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domingo, 30 de outubro de 2022

ENTREVISTA: Júlia Pereira - na melhor fase em novas águas

 


Janeiro de 2022: Júlia Queiroz Pereira, então sem clube, resolve trocar Santos por Porto Alegre, onde treinara no fim do ano anterior. Revelada pelo Inter, mas também com passagem pela Unisanta, a garota resolve dar o maior passo da sua carreira se juntando ao clube mais tradicional de águas abertas do sul do Brasil, o Grêmio Náutico União, para ser treinada por Kiko Klaser e parceira de "só" Viviane e Cibele Jungblut, Rachele Bruni, Pedro Farias e muitos outros.

E deu certo, muito certo! Em setembro agora, Juba (como é conhecida no meio aquático) conseguiu o maior resultado de sua carreira: a vitória nos 5 km da etapa de Brasília do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas, sendo prata no dia anterior. Isso comprova que, ao sair da cidade natal, Júlia tomou a melhor decisão de sua carreira. Ela, porém, continua nas piscinas, tendo, inclusive, recentemente, participado do TROFÉU JOSÉ FINKEL, em Recife.

Ao nosso site (que a acompanha desde 2017), Júlia conta como foi a decisão de mudar, do que sente falta em Santos e como tem sido esta evolução, além de um pouco de sua história nas águas. Confiram!

terça-feira, 2 de novembro de 2021

ENTREVISTA: Stephanie Balduccini, uma nova esperança da natação brasileira


A natação feminina carecia de grandes talentos faz tempo, e a grande esperança pode ter vindo do Paineiras. É Stephanie Balduccini, que completou 17 anos em 20 de Setembro, mas já tem muitas histórias para contar.

A garota começou a chamar a atenção do país em 2017, na categoria infantil. Evoluiu e, a cada categoria, bateu recordes e recordes. Mesmo com a parada pelo Covid-19, seguiu treinando e isso lhe deu forças para a maior de suas vitórias: a vaga nos JOGOS OLÍMPICOS TÓQUIO 2020+1, no revezamento 4 x 100 livre, onde, com 54.06, foi a mais veloz do time que encerrou em 12º e também contou com Larissa Martins Oliveira (Flamengo), Ana Carolina Vieira (Pinheiros) e Etiene Medeiros (SESI).

Agora, na melhor fase de sua carreira, Stephanie respondeu algumas perguntas para o nosso site. E não se surpreendam se ela conseguir vaga para o Mundial 

1) O que você aprendeu com a jornada em Tóquio?
Aprendi que tudo no final vale a pena! Vai ser difícil, mas se você quiser, você tem que se esforçar!

2)Você tem melhorado seus tempos nas competições! Mas, pra você, o que mais melhorar?
Eu acho que as minhas viradas e fiquei mais forte.

3) Você sempre defendeu o Paineiras, mas já pensou em defender outros clubes aqui no país?
Não! Amo o Paineiras! É minha segunda casa.

4) E quanto a sua carreira universitária nos Estados unidos, visto que muitas universidades têm pensado já em contar com seu nome?
Estou conversando com algumas universidades!

5) Já pensa no Mundial do ano que vem, em Fukuoka?
Vou treinar bastante!

6) Que prova você mais se sente melhor em competir?
100 livre

7) Das competições que você fez neste ano, qual foi a prova qual você mais gostou?
100 livre de longa ou 200 medley de curta

8) E como você consegue conciliar a vida escolar com a vida de atleta?
É bem difícil! Tem que ter muita organização!

9) Você tem algum ritual de concentração antes de treinar ou nadar?
Não, haha! Sou bem relaxada!

10) Tem algum grande ídolo nas águas?
Etiene Medeiros!

11) Pra terminar, aquela mensagem pros nossos leitores!
Tudo é possível!

