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domingo, 25 de novembro de 2018

PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR: Obrigado, Henrique!!


Não foram os 36 recordes (um deles paulista). Não foi o nono título (dez, se contar o Troféu FAP 1998) do Pinheiros. O mais importante deste CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR DE VERÃO - TROFÉU ALBERTO MARTIN PEREZ foi a emoção. Hoje nos despedimos de um grande nadador, nascido há 28 dias 4 de Fevereiro em Curitiba, que foi duas vezes semifinalista olímpico, medalhista panamericano e, mais que tudo, um grande amigo e apoiador deste site. Falo de Henrique Cavalcante Rodrigues, que passou por Pinheiros e SESI e agora é swammer.

terça-feira, 19 de abril de 2016

TROFÉU MARIA LENK: Voa, Larissa, voa!!


E aconteceu o grande momento deste TROFÉU MARIA LENK 2016, a última seletiva da natação para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016: Larissa Martins Oliveira (Pinheiros), a juizforana voadora, simplesmente foi o nome do dia ao fazer o melhor tempo da história do país sem trajes nos 100 metros livre delas: 54.03, que além de novo recorde sul-americano é tempo Top-20 do mundo! Além disso, Etiene Medeiros (SESI), a ex-recordista (54.25), manteve-se na média ao fazer 54.50, também um bom tempo.
Larissa fez uma prova rápida, nadando como se não houvesse amanhã, mesmo com a largada melhor de Etiene. Na primeira piscina, a virada de Larissa foi melhor, com 26.19 x 26.29. E na volta, Larissa disparou para a vitória e o recorde, aplaudidíssimos pelo Parque Aquático Olímpico. A mineira já tinha a vaga pelos 200 livre, e agora lava a égua depois de ter ficado a centésimos de Londres 2012. "Foi uma boa prova, uma disputa muito boa. Eu vim aqui com dois objetivos: os índices dos 100 e dos 200. Consegui e estou muito feliz", disse Larissa. "Não consegui repetir minha atuação no Open. Mas estou muito feliz porque é mais uma menina perto do 53 para melhorar nosso rev. Parabéns a Larissa e ao Mirco (Cevales, seu técnico). A natação feminina está cada vez mais evoluindo. Isso é muito bacana", respondeu Etiene.
Para completar o que pode ser o mais forte revezamento da história do Brasil, Daynara de Paula (SESI), que fizera 55.02 de manhã e piorou em 20 centésimos à tarde, e Manuella Lyrio (Pinheiros), quatro centésimos mais baixo que de manhã, 55.26. E poderíamos ter Graciele Herrmann (GNU), Luana Ribeiro (Pinheiros), Daiene Becker (Minas), Gabrielle Roncatto (Unisanta) e Maria Paula Heitmann (Minas) também, que a força seria a mesma.
Se nos 100 livre temos um timaço feminino, nos 200 peito... dá uma dor no coração saber que Carolina Mussi e Tatiane Sakemi, nossas melhores peitistas ever, penduraram o maiô. Porque simplesmente levamos um vareio das argentinas. Julia Sebastian (ARG/Unisanta) venceu a prova com 2:28.12, tendo chegado Macarena Ceballos (ARG) nove centésimos depois e Sae Saito (JAP), doze. Foi o primeiro pódio sem brasileiras na história do torneio. A melhor brasileira? Pamela Souza (Corinthians), 2:31.75, a qual foi a QUINTA colocada geral. Cadê a renovação???


Nas provas masculinas, faltou índice de manhã, sobrou índice à noite. Começando pelos 200 costas, quando Leonardo de Deus (Corinthians) foi senhor absoluto da prova e quase quebrou o RC que fizera em 2012 e até o recorde brasileiro de 1:57.19 de Thiago Pereira (Minas/Florida), mas confirmou sua vaga com 1:57.57, 14 centésimos acima do que fizera em Palhoça, mas confirmando presença na prova que é sua especialidade. "Minha estratégia foi nadar tranquilo de manhã e à tarde fazer força, Queria bater o RB do Thiago, mas cheguei pertinho", disse. A disputa do segundo lugar foi intensa, mas Guilherme Guido (Pinheiros) levou a melhor, mas acima do índice, com 1:59.34. Fábio Santi (Pinheiros) completa o pódio com 2:00.21.


