Penny Oleksiak e Farida Osman (EGI).
E, enfim, um revezamento não vencido pelos EUA: foi no 4 x 200 masculino, quando, após uma prova disputada entre Rússia, Grã-Bretanha e EUA, os súditos da Rainha levaram a melhor, com Stephen Milne (1:47.25), Nicholas Grainger (1:46.05), Duncan Scott (1:44.60) e, fazendo a mais rápida parcial de todas, James Guy (1:43.80). A Rússia ficou em segundo com 7:02.68 e os EUA, 7:03.18.
Faltam apenas duas etapas, mas neste sábado tem muito mais emoção. Tem os 50 livre feminino (com nossa campeã Etiene Medeiros, do SESI), 50 costas masculino (com Guilherme Guido, do Pinheiros), 50 peito feminino, 4 x 100 misto medley (até Aruba tem time e nós não) e os 1500 livre, quando Guilherme Costa (Unisanta) vai tentar, pelo menos, o 15 baixo. Final é difícil, mas impossíveis não existem para o nosso amigo. Então, vale torcer muito mais!
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam, Swim Channel e Globo.com - fotos de Petr David Josek/AP e Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
segunda-feira, 27 de março de 2017
GIRO GERAL: festa de favoritos pelo mundo
Nação, mais uma vez é hora do GIRO GERAL, nosso resumo do que de melhor rolou pelo Brasil e pelo mundo nos esportes aquáticos. E neste fim de semana, destacamos grande dominância de favoritos na natação e nas águas abertas. Vamos a isto:
NO EMISSÁRIO, DEU A LÓGICA
Com maciça presença de atletas e público, aconteceu neste domingo a segunda prova do CAMPEONATO SANTISTA DE ÁGUAS ABERTAS, a Etapa Adalberto Mariani, no Emissário Submarino, quase na divisa de Santos com São Vicente. E o resultado não trouxe nada de novo: vitórias fáceis de Victor Colonese (15:07) e Ana Marcela Cunha (17:17), ambos da Unisanta. Eles utilizaram a prova como preparação para a Seletiva para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste, que vai acontecer no segundo fim de semana de Maio, em Foz do Iguaçu (PR). "Comecei assim em Salvador, nada mais justo do que estar aqui, serve de incentivo para as novas gerações. Fico feliz em estar com atletas de todas as idades", comemorou Ana, que fez aniversário na semana passada e considerou a vitória como presente. Colonese também elogiou a prova: "estou feliz por garantir mais essa vitória para a Unisanta. Acho fundamental poder particpar de uma competição tão importante da cidade, sei que servimos de espelho para os que estão começando". Henrique Figueirinha (Alpha Mar) e Breno Galvão (Unisanta) completaram o pódio no masculino, enquanto Catarina Ganzeli (Unisanta) e Marcella Nicolau (Internacional) também estiveram lá pelo feminino.
VAI ELE QUEBRAR O WR DO CIELO?
VAI ELE QUEBRAR O WR DO CIELO?
É o que o mundo da natação se pergunta sobre Caeleb Dressel (EUA), Ele foi fenomenal na edição masculina da NCAA, em Indianapolis, representando a Florida. Ele, nas 100 jardas livre, bateu seu próprio recorde: de 40.40 para 40 exatos. Convertendo, ele faria 45.20 e quebraria de longe os 47.09 que Cesar Cielo (Pinheiros) fizera em Roma, há 8 anos, ainda no tempo dos trajes. Nos 50 livre, novo show, com 18.23. Ainda, nos 100 borboleta, surpreendeu e venceu Joseph Schooling (SIN), seu ex-companheiro de Bolles e que agora defendeu o Texas. Foram 43.58 a 43.75, em prova equilibrada. Na mesma prova, o melhor resultado brasileiro, que coube a Vinícius Lanza (Minas/Indiana), sexto posto com 45.52.
Em Indianapolis, houve 10 recordes, destacando-se, além de Dressel, a quebra do Recorde Americano das 500 jardas livre por Clark Smith, pelo Texas, com 4:08.42. É a prova que equivale aos 400 metros livre. No fim das contas, o título foi para o Texas, com 542 pontos, contra 349 da California. Confira aqui os resultados completos.