(agradecimentos a Stephanie Balduccini pela entrevista - foto da Assessoria do Paineiras)

segunda-feira, 3 de maio de 2021

ENTREVISTA: Lorrane Ferreira, agora pensando em Paris


Natação, às vezes, é um esporte injusto. Por duas vezes, Lorrane Versiani Ferreira (Pinheiros) chegou perto do momento máximo da carreira, os Jogos Olímpicos. Em 2016, o índice era mais baixo, mas no Troféu Maria Lenk (hoje Troféu Brasil Maria Lenk) daquele ano, a última seletiva, ela ficou a três centésimos do que Graciele Herrmann (hoje no Olímpia/PAR) fizera no Open do ano anterior. Agora a distância para Tóquio ficou maior: sete centésimos.

Mas isso não apaga o que essa belorizontina, que, em 17 de Março último, completou 28 anos, fez na natação brasileira. Uma das nadadoras mais rápidas do país, em 2019, após graduar-se em arquitetura pela UFMG, trocou sua terra natal por São Paulo. Para ser mais exato, o Minas pelo Pinheiros. Agora, o objetivo é Paris 2024, e, determinada que é, vai lutar para, mesmo com 31 anos, defender nosso país na Cidade-Luz.

Hoje, o FamilAquatica terá a honra de conversar com essa guerreira, que nos contou o que faltou na sua visão, além de sua história nas águas! Com vocês, então, nosso papo com a sensacional Lorrane Ferreira, a quem agradecemos e fazemos votos de que consiga realizar seus sonhos!

quarta-feira, 22 de maio de 2019

ENTREVISTA: Yana Medeiros - dez anos de um recorde absoluto


Era o dia 22 de maio de 2009, no hoje abandonado Complexo Desportivo Baby Barioni, na Água Branca, em São Paulo. Rolava o CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR DE INVERNO – X TROFÉU SALVADOR GRANIERI SOBRINHO, nos estertores da era dos supermaiôs. A Unisanta era o time a ser batido no estado de São Paulo, tanto que o time de Márcio Latuf e Gerson Pazian era chamado por Alexandre Pussieldi de Super Santa. E foi nos 200 borboleta feminino Sênior que uma carioca de 20 anos ia fazer história. Com o tempo de 2:13.77, Yana Cleris Medeiros batia o RC (que era de Maria del Pilar Pereyra, argentina que defendera o Pinheiros, e que fizera, em 2000, 2:16.82), e os Recordes Paulista e Absoluto (que eram de Fabíola Molina, que em 2004, em Barretos, fizera 2:14.33). 

Um momento histórico para uma mulher que começou no atletismo, mas que fez história nas piscinas, tendo defendido o Colégio Castelo Branco, Bangu, Botafogo, Santa e Corinthians. Entretanto, em 2014, Yana resolveu pendurar maiô e fast para novas jornadas, mas logo voltou às piscinas, do outro lado, primeiro como professora na AABB e agora como assistente técnica dos petizes do clube que a levou para a história. 

A próxima jornada de Yana é o Paulista Petiz, em Votorantim, em Junho. Mas, como estamos perto do Paulista Júnior e Sênior e ela faz parte da história da competição, nada mais justo que ela ter sido a escolhida para ser nossa próxima entrevistada. Aqui, a ex-nadadora fala de sua atual jornada e de sua carreira nas águas, passando por aquele Santa que ganhava todos os paulistas no final da década passada. Confiramos!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ENTREVISTA: Letícia Rodrigues, em constante evolução


2014. Primeiro dia do TROFÉU CARLOS CAMPOS SOBRINHO, na Unisanta, em Santos. Nos 800 livre feminino, Letícia Maria Rodrigues (Corinthians), então no Juvenil 1, ganha forças e supera Isabel Fagundes (então no SESI, hoje na Unisanta) na piscina final, com 9:09.33. Já começava-se a dizer que o futuro seria brilhante para esta paulistana que no décimo dia de 2018 completará 19 anos. E de torneio em torneio, com grandes tempos e excelente evolução, eis que no último TROFÉU JOSÉ FINKEL ela, finalmente, conseguiu sua primeira medalha em torneios absolutos, com o segundo lugar nos 1500 livre feminino, e o tempo de 16:47.05. Na mesma piscina que a consagrou em 2014.
Desde então até hoje, o Corinthians mudou muito, mas Letícia se manteve lá, comprovando que a base do Timão continua segurando as pontas e dando ótimos resultados. O segredo é sempre a união, um se ajudando ao outro, e Letícia é uma das que mais dá forças para o time. Os resultados são os vistos nas competições estaduais e nacionais.
Desta vez, ela foi a escolhida para por nós ser entrevistada. Letícia conta sua história, seus planos (e pode ser que tenha América no seu futuro), sobre o medo do mar (ao qual nos dissera no Paulista de Inverno passado, também em Santos) e nos revela: a melhor competição sua não foi nem o Brasileiro Juvenil de 2014 nem o Finkel recém-terminado. Confiramos:


1) Desde o infantil, você está em grande evolução. Esperava melhorar quando você começou?
Sim, dia a dia eu evoluía bastante nos treinos e cada vez que crescemos mais, os objetivos se tornam cada vez maiores 

2) Qual a sua expectativa para o Paulista Júnior e Sênior de Verão e para o Open?
Minhas expectativas são muito boas. Para o Paulista acredito que conforme a fase de treino que estivermos espero ter resultados bons, e para o Open melhorar ainda mais os meus tempos e conquistar algo maior. 

3) Nos conte como iniciou sua jornada na natação.
Minha mãe me colocou na natação em uma academia quando eu tinha 6 meses, porque meu irmão já nadava, e lá fazia aquelas aulinhas de bebê junto com ela. Até que fui passando pelos níveis de touca que tinha e ai cheguei na competitiva quando tinha 6 anos. Eu já ia para várias competições e me dava bem, e aí quando eu era mirim 2 fui convidada pra ir conhecer o Corinthians e gostei bastante do que era trabalhado, e resolvi defender esse time onde estou até hoje. 

4) Na sua visão, qual sua melhor prova: 400, 800 ou 1500?
1500 , acho que é a prova onde eu mais consigo acertar meu ritmo e meu estilo de nado. 


5) Você é corintiana inclusive no futebol. Se pintasse convite de outros clubes para nadar, você aceitaria? 
O Corinthians é o meu time de coração. Estou lá faz 9 anos e no momento é o clube que eu não trocaria, mas sempre temos que analisar cada situação e pensar no melhor pra mim .
 

6) Pensou em nadar e estudar nos EUA?
Sim, isso é uma possibilidade bem grande daqui alguns meses.

7) Como é a sua rotina?
Treino de segunda à sábado no periodo da manhã , com musculação e dobra três vezes na semana.

8) Para você, qual sua melhor competição?
Minha melhor competição foi o Chico Piscina de 2013, primeira vez que tinha pego seleção e eu estava passando por algo difícil. Cheguei lá e ganhei os 400 livre e fui pódio nos 200. Isso marca até hoje em mim porque nem eu mesma acreditava que eu podia chegar onde cheguei naquele dia . 

9) Como se sentiu medalhando em uma competição absoluta?
Fiquei bem feliz, pois além de ter sido a minha primeira medalha em campeonato absoluto na piscina longa, consegui reproduzir tudo que estava treinando. E além de tudo acho que não tem coisa melhor do que subir no pódio ao lado de uma nadadora olímpica que é uma referência tanto para mim como para outras nadadoras. 

10) Santos realmente te traz boas lembranças. Lá foi o Brasileiro Juvenil de 2014 e você arrebentou também.
Sim, esse brasileiro me traz boas lembranças da fase de juvenil. 

11) Falando nisso, no Paulista, você nos falou que não quer fazer maratona aquática pelo medo que tem do mar. Mas você ainda pensa em arriscar uma maratona?
Eu gostaria de fazer , porque nunca nadei em mar e queria ter essa experiência e acho que aos poucos eu perderia esse medo e me daria bem . 

12) Qual é o seu maior ídolo?  
Katie Ledecky

13) O que pensa em fazer no futuro?
Bom, continuar nadando e me formar em alguma faculdade americana na área de engenharia . 