Nos 200 medley, foi uma disputa intensa entre Henrique Rodrigues (Pinheiros) e Thiago. Ambos variaram a liderança. Thiago, no melhor borboleta, Henrique no melhor costas. E aí aconteceu o inacreditável: um perfeito empate no quarto melhor tempo do mundo de 1:57.91, sendo que um centésimo apenas mais alto do que o que fizera Michael Phelps (EUA). A confirmação de ambos na prova lhes deu ainda mais moral: "A partir de agora todos nós somos Brasil. Jogamos para o mesmo time. A gente vem no caminho certo. Estamos evoluindo a cada ciclo olímpico. Do mesmo jeito que a gente está treinando, o mundo todo também está e não vai ser fácil pra ninguém, mas podem ter certeza que nós vamos brigar muito para ter um grande resultado", disse o minastenista à CBDA.
Com o resultado de hoje, o Pinheiros "não perde mais", como diria Téo José. É, pela décima quinta vez, campeão do Maria Lenk, com inalcançáveis 1436 pontos, e agora abre dois diante do Flamengo, que tem 13. O Corinthians tem 607, o Minas, 549,5. A novidade é a Unisanta assumir a quarta posição, com 419 pontos, contra 415 do SESI.
E chegamos ao dia decisivo e derradeiro desta competição. Teremos seis provas: os 800 delas, os 1500 deles, 100 borboleta deles, 200 costas delas e a prova mais esperada da competição: os 50 livre. A pergunta toma conta: Cielo vai pro Parque Aquático Olímpico ou pendura o fast? Só Deus sabe...

(informações da CBDA, Best Swimming, Yes Swim, Terra, Band News FM e Surto Olímpico - fotos de Satiro Sodré e Ricardo Sodré/SSPress/CBDA)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

JOGOS MUNDIAIS MILITARES: Sorriso de mais um ouro!

A foto acima veio do Instagram de Etiene Medeiros (SESI), em um de seus treinos antes dos JOGOS MUNDIAIS MILITARES da Coreia, em Mungyeong. Ela já imaginava o bom futuro que a esperava: hoje foi mais um ouro para sua coleção. E logo na prova a qual ela é especialista: os 50 costas. Ela foi a única a nadar abaixo dos 29 segundos e faturou com 28.38, seguida da italiana Arianna Barbieri, com 29.01. Natalia de Luccas (Corinthians) foi a quinta colocada com 29.30.



E teve mais: Nicolas Nilo Oliveira (Minas) foi ouro nos 200 livre com 1:49.03, deixando a concorrência a comer poeira. O segundo colocado, o local San Jin Jon chegou quase um segundo depois, com 1:49.92. Na versão feminina, uma medalha a mais para Manuella Lyrio (Pinheiros), que vive excelente fase. A brasiliense, novamente abaixo dos 2 minutos, fez 1:59.68. E olha que ela nem estava polida. A destacar-se também o bom tempo da também pinheirense Larissa Martins Oliveira, 2:00.77, logo atrás de Lyrio. Deu a lógica: Charlotte Bonnet (FRA) novamente vitoriosa, com 1:57.65.
Nova dobradinha brasileira nos 200 medley masculino: só Mengchang Chen (CHI), um jovem promissor para a Olimpíada do Rio, com 2:00.91, bateu antes de Henrique Rodrigues (Pinheiros), que chegou 50 centésimos depois, e de Thiago Simon (Corinthians), um segundo depois do pinheirense campeão panamericano. Para completar, no revezamento 4 x 100 livre misto, Nilo, Henrique Martins (Minas), Graciele Herrmann (GNU) e Larissa deram ao Brasil mais um ouro, com RC: 3:29.79.
Outros resultados brazucas foram o oitavo lugar de Ana Carla Carvalho (Pinheiros), com 1:13.41, nos 100 peito feminino, em prova que teve vitória e RC batido pela chinesa Ran Suo, 1:08.53. E nos 50 costas deles, Fabio Santi (Pinheiros) terminou em quinto com 26.09 e Guilherme Guido (Pinheiros), em sétimo com 26.31, tendo saído vitorioso o polonês Tomasz Polewka com 25.28.
Amanhã a natação se despede dos Jogos Militares, e o Brasil está num grande trabalho. Ainda é o segundo colocado, com 7 ouros, dois a menos do que a China. Teremos os revezamentos 4 x 100 livre, 50 peito, 100 borboleta, 200 costas, 400 livre e, fechando, o 4 x 100 medley misto. Fecho de ouro?