BRAZUCAS NO PARAGUAI
Aconteceu na última semana o Campeonato Paraguaio de Natação, em Assunción, A competição era a única seletiva local para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS e também contou com enorme força brasileira, representada por Pinheiros e ABDA. A destacar os tempos de Cadu Lanças (ABDA) nos 200 livre, com 1:57.62, João Luis Gomes Júnior (Pinheiros), 1:00.92 nos 100 peito e os 56.90 do hoje aniversariante Fábio Santi (Pinheiros) nos 100 costas, além das ótimas provas de Jhennifer Alves (Pinheiros) nos 50 (31.99) e 100 peito (1:10.53). Os resultados completos cá estão.
PARAPAN DE JOVENS: BRASIL DOMINA EM SAMPA
Terminaram neste sábado os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, que aconteceram no bom Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. E na natação, o Brasil fez bonito: das 61 medalhas em disputa, 27 foram douradas, além de 17 de prata e 17 de bronze. México, Chile, Colômbia e Argentina também fizeram bonito. O resumo completo está nesta nota do Best Swimming.
(informações do Best Swimming e Prefeitura de Santos, fotos de José Raimundo e Reuters)
Em Indianapolis, houve 10 recordes, destacando-se, além de Dressel, a quebra do Recorde Americano das 500 jardas livre por Clark Smith, pelo Texas, com 4:08.42. É a prova que equivale aos 400 metros livre. No fim das contas, o título foi para o Texas, com 542 pontos, contra 349 da California. Confira aqui os resultados completos.
BRAZUCAS NO PARAGUAI
Aconteceu na última semana o Campeonato Paraguaio de Natação, em Assunción, A competição era a única seletiva local para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS e também contou com enorme força brasileira, representada por Pinheiros e ABDA. A destacar os tempos de Cadu Lanças (ABDA) nos 200 livre, com 1:57.62, João Luis Gomes Júnior (Pinheiros), 1:00.92 nos 100 peito e os 56.90 do hoje aniversariante Fábio Santi (Pinheiros) nos 100 costas, além das ótimas provas de Jhennifer Alves (Pinheiros) nos 50 (31.99) e 100 peito (1:10.53). Os resultados completos cá estão.
PARAPAN DE JOVENS: BRASIL DOMINA EM SAMPA
Terminaram neste sábado os Jogos Parapan-Americanos de Jovens, que aconteceram no bom Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. E na natação, o Brasil fez bonito: das 61 medalhas em disputa, 27 foram douradas, além de 17 de prata e 17 de bronze. México, Chile, Colômbia e Argentina também fizeram bonito. O resumo completo está nesta nota do Best Swimming.
(informações do Best Swimming e Prefeitura de Santos, fotos de José Raimundo e Reuters)
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sexta-feira, 1 de julho de 2016
US OLYMPIC TRIALS: Um amarelou, o outro aproveitou...
O quinto dia de finais do US OLYMPIC TRIALS, em Omaha, a única seletiva yankee para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, começou com um resultado assaz inesperado na final dos 200 peito masculino. Todos esperavam mais um show de Kevin Cordes, que, pelas apresentações, era carta marcada para o WR. Nos primeiros 150 metros, era tudo conforme o script, com as parciais de 28.49, 32.28 e 32.82, e dois segundos abaixo da marca. Mas, uma inexplicável amarelada aconteceu com Cordes, e, com a terrível última piscina de 34.41 e o 2:08.00, o outrora favorito não apenas perdeu a chance do WR como também a vitória, o tempo número 1 do ano e o US Open Record para Josh Prenot, agora também recordista americano com 2:07.17 (29.21, 32.46, 32.52, 32.98), este que botou ao chão o recorde de 2:07.42, que era de Eric Shanteau, e que por pouco não superou o 2:07.01 de Akhiro Yamaguchi (JAP). Apesar da grandiosa amarelada, Cordes vai também para os Jogos. Aliás, se existissem mais centímetros, ele poderia ter perdido a vaga também, porque Will Licon fez 2:08.14.