14) E finalmente, aquele recado para os nossos leitores!
Queria agradecer por ter sido escolhida pra ser entrevistada, fiquei feliz e que continuem torcendo por mim

Nossos agradecimentos à Letícia pela entrevista. As fotos são deste repórter. Em breve, tem mais papos legais aqui no Famila. E confira aqui as entrevistas anteriores:
NATHALIA ALMEIDA
VICTORIA RAYOL
GABRIELLE RONCATTO
BRUNA PRIMATI
ALINE SAPORITO
GABRIELA ROCHA
SARA PALMA RIBEIRO
GUILHERME DA COSTA
JHENNIFER ALVES DA CONCEIÇÃO
CAROLINA MUSSI
ALESSANDRA MARCHIORO
GIOVANNA DORIGON
ANDRESSA CHOLODOVSKIS

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ANA MARCELA: "meu objetivo é 2020"


Depois de conquistar três medalhas no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste, quais sejam, o ouro nos 25 km (tricampeã mundial) e os bronzes nos 10 km e nos 5 km, e mais o segundo lugar no Lac St. Jean e a vitória no Lac Megantic, que a transformou na mais vitoriosa da história da COPA DO MUNDO DE ESPORTES AQUÁTICOS, com 17 triunfos, Ana Marcela Cunha (Unisanta) voltou para a piscina do Santa para treinar e ainda atender a imprensa nesta quarta-feira. Para a coletiva, ela trouxe suas três medalhas de Budapeste e ainda seu coach Fernando Possenti. Lá estiveram também os Teixeira e Márcio Latuf, head coach ceciliano, além de George e Ana Patrícia, seus pais.
Faço minhas as palavras de Marcelo Teixeira, o pró-reitor da entidade: "nunca nenhuma atleta teve tantos resultados quanto Ana Marcela em seus 25 anos de vida. Mesmo as que aqui estiveram na etapa de Santos do circuito. Isso vale a pena, porque ela saiu cedo de Salvador e correu atrás dos seus sonhos. E o Santa foi essencial para que a gente possa comemorar suas conquistas". Ana concordou: "tive muitos técnicos, mas depois que cheguei aqui, só tenho melhorado muito. Devo tudo ao Santa, inclusive essas vitórias de agora".
Sobre o circuito, da qual ela é a terceira colocada, com 64 pontos, apenas atrás das italianas Arianna Bridi(86) e Rachele Bruni (69), ela foi realista: "quero, pelo menos, ser vice-campeã. Arianna está numa grande fase e vai ser difícil tirar o título dela. Posso até vencer as próximas etapas (em Chun’an, na China, dia 15 e Hong Kong, dia 21, ambos de Outubro) e torcer contra a Rachele, mas também tem a Viviane (Jungblut) que está muito bem".
Sobre futuros desafios, como o Capri-Napoli em Setembro, e talvez uma travessia do Canal da Mancha, ela foi racional: "um passo de cada vez. Meu objetivo agora é tentar uma vaga olímpica para 2020. Em 2018 eu vou tentar o título do Circuito. Em 2019, o deixarei um pouquinho de lado para a seletiva olímpica, na Coreia do Sul, e em 2020, se Deus quiser, estarei conseguindo talvez a medalha olímpica". E, terminando o assunto Rio 2016: "já passei por cima disso. Infelizmente não deu certo, mas não lamento mais. Agora é pensar no futuro e nas novas jornadas".
Amém para isso, afinal temos muito o que torcer por essa baiana!


(direto da Unisanta - informações adicionais do Santaportal - fotos deste repórter)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ENTREVISTA: Andressa Cholodovskis Lima - Hello, Nevada!