(informações do Best Swimming, Blog da Swim Brasil, Yes Swim e fotos do Instagram de Etiene Medeiros)

domingo, 19 de julho de 2015

JOGOS PAN-AMERICANOS: O maior da história!

Agora ninguém pode mais tirar. Thiago Pereira (Minas/Florida) é, oficialmente, o maior medalhista da história dos JOGOS PAN-AMERICANOS. Contra tudo e contra todos, principalmente uma arbitragem mal-preparada, ele finalmente conseguiu as 23 medalhas que o fazem superar o ginasta Erick Lopez (CUB). A prova da consagração foram os 200 medley, quando Thiago dominou sete oitavos da prova e no final só foi superado por um crawl espetacular de Henrique Rodrigues (Pinheiros), que faturou com 1:57.06, terceiro melhor tempo do mundo e novo recorde Panamericano. O 1:57.42 de Zora (como é conhecido no meio da natação) foi o quarto tempo do ano. Isso dá uma grande moral para eles no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Kazan que começa daqui há 11 dias. "Quero agradecer a todos vocês pelo apoio e pelas mensagens, especialmente depois dos 400 medley. Tudo isso nos dá forças para conseguir essas vitórias", disse Thiago, que recebeu uma linda homenagem do evento e da CBDA após o 4 X 100 medley deles, vencido por Guilherme Guido (Pinheiros), Felipe França (Corinthians), Arthur Mendes (Corinthians/Auburn) e Marcelo Chierighini (Pinheiros/Auburn), com o tempo de 3:32.68 (novo PR), e ao qual Thiago participou pela manhã, lhe credenciando a vigésima terceira medalha.
Nos 200 medley feminino, inconteste vitória de Caitlin Leverenz (EUA), com um novo PR de 2:10.51. Já Joanna Maranhão (Pinheiros) terminou sua excepcional jornada com um bom quarto lugar, tendo 2:12.39, quase um recorde Sulamericano, e seu 30.59 foi o melhor tempo da final. A aniversariante de hoje Gabrielle Roncatto (Pinheiros), a Iron Baby, teve seu melhor tempo ever, 2:17.02, lhe dando um bom sétimo lugar. 
Nos 800 livre delas, deu zebra: Sierra Schmidt (EUA), com sua dancinha, conseguiu destronar Kristel Kobrich (CHI), campeã de Guadalajara, com novo recorde Pan-Americano: 8:27.54, contra 8:29.79. Carolina Bilich (Minas) teve o sétimo melhor tempo da série com 8:47.94, mas a melhor brasileira foi Bruna Primati (SESI), com 8:40.75 nadados pela manhã, sétimo lugar geral.
No 4 X 100 medley delas, não houve ameaças aos EUA, com Natalie Coughlin (EUA) dando show e batendo PR nos 100 costas com 59.05, e colaborando com 3:56.53. As locais vieram logo atrás (3:58:51) e o Brasil de Etiene Medeiros (SESI, 1:00.65), Jhennifer Alves (Flamengo, 1:08.50), Daynara de Paula (SESI, 58.41) e Larissa Martins Oliveira (Pinheiros, 54.96) foram bronze com um tempo regular, mas o melhor sem trajes, de 4:02.52.
Nos 1500 livre, brilhou a estrela de Brandonn Pierry Almeida (Corinthians). Já era fato a vitória de Ryan Cochrane (CAN), com novo PR de 15:06.40, mas, depois de uma primeira metade de estudo, o Tsunami mostrou o porquê do apelido: veio engolindo os adversários e só não conseguiu superar Andrew Gemmell (EUA), prata com 15:09.92, porque não deu tempo. Enfim, o bronze com 15:11.70 foi a coroação de um novo talento da natação.
O Brasil sai mais medalhado do que nunca: 26 medalhas, sendo 10 medalhas de ouro, 6 de prata e 10 de bronze, 26 no total. A melhor atuação brasileira no Pan. Contra tudo e contra todos. O que nos credencia a uma grande atuação em Kazan. Esperemos que o clima de festa siga além da Olimpíada do ano que vem, porque só cego não vê que nossa natação está evoluindo. Só precisa de um incentivo a mais!