Ontem também foi dia de 100 livre. Na final masculina, Nathan Adrian, o melhor velocista do mundo na atualidade, justificou a grande fase que vive com o segundo melhor tempo do ano: 47.72 (22.70, 25.02), só 68 centésimos acima do fabuloso 47.04 feito por Cameron McEvoy (AUS) na seletiva australiana. Coube a sensação Caeleb Dressel a segunda vaga individual, com 48.23, seu melhor tempo ever e o 13º do mundo, mas atrás de Marcelo Chierighini (Pinheiros/Auburn), que fizera 48.20 no Maria Lenk. Para juntar-se a eles no 4 x 100 livre, Ryan Held, com 48.26 e o veterano Anthony Ervin, que, com 48.54, se torna o mais velho da seleção até agora. Em Sydney 2000, ele contava 19 anos quando foi vitorioso com 49.29. Agora vai para o Rio com 35 anos recém-completos. Pelo menos uma vitória para os "velhinhos". Nas semifinais femininas, nada de espantoso. Enquanto temos cinco nadadoras na casa dos 53 segundos, quais sejam, Abbey Weitzel (53.57), Simone (53.64), Amanda Weir (53.72), Dana Vollmer (53.74) e Lia Neal (53.87), Katie Ledecky só teve um 54.04 regular para o sétimo tempo e Allison Schmitt larga na raia 8, com 54.07. Já Missy Franklin vai ter que ver a prova da arquibancada do Parque Aquático Olímpico, já que foi a 11ª colocada com 54.24.
Depois da montanha russa que teve na quarta, Camille Adams justficou a ótima fase e acertou de novo na estratégia: começar lento, nas últimas, para crescer no final. Ela fizera 2:06.80 (29.29, 31.99, 32.48, 33.04), sétimo tempo do mundo este ano. A eufórica Hail Flickinger vai com ela, após ter feito 2:07.50 (28.99, 31.88, 33.10, 33.53).
Nas outras semifinais do dia, Ryan Murphy (1:55.04), Jacob Pebley (1:55.18) e Tyler Clary (1:55.92) fizeram os melhores tempos dos 200 costas sob o olhar atento de duas lendas vivas, Aaron Peirsol, o recordista mundial, e Lenny Krayzelburg; nos 200 peito feminino, Lilly King fez um bom 2:24.03 e vem como favorita para a final; e nos 200 medley, o que tinha de ser: Ryan Lochte e Michael Phelps vão duelar pela última vez num US OLYMPIC TRIAL, e talvez deles seja a vaga. Lochte que se mandou dos 200 costas para esta prova vai largar na raia 4 com 1:56.71 e Phelps, o birthday boy, vai na 5, com 1:57.61. Detalhe é que Ryan Lochte agora é o segundo no ranking e Phelps aparece em quarto, derrubando Thiago Pereira (Minas/Florida) para quinto e Henrique Rodrigues (Pinheiros) para sexto, mas não Kosuke Hagino (JAP). Aqui, os tempos de quinta.
Mais tarde, tem o começo dos 50 livre masculino, e a possibilidade do 20.91 de Cesar Cielo (Minas/Arizona) virar história, visto que Nathan e Caeleb estão inspirados. E os americanos querem ver um WR.
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam e USA Swimming - foto da transmissão da NBC)
Ontem também foi dia de 100 livre. Na final masculina, Nathan Adrian, o melhor velocista do mundo na atualidade, justificou a grande fase que vive com o segundo melhor tempo do ano: 47.72 (22.70, 25.02), só 68 centésimos acima do fabuloso 47.04 feito por Cameron McEvoy (AUS) na seletiva australiana. Coube a sensação Caeleb Dressel a segunda vaga individual, com 48.23, seu melhor tempo ever e o 13º do mundo, mas atrás de Marcelo Chierighini (Pinheiros/Auburn), que fizera 48.20 no Maria Lenk. Para juntar-se a eles no 4 x 100 livre, Ryan Held, com 48.26 e o veterano Anthony Ervin, que, com 48.54, se torna o mais velho da seleção até agora. Em Sydney 2000, ele contava 19 anos quando foi vitorioso com 49.29. Agora vai para o Rio com 35 anos recém-completos. Pelo menos uma vitória para os "velhinhos". Nas semifinais femininas, nada de espantoso. Enquanto temos cinco nadadoras na casa dos 53 segundos, quais sejam, Abbey Weitzel (53.57), Simone (53.64), Amanda Weir (53.72), Dana Vollmer (53.74) e Lia Neal (53.87), Katie Ledecky só teve um 54.04 regular para o sétimo tempo e Allison Schmitt larga na raia 8, com 54.07. Já Missy Franklin vai ter que ver a prova da arquibancada do Parque Aquático Olímpico, já que foi a 11ª colocada com 54.24.