Andressa Cholodovskis Lima (Minas) conquistou seu espaço na natação brasileira desde que começou, no Minas, nas categorias inferiores. Seus tempos e excelentes provas, principalmente nos 200 livre, a levaram a várias seleções, principalmente no MUNDIAL JÚNIOR de 2013, em Dubai. Claro que tão excelente desempenho chamou a atenção de Universidades Americanas. E a de Nevada viu seus tempos em um site e a chamou para ser uma Wolfpack.
Assim, o sorriso fofo deixa Belo Horizonte para conquistar Reno, para onde já parte na virada para 2017. Uma realização de um sonho para esta garota que acaba de completar 19 anos. Para além de fazer parte do time feminino de natação, treinado por Brandon Bray, ela ainda vai cursar International Business, ou seja, podemos ter uma executiva internacional para honrar mais as cores do Brasil.
Ausente do Open, Andressa conversou com a gente e nos disse de suas expectativas para a nova jornada. E que, mesmo morando na América, não deixará de lado o Minas. Confiram!

1) Como se sente, a dias de sua mudança para os EUA?
Estou muito ansiosa! Esse é meu sonho desde pequena! Então a cada dia que passa fico mais animada!

2) E nos conte como veio o convite.
Me inscrevi em um site que chama College Swimming, coloquei meus tempos e técnicos de várias universidades começaram a me mandar e-mail. Mandei alguns e-mails tbm para faculdades que gostava. Conversei com alguns técnicos via Skype e fui vendo com que universidade eu mais me identificava.
3) Você está partindo em meio a maior debandada da natação brasileira desde 1979, uma debandada comparável à jogadores de futebol para a Europa. O que falta ao Brasil para manter seus atletas?
Acho que o que falta no Brasil é incentivo, esportivo, nas escolas e universidades. Muita gente chega a parar de nadar por causa da faculdade e da escola já que começam a ter aulas o dia inteiro.

4) Mesmo em Nevada, você não deixará o Minas (e o Brasil) de lado, né? Afinal, muitos já escolhem viver na América e abandonam gradativamente as piscinas...
Espero que não! Minas faz parte da minha história! E espero voltar sempre que der para ajudar nos campeonatos e disputar seletivas!

5) O que aprendeu nesses anos todos de Minas?
Aprendi muita coisa! Cresci aqui no clube! Comecei minha carreira aqui e sou eternamente grata pela oportunidade que o Minas me deu!

6) Como começou a sua carreira na natação?
Eu comecei na natação por causa da minha mãe (Lídia Cholodovskis), que é professora de natação, e sempre me incentivou a fazer esporte não importava qual! Ela sempre disse que eu teria que nadar até os 10 anos, depois eu poderia escolher se continuava ou não!

7) Qual foi seu melhor momento até agora, na sua visão?
Acho que cada momento tem um sentimento e valor diferente e é difícil eu escolher um entre tantos momentos especiais!

8) E o que espera do futuro, depois da natação?
Espero ter conseguido aproveitar o máximo que a faculdade irá me proporcionar, e seguir uma vida saudável ser uma boa profissional, dedicada e feliz como sempre fui durante esse todo tempo em que vivi na natação.

Nossos agradecimentos à Andressa pela entrevista e à Assessoria de Imprensa do Minas pela liberação! As foto é de Orlando Bento. Em breve, tem mais papos legais aqui no Famila. E confira aqui as entrevistas anteriores:
NATHALIA ALMEIDA
VICTORIA RAYOL
GABRIELLE RONCATTO
BRUNA PRIMATI
ALINE SAPORITO
GABRIELA ROCHA
SARA PALMA RIBEIRO
GUILHERME DA COSTA
JHENNIFER ALVES DA CONCEIÇÃO
CAROLINA MUSSI
ALESSANDRA MARCHIORO
GIOVANNA DORIGON

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Marchioro é entrevistada por rádio em Curitiba