(Informações da Best Swimming, do Yes Swim e foto de Satiro Sodré)

sábado, 7 de março de 2015

OPEN DO MEDITERRÂNEO: Os salvadores da pátria!

Se o primeiro dia do OPEN DO MEDITERRÂNEO, terceira etapa da Golden Tour da Federação Francesa de Natação foi abençoado para o Brasil, o segundo começou promissor, mas o cansaço e as saídas erradas custaram. Na primeira prova, os 100 borboleta, Daynara de Paula (SESI) foi a quinta (58.72) e Daiene Dias (Botafogo), a oitava, com 59.99, o que é um avanço porque nadaram abaixo do minuto (a vitoriosa foi a sueca Sarah Sjostrom, com 56.58). Já Nicholas dos Santos (Unisanta) ainda tem muito o que melhorar se quiser medalhar nesta prova. Ele começou bem, mas depois da virada, cansou: foi o sétimo com 53.84, a frente apenas de Marcos Macedo (Minas), que fez 54.16. Quem levou foi Mehdy Metella (FRA), com 52.13.
Já nos 50 livre, parecia que viria medalha pra gente. Mas não deu. Talvez pelo cansaço, talvez pela péssima saída, ou talvez pelos dois, Etiene Medeiros (SESI) e Graciele Herrmann (GNU), que fizeram o segundo e terceiro melhores tempos nas eliminatórias femininas, ficaram devendo na final. Na prova novamente vencida pela sueca Sarah Sjostrom (24.74, um dos melhores tempos do ano), a pernambucana foi a quinta, com 25.20, vindo a gaúcha uma posição e um centésimo depois. Já no deles, a pergunta é: o que houve com Bruno Fratus (Pinheiros/Auburn)? Ele chegou a fazer 21 nos EUA, em Janeiro, mas será que ele saiu mal? Será que ele sentiu o peso do cansaço pela viagem EUA/França? Como explicar o quinto lugar, com 22.43, uma posição a frente de Matheus Santana (Unisanta, 22.83)? "Ah, mas você vai meter o pau nele? Você já fez isso com o Cielo, e se deu mal", dirá alguém. E eu digo: longe de ser um tempo ruim, mas esperamos que ele reencontre o melhor de sua forma no Fluminense, durante o TROFÉU MARIA LENK. Ah, o vencedor, mais uma vez, foi o carrasco Florent Manaudou, com 21.71. É o melhor tempo do ano, mas já já, tem um cara em Minas que pode lhe tirar a coroa...

Bom, terminaram aí as más notícias. A partir daí, foi show. Que começou com o da foto acima, Leonardo de Deus (Corinthians), segundo colocado nos 200 costas deles, com 1:59.63. De Deus teve um final espetacular. Se a piscina tivesse mais centímetros, talvez ele tivesse superado o local Benjamin Stasilius, que fez 1:59.28. Mas o sorriso no rosto dele é aquele que diz: "nem ligo pra isso, porque estou feliz". O outro brasileiro, Brandonn Pierry Almeida (Corinthians), também foi bem: sétimo lugar, com 2:03.71.
Na prova seguinte, os 200 medley, festa dupla, com mais uma prata de Joanna Maranhão (Pinheiros). Prata esta que foi disputada palmo a palmo com a local Charlotte Bonnet, e que foi da pernambucana por um centésimo (2:13.73 a 2:13.74). Só Siobhan Marie O'Connor (GBR) bateu antes, com fenomenais 2:11.22. E pensar que Joanna, a um ano, resolvera parar... Mas, "the best for last", como diz o ditado: após bater o recorde na eliminatória, Henrique Rodrigues (Pinheiros - primeira foto), com o melhor tempo da sua carreira (se não me engano) de 1:59.09, deu ao Brasil o terceiro ouro na jornada, deixando em segundo David Verraszto (HUN, 2:00.43) e em terceiro Diogo Carvalho (POR, 2:02.14). Aqui conferem os demais resultados.
Com isso, estamos, por agora, com 3 ouros, 6 pratas e 1 bronze, a uma etapa do fim do Open do Mediterrâneo, que amanhã tem os 50 borboleta, 100 peito, 800 livre delas e 1500 livre deles, 100 borboleta e 100 livre. Vamos medalhar mais?

(informações da Best Swimming e fotos da CBDA e da transmissão oficial)