Depois da montanha russa que teve na quarta, Camille Adams justficou a ótima fase e acertou de novo na estratégia: começar lento, nas últimas, para crescer no final. Ela fizera 2:06.80 (29.29, 31.99, 32.48, 33.04), sétimo tempo do mundo este ano. A eufórica Hail Flickinger vai com ela, após ter feito 2:07.50 (28.99, 31.88, 33.10, 33.53).
Nas outras semifinais do dia, Ryan Murphy (1:55.04), Jacob Pebley (1:55.18) e Tyler Clary (1:55.92) fizeram os melhores tempos dos 200 costas sob o olhar atento de duas lendas vivas, Aaron Peirsol, o recordista mundial, e Lenny Krayzelburg; nos 200 peito feminino, Lilly King fez um bom 2:24.03 e vem como favorita para a final; e nos 200 medley, o que tinha de ser: Ryan Lochte e Michael Phelps vão duelar pela última vez num US OLYMPIC TRIAL, e talvez deles seja a vaga. Lochte que se mandou dos 200 costas para esta prova vai largar na raia 4 com 1:56.71 e Phelps, o birthday boy, vai na 5, com 1:57.61. Detalhe é que Ryan Lochte agora é o segundo no ranking e Phelps aparece em quarto, derrubando Thiago Pereira (Minas/Florida) para quinto e Henrique Rodrigues (Pinheiros) para sexto, mas não Kosuke Hagino (JAP). Aqui, os tempos de quinta.
Mais tarde, tem o começo dos 50 livre masculino, e a possibilidade do 20.91 de Cesar Cielo (Minas/Arizona) virar história, visto que Nathan e Caeleb estão inspirados. E os americanos querem ver um WR.
(informações do Best Swimming, Yes Swim, SwimSwam e USA Swimming - foto da transmissão da NBC)
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sábado, 26 de março de 2016
NCAA: Caeleb, você é f...! (atualizado)
Parece que não tem páreo para Caeleb Dressel (EUA) nos próximos anos se ele continuar no ritmo que está. No Campeonato Masculino da NCAA, na Piscina da Georgia Tech, a mesma da Olimpíada de Atlanta, em 1996, ele novamente destroçou o recorde nas 50 jardas livre: 18.24 abrindo o revezamento 4 x 50 e na final, só 18.20. Usando o aplicativo de conversão da SwimSwam, ele poderia estar perto do recorde mundial dos 50 livre: 21.00. Por 9 centésimos ele não superaria Cesar Cielo (ELE - Minas/Arizona). Mas nunca se sabe. Ah, vale uma curiosidade: agora são dele os seis maiores tempos da história das jardas: tudo depois dos 18, conforme conferem aqui. E ainda ele bateu o recorde das 100 livre com sensacionais 40.46. Revelação do ano? Sim ou claro?
Acha que acabou? Tem mais: Joseph Schooling (SIN) é o novo recordista nos 100 borboleta, após uma prova irreparável, com 44.01, superando o recorde anterior, de Austin Staab, com 44.18 feitos em 2009; e ainda fez 1:37.97, nova marca nos 200 do mesmo estilo. Nas 200 livre, outro recorde mundial de jardas quebrado, agora por Townley Haas (EUA), pelo Texas, com 1:30.46. E Ryan Murphy (EUA) também bateu dois recordes no costas: 43.49 (e ele tinha feito 43.51 no revezamento) nos 100, e 1:35.73 nos 200.