Aproveitando sua semana de destreinamento na Curitiba que a viu nascer, Alessandra Marchioro (Unisanta) participou do programa Jornal da Bola, da Rádio Banda B. Entrevistada pelos apresentadores Felipe Daike e Marcelo Ortiz, a nadadora falou de sua excelente participação no TROFÉU JOSÉ FINKEL, em Santos, onde ganhou uma medalha de prata e três de bronze, depois de voltar de uma péssima fase: "estou voltando a representar bem meu clube e ter confiança de novo, porque querendo ou não, de repente estar no alto e dar uma quedinha não é bom. Mas tenho bons patrocinadores e eles me ajudaram muito".
Ela contou, ainda, a sua história na natação e sua jornada até a Unisanta. Opinou, também, sobre a participação brasileira nos JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016. "Estávamos todos preocupados sobre como seria a Olimpíada no Brasil, se seria um fiasco ou não. Teoricamente podemos dizer que foi muito boa, tanto a Olimpíada como a Paralimpíada. Mas acho que o Brasileiro tem essa mania de querer criar alta expectativa em cima dos atletas. Ter uma Olimpíada em casa pesou para os brasileiros, tanto para um lado bom como para um lado ruim. Tive um técnico que me falou que a expectativa é a mãe da decepção. Mas acho que dentro do possível, a gente teve, na natação, uma melhoria de finais. É importante subir cada degrau. Lógico que a medalha era importante, mas, na medida do possível, os brasileiros tiveram bom desempenho na Olimpíada", opinou.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista de Marchioro à Banda B, em gravação pessoal deste repórter:


(informações e foto da assessoria de imprensa de Alessandra Marchioro - Projeto Atleta)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ENTREVISTA: Giovanna Dorigon - a menina cresceu e reapareceu!


Em 2008, quando começou sua jornada, Giovanna Dorigon colocou na sua cabeça que não queria ser mais uma. Queria ser a melhor. E a hora era boa para isso. O Paraná, especialmente o Clube Curitibano, estava recomeçando a revelar jovens talentos. A responsável por recolocar o estado de José Finkel e Cristiano Michelena na rota dos novos talentos tinha sido Alessandra Marchioro (atualmente na Unisanta). E Giovanna tinha a missão de levar em frente a ressureição paranaense.
E não fez feio: começou a bater recordes atrás de recordes. Por exemplo, o dos 100 peito Juvenil do Troféu Chico Piscina ainda é dela: 1:12.02, de 2012, tempo que, por 26 centésimos, Gabrielle Roncatto (então no Pinheiros, hoje na Unisanta) não fez virar história ao tornar-se a maior campeã em uma prova de tal jornada, em 2014. E tanto esforço resultou, em 2013, numa convocação para o Mundial Júnior de Dubai, ao lado de Fernanda Delgado (hoje no SESI), Natália de Luccas (Corinthians) e Nathalia Almeida (Flamengo), entre outras.
Aí veio 2014 e uma experiência no Corinthians, onde brilhou nos Campeonatos Paulistas Júnior e Sênior e ajudou o time a sair de uma seca de 48 anos no Troféu Maria Lenk. Mas no fim daquele ano, a saudade e um curso de Engenharia Civil na Universidade Tecnológica Federal do Paraná a fizeram voltar para o Curitibano e nunca mais sair.
Mas parecia que aquela Giovanna que espantara o Brasil não tinha voltado. Sem repetir os mesmos resultados da primeira passagem e enfrentando muitas dificuldades, seu 2015 foi logo apagado da memória. Poderia ter sido o fim. Mas veio o Troféu José Finkel e, como se fosse uma Fênix, Giovanna ressurgiu. Cresceu e reapareceu. E isso porque faltou menos de meio segundo para o pódio nos 200 peito: ficou em quarto lugar, o segundo entre as brasileiras, só atrás de Julia Sebastian (ARG/Unisanta), Macarena Ceballos (ARG/Minas) e Juliana Marin (GNU). E mesmo assim ela achou pouco. De volta à grande fase, ela quer melhorar seus tempos, principalmente no Open de Palhoça.
Às vésperas de mais um Chico Piscina, Giovanna falou ao FamilAquatica sobre o momento que vive, sua carreira, sua rotina e também nos revelou que não quer sair do Curitibano agora, mas, formada, talvez pense em uma carreira nos EUA. Confira nossa entrevista com esse talento Paranaense que conquistou o Brasil.