Também teve Brasil, mas com resultados para lá de inexpressivos. Nosso melhor foi o décimo primeiro lugar de Vinícius Lanza (Minas/Indiana) nos 100 borboleta, 46.01. Ele havia feito 45.98 nas eliminatórias. Pedro Coutinho (Louisville) foi o 13º e Arthur Mendes (Corinthians/Auburn), se despedindo da NCAA, foi o décimo sétimo, e olha que ele ficou a pouco de uma final...
O Texas foi o campeão mais uma vez entre os homens, com 741,5 pontos, muito á frente da California, com 352. Parece que vem tempos bem melhores que na era dos trajes, pelo que se viu em Atlanta.
(informações da Best Swimming, da Yes Swim e da SwimSwam - foto da SEC)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
GIRO GERAL: Agora 2016 começou mesmo! (atualizado)
Nação, segunda sim, segunda não, tem GIRO GERAL no nosso site. É a nossa seção mais tradicional, a qual destacamos grandes acontecimentos das águas pelo Brasil e pelo mundo. E nesta semana destacamos mais uma do novo rei das 50 jardas, vitória Brasil brasileira lá fora e os preparativos para a segunda etapa da COPA DO MUNDO DE ÁGUAS ABERTAS. A isso:
CAELEB APRONTOU DE NOVO
Já deveria bastar Caeleb Dressel (EUA - foto) ter batido o recorde mundial nas 50 Jardas livre, o que possibilita tê-lo como grande favorito nas US OLYMPIC TRIALS que vai definir o time norte-americano para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016. Agora, no encerramento da Southeastern Conference da NCAA, ele agora transformou em poeira o recorde norte-americano das 100 jardas livre (91,44 m), com 41.07. O recorde anterior tinha um centésimo a mais e pertencia a Nathan Adrian desde 2013. O recorde mundial da prova é do russo Vlad Morozov (RUS), que fez 40.76 em 2014.
Durante a SEC, ainda tivemos recordes brasileiros sendo batidos por Arthur Mendes Filho (Corinthians/Auburn). Em sua derradeira conference, ele fuzilou seus recordes nos 100 borboleta (45.98), onde foi terceiro lugar em prova novamente vencida por Dressel (44.80, novo recorde da conferência) e nos 200 borboleta (1:42.78), quinto em prova vencida pelo companheiro Hugo Morris (1:42.46). Arthur, que busca uma vaga para as Olimpíadas, vai agora para Atlanta disputar seu último campeonato universitário norte-americano da NCAA, entre 24 e 26 de Março.
No fim de tudo, vitória dos Florida Gators, no masculino, e do Texas A&M no feminino.
DAIENE VENCE NA FRANÇA
Fim de semana de mais natação na França (olha aí, CBDA) e teve vitória Brasileira no Meeting Olímpico Courbevoie, na cidade que fica na Ilha da França, mesmo estado da capital Paris. É que Daiene Dias (Minas) ganhou os 100 borboleta com 1:00.06, pior um pouco que os 59.63 feitos nas eliminatórias. Ainda rolou prata nos 50 livre, 26.45, atrás apenas da holandesa e favoritíssima Femke Heemskerke (que vez por outra nada aqui pelo Minas), com 25.95. Daiene ainda nadou os 100 livre, nadando borboleta, com 59.88 nas eliminatórias e 1:00.74 na final, terminando em 11º lugar. Novamente deu Femke, com 55.08. A holandesa ainda faturou os 200 livre (1:57.32), 400 livre (4:12.02) e 100 costas (1:02.94).
Outro brasileiro foi Alan Vitória (Minas), também treinador de Daiene, que ficou em quinto nos 100 livre (50.70), e foi bronze nos 50 (22.98), em ambas as provas vitorioso o Carrasco Florent Manaudou, com, respectivamente, 49.03 e 21.91.
FORÇA TOTAL EM ABU DHABI
Já se encaminharam para Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, os nadadores brasileiros que vão disputar a segunda prova da COPA DO MUNDO DE ÁGUAS ABERTAS nesta semana: Ana Marcela Cunha, Poliana Okimoto (ambas da Unisanta), Allan do Carmo (IDEB) e Diogo Villarinho (SESI). Ana, Allan e Poliana são os três representantes brazucas na maratona aquática. Diogo busca ainda vaga nos 1500 livre. Eles, e mais os técnicos Márcio Latuf, Ricardo Cintra, Rogério Arapiraca, o médico José Blanco Herrera e o chefe de delegação Igor de Souza, se juntam a mais 127 atletas de 33 países para a mais rica prova do circuito: ao vencedor, não as batatas, mas 7 mil dólares (28 mil reais, mais ou menos). Nada mal, hein?
Os campeões do ano passado, Rachele Bruni (ITA) e Alex Reymond (FRA) também estão lá garantidos, além, surpresa, surpresa, de Mireia Belmonte (ESP), que vai buscar também vaga olímpica também nas águas abertas. Recentemente, Mireia ventilou a possibilidade de desistência dos Jogos adivinhe por qual motivo? Sim, o Zika Vírus. Confira aqui o start list.
NASCE MAIS UMA ESTRELA NO JAPÃO
Rikako Ikee (JAP), eis mais um jovem talento a se prestar atenção. Após ser revelada na Copa do Mundo de 2015, quando quebrou o recorde japonês dos 100 borboleta na etapa local, com 57.76, a garota de 15 anos aprontou de novo, quebrando nada menos que o RECORDE MUNDIAL JÚNIOR dos 50 livre. O tempo, senhoras e senhores, é de 24.74. Repetimos: 24.74. Um senhor de um tempaço. O feito aconteceu na Konami Cup, em Tóquio. É nada menos que o décimo terceiro tempo do mundo atualmente.
Rikako já havia quebrado o Recorde Japonês dos 100 livre, na Kitajima Cup, com um tempo tão grandioso quanto: 53.99. Na matéria da Best Swimming está o vídeo com a prova desse prodígio de quem muito falaremos ainda.
E A COPA DO MUNDO DE SALTOS ORNAMENTAIS?
Continua rolando à toda na Cidade Olímpica a COPA DO MUNDO DE SALTOS ORNAMENTAIS DA FINA, evento-teste da modalidade para o RIO 2016, no Parque Aquático Maria Lenk. E já temos uma vaga brasileira confirmada para os Jogos: é a de César Castro, que se classificou na décima sexta posição para as semifinais no trampolim individual de três metros. Isso, depois da vaga ter batido na trave no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS em Kazan. É que 12 garantiam lá vaga direta e César foi o 14º, mas dois atletas, vencedores continentais, já tinham vagas garantidas e ele chegou a ser anunciado o 12º colocado, mas logo se voltou atrás. Agora a vaga é dele, ou melhor, do Brasil, e ninguém tasca. Isso porque ele poderia estar entre os 18 primeiros para tal. "Aqui foi o sufoco. Agora é saltar melhor na semifinal para garantir a pontuação, que são 410 pontos, para que eu esteja dentro. O nível de estresse dessa prova é bem alto e a gente acaba até fazendo um filme de tudo o que passou até chegar aqui", disse César, que voltaria hoje para as semifinais.
E nesta segunda, mais uma entrou no time. E aliás, pela quinta vez: Juliana Veloso, a melhor saltadora da história do país, vai, aos 35 anos, para sua (talvez) derradeira jornada olímpica porque ficou em nono lugar nas eliminatórias dos mesmos 3 metros de trampolim. Ela melhorou muito da sua péssima atuação em Kazan e fez sensacionais 315,50. Mesmo figurinha carimbada em competições internacionais, ela nem acreditou em saber que é recordista brasileira em participações nos saltos ornamentais olímpicos: "Talvez, eu sinta este negócio de recorde de participação, caia a ficha, quando parar, mas agora nem penso nisto, é apenas mais uma Olimpíada. Estou feliz em ter conseguido um patrocínio antes da Copa do Mundo, que sinto como um reconhecimento. E estou feliz por ter garantido a vaga na piscina e não por ser do país-sede. Minha meta agora é chegar a final, estar entre as 12 melhores. Já bati na trave uma vez, quando fiquei em 13º e agora quero superar isto", disse, lembrando que sua semifinal é nesta terça. O evento segue até quarta.