1) Você chegou perto do pódio nos 200 peito no último Finkel, um grande resultado depois de tanto tempo. É o reinício da Dorigon que conhecemos no início da década?
Fazia tempo que não nadava uma competição feliz e descontraída como nadei nesse Finkel. Comecei esse ano muito acima do peso e bem fora de forma. Coloquei como meta evoluir aos poucos, não importasse o quanto demorasse, tentando ser uma pessoa melhor para mim mesma, tanto nos treinos como na vida do dia a dia e creio que isso me fez voltar a ter resultados melhores. 

2) O que, afinal, você tem a melhorar para as próximas jornadas?
Acredito que algumas questões técnicas, principalmente na parte de fundamentos, os quais eu sou meio desatenta as vezes. 

3) Para a Dorigon que foi para o Mundial Júnior de 2013, qual foi a evolução?
Me sinto mais madura por ter enfrentado situações difíceis e ter sobrevivido a todas. Pensei em parar de nadar diversas vezes no meio desse caminho, principalmente pela dificuldade em conciliar treinos e faculdade. Mas hoje acredito que a natação é uma parte essencial da minha vida, e por isso me considero uma pessoa mais convicta de minhas paixões.

4) Qual é sua rotina atualmente?
Treino todos os dias (menos domingo) apenas pela manhã, entro no clube as 07:00 e saio por volta de 11:30. A tarde estou na faculdade, aonde tenho aula praticamente a tarde e a noite inteira, até as 21:10. exceto sexta, quando só tenho 2 aulas e é o melhor dia da semana pra mim (risos). 

5) Como consegue conciliar a natação com seu curso na UTFPR? 
Procuro estar sempre com as datas de provas e trabalhos bem organizadas na minha cabeça e traço um plano conforme elas vão se aproximando. Na maioria das vezes tenho que tirar o atraso aos domingos, mas isso é o de menos. Quando coloco como meta terminar tal coisa em tal dia vou até o fim, para evitar atrasos mais à frente. Isso também me estressa bastante, as vezes chego muito cansada no treino porque estudei muito na noite anterior ou tive muitas aulas. No entanto, sei que essa foi uma escolha que fiz na vida, e  também agradeço por ser tudo dessa forma.

6) Nos conte sua história com a natação.
Comecei a nadar com 3 anos, após cair na piscina acidentalmente e minha mãe ter me puxado. Nadei boa parte da infância na escola. Aos 9 anos era diferente dos colegas porque sempre queria fazer mais metros do que todo mundo durante a aula. Ai comecei a perceber que tinha um interesse a mais pelo esporte, quando comecei a participar de competições não federada e me destacar, até o dia que fiquei em terceiro lugar em uma dessas competições e decidi que queria começar a treinar porque não queria perder mais. Ai comecei a competir federada. 


7) O que aprendeu com a passagem-relâmpago pelo Corinthians, em 2014?
Muitas coisas, conheci pessoas fantásticas lá e com certeza é um lugar que tenho na memória. O principal que aprendi, creio que foi quando vi as pessoas competindo e me dei conta que para competir bem você precisa estar feliz, de bem consigo mesmo e muito confiante, uma coisa que eu sentia que faltava em mim. Treinava muito e muito bem mas na hora da competição me sentia triste e insegura. Percebi nesse momento que competir é, na minha opinião, totalmente dependente do seu psicológico no momento da prova. Pode ter treinado o quanto quiser, se estiver com uma cabeça ruim, já era. 

8 Se você fosse convidada para defender um time no Brasil, qual seria?
Hoje não penso em defender nenhum outro time a não ser o Curitibano. Tenho uma certa paixão por esse Clube que não consigo explicar. 

9) E estudar (e nadar) nos EUA passa pela sua cabeça?
Já passou várias vezes, mas hoje não mais, pois já fiz mais da metade do curso de Engenharia Civil e uma mudança agora creio que não valeria apena. No entanto, penso em depois de formada, fazer uma pós, mestrado nos EUA ou na Europa. Sempre tive como objetivo ser bem sucedida academicamente. 

10) Por muito pouco a Gabi Roncatto não superou seu recorde dos 100 peito no Chico Piscina de 2014, ele segue lá intocável. Você pensava que ele fosse superado, já que a Gabi venceu tal prova por quatro anos seguidos?
Acreditava que ela tinha grandes chances de bater o recorde sim, admiro muito a Gabi, acho ela uma nadadora excepcional. 