(informações da CBDA, Best Swimming, Yes Swim e fotos da transmissão da ESPN e de Satiro Sodré/SSPress)
Fim de semana de mais natação na França (olha aí, CBDA) e teve vitória Brasileira no Meeting Olímpico Courbevoie, na cidade que fica na Ilha da França, mesmo estado da capital Paris. É que Daiene Dias (Minas) ganhou os 100 borboleta com 1:00.06, pior um pouco que os 59.63 feitos nas eliminatórias. Ainda rolou prata nos 50 livre, 26.45, atrás apenas da holandesa e favoritíssima Femke Heemskerke (que vez por outra nada aqui pelo Minas), com 25.95. Daiene ainda nadou os 100 livre, nadando borboleta, com 59.88 nas eliminatórias e 1:00.74 na final, terminando em 11º lugar. Novamente deu Femke, com 55.08. A holandesa ainda faturou os 200 livre (1:57.32), 400 livre (4:12.02) e 100 costas (1:02.94).
Outro brasileiro foi Alan Vitória (Minas), também treinador de Daiene, que ficou em quinto nos 100 livre (50.70), e foi bronze nos 50 (22.98), em ambas as provas vitorioso o Carrasco Florent Manaudou, com, respectivamente, 49.03 e 21.91.
FORÇA TOTAL EM ABU DHABI
Já se encaminharam para Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, os nadadores brasileiros que vão disputar a segunda prova da COPA DO MUNDO DE ÁGUAS ABERTAS nesta semana: Ana Marcela Cunha, Poliana Okimoto (ambas da Unisanta), Allan do Carmo (IDEB) e Diogo Villarinho (SESI). Ana, Allan e Poliana são os três representantes brazucas na maratona aquática. Diogo busca ainda vaga nos 1500 livre. Eles, e mais os técnicos Márcio Latuf, Ricardo Cintra, Rogério Arapiraca, o médico José Blanco Herrera e o chefe de delegação Igor de Souza, se juntam a mais 127 atletas de 33 países para a mais rica prova do circuito: ao vencedor, não as batatas, mas 7 mil dólares (28 mil reais, mais ou menos). Nada mal, hein?
Os campeões do ano passado, Rachele Bruni (ITA) e Alex Reymond (FRA) também estão lá garantidos, além, surpresa, surpresa, de Mireia Belmonte (ESP), que vai buscar também vaga olímpica também nas águas abertas. Recentemente, Mireia ventilou a possibilidade de desistência dos Jogos adivinhe por qual motivo? Sim, o Zika Vírus. Confira aqui o start list.
NASCE MAIS UMA ESTRELA NO JAPÃO
Rikako Ikee (JAP), eis mais um jovem talento a se prestar atenção. Após ser revelada na Copa do Mundo de 2015, quando quebrou o recorde japonês dos 100 borboleta na etapa local, com 57.76, a garota de 15 anos aprontou de novo, quebrando nada menos que o RECORDE MUNDIAL JÚNIOR dos 50 livre. O tempo, senhoras e senhores, é de 24.74. Repetimos: 24.74. Um senhor de um tempaço. O feito aconteceu na Konami Cup, em Tóquio. É nada menos que o décimo terceiro tempo do mundo atualmente.
Rikako já havia quebrado o Recorde Japonês dos 100 livre, na Kitajima Cup, com um tempo tão grandioso quanto: 53.99. Na matéria da Best Swimming está o vídeo com a prova desse prodígio de quem muito falaremos ainda.
E A COPA DO MUNDO DE SALTOS ORNAMENTAIS?
Continua rolando à toda na Cidade Olímpica a COPA DO MUNDO DE SALTOS ORNAMENTAIS DA FINA, evento-teste da modalidade para o RIO 2016, no Parque Aquático Maria Lenk. E já temos uma vaga brasileira confirmada para os Jogos: é a de César Castro, que se classificou na décima sexta posição para as semifinais no trampolim individual de três metros. Isso, depois da vaga ter batido na trave no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS em Kazan. É que 12 garantiam lá vaga direta e César foi o 14º, mas dois atletas, vencedores continentais, já tinham vagas garantidas e ele chegou a ser anunciado o 12º colocado, mas logo se voltou atrás. Agora a vaga é dele, ou melhor, do Brasil, e ninguém tasca. Isso porque ele poderia estar entre os 18 primeiros para tal. "Aqui foi o sufoco. Agora é saltar melhor na semifinal para garantir a pontuação, que são 410 pontos, para que eu esteja dentro. O nível de estresse dessa prova é bem alto e a gente acaba até fazendo um filme de tudo o que passou até chegar aqui", disse César, que voltaria hoje para as semifinais.
E nesta segunda, mais uma entrou no time. E aliás, pela quinta vez: Juliana Veloso, a melhor saltadora da história do país, vai, aos 35 anos, para sua (talvez) derradeira jornada olímpica porque ficou em nono lugar nas eliminatórias dos mesmos 3 metros de trampolim. Ela melhorou muito da sua péssima atuação em Kazan e fez sensacionais 315,50. Mesmo figurinha carimbada em competições internacionais, ela nem acreditou em saber que é recordista brasileira em participações nos saltos ornamentais olímpicos: "Talvez, eu sinta este negócio de recorde de participação, caia a ficha, quando parar, mas agora nem penso nisto, é apenas mais uma Olimpíada. Estou feliz em ter conseguido um patrocínio antes da Copa do Mundo, que sinto como um reconhecimento. E estou feliz por ter garantido a vaga na piscina e não por ser do país-sede. Minha meta agora é chegar a final, estar entre as 12 melhores. Já bati na trave uma vez, quando fiquei em 13º e agora quero superar isto", disse, lembrando que sua semifinal é nesta terça. O evento segue até quarta.
(informações da CBDA, Best Swimming, Yes Swim e fotos da transmissão da ESPN e de Satiro Sodré/SSPress)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
O novo rei das 50 jardas livre
Não é mais de Cesar Cielo (Minas/Arizona) o recorde mundial das 50 jardas livre. Nesta quarta, Caeleb Dressel (EUA), da Universidade da Florida, e campeão dos 50 livre no MUNDIAL JÚNIOR de Dubai, em 2013, agora é o novo recordista na metragem, que equivale a 45,72 m (uma jarda é 0,92 cm, aproximadamente). O feito aconteceu duas vezes ontem, durante a Southeastern Conference da NCAA, em Columbia (Missouri).
Primeiro, Caeleb fez 18.39 nas eliminatórias, jogando por terra os 18.47 que ELE fizera quando nadava por Auburn em 2008, o que, além de WR, era recorde americano e da NCAA. Mas ele quis mais, e nadou para 18.23 na final. Os tempos fazem de Caeleb um novo rival para o próprio Cielo, Florent Manaudou (FRA), Bruno Fratus (Pinheiros/Auburn), Kyle Chalmers (AUS), Vlad Morozov (RUS) e o conterrâneo e ídolo Nathan Adrian. E ele ainda ajudou a Florida a vencer o revezamento 4 x 50 livre, com 18.41. Sua universidade é lider na SEC, com 504 pontos, contra 497 de Auburn, que trouxe os brasileiros Arthur Mendes Filho (Corinthians) e Beatriz Travalon (Pinheiros), que se despedem da NCAA depois da jornada.
Revelado pela Bolles School (onde atualmente estuda Manuella Andrade), ele é sophomore (segundo-anista) na Florida, onde, mesmo sob críticas, conseguiu tirar a Universidade da lama em provas de velocidade e, após se recuperar de depressão, conseguiu vencer o Campeonato Americano com o quarto melhor tempo do mundo nos 50 livre, 21.53, e ainda 48.78 nos 100 livre. Tal resultado o deixa forte para a US Olympic Trials de Omaha, onde será definido o time norte-americano que vai para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016. Pode ser que a gente ouça falar muito nesse nome ainda, porque ele completará 20 anos durante os Jogos. E vai longe!
(informações da SwimSwam e Best Swimming, com agradecimentos a Manuella Andrade - foto da Bolles School)
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