11) Qual a sua prova preferida, aliás?
Sempre gostei muito de nadar os 200 medley, desde criança.

12) Prefere treinar ou competir?
Antigamente diria com 100% de certeza que treinar pois não gostava de competir. Hoje digo que gosto muito dos dois, mas treinar ainda está um pouquinho na frente.


13) Alguma inspiração na natação?
Michael Phelps sempre foi meu ídolo. Mas me inspiro muito também na Rebecca Soni e fora da natação, sou fã de Novak Djokovic. 

14) O que, afinal, falta para a natação feminina brasileira se igualar às potências, na sua visão, além de investimento?
Sempre gostei de pensar que é uma questão histórica. O eixo Europa-EUA e Austrália sempre tiveram maior tradição na natação. Observasse uma evolução enorme na natação feminina no país, e o surgimento de grandes nomes como a Etiene com certeza vai incentivar crianças a serem melhores. Eu acredito que com o tempo a natação feminina brasileira possa se tornar uma potência internacional. 

15) Por fim, deixe seu recado aos leitores do Famila.
À todos os amantes de natação como eu, que continuamos firmes e determinados em buscar dos nossos maiores sonhos! 

Nossos agradecimentos à Giovanna pela entrevista! As fotos são de Ale Koizumi, da FAP e de Satiro Sodré. Em breve, tem mais papos legais aqui no Famila. E confira aqui as entrevistas anteriores:
VICTORIA RAYOL
GABRIELLE RONCATTO
BRUNA PRIMATI
ALINE SAPORITO
GABRIELA ROCHA
SARA PALMA RIBEIRO
GUILHERME DA COSTA
JHENNIFER ALVES DA CONCEIÇÃO
CAROLINA MUSSI
ALESSANDRA MARCHIORO

terça-feira, 15 de março de 2016

ENTREVISTA: O renascer de Alessandra Marchioro

Nossa primeira entrevistada de 2016 quer voltar a ser aquela menina que foi a grande sensação da natação feminina brasileira no início da década, tendo até sido comparada a Cesar Cielo (Minas/Florida). Alessandra Christine Harrison Marchioro sabe a dor e a delícia de ser o que é, como diz Caetano: revelada pelo Curitibano, após ter começado a carreira na WS Academia, ficou a reles, pequenos, insignificantes 16 centésimos de sua primeira Olimpíada, em Londres (mesmo assim foi, através de um programa de vivência olímpica, tendo até almoçado com feras do esporte mundial). Aí, teve uma vida de altos e baixos. Passou por Fluminense, Botafogo, chegou a ser treinada por Arilson Silva no efêmero projeto do COES (Centro Olímpico do Espírito Santo) e, desde ano passado, está na Unisanta. O objetivo de Alessandra, que fará 23 anos em Maio, é um só: renascer.
Agora, ela não quer escapar pelas mãos a chance de ser olímpica, ainda mais sendo no Rio de Janeiro. Ela já sabe o que é ter disputado uma Olimpíada, já que ficou a pouco do pódio nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura, há seis anos, tendo sido quarto lugar nos 50 livre.
O ar de Santos, ao que parece, está lhe fazendo bem: ela venceu os 50 borboleta no último CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR DE VERÃO e, no último sábado, no primeiro Torneio Regional, fez aquele que pode ser considerado o melhor tempo do país nos 50 livre. Oficialmente, 25.79. Extraoficialmente, 25.56 (na prova de 50 borboleta). Os resultados não valem por ser um torneio amistoso, mas o tempo extraoficial foi melhor que os 25.69 de Graciele Herrmann (GNU) feitos na ARENA PRO SWIM SERIES, em Orlando, e acende a expectativa de que ela alcance os 25.28 necessários para o índice olímpico no TROFÉU MARIA LENK do Rio.
Marchioro (que já havia sido entrevistada por nós no Paulista de Inverno) nos cedeu essa entrevista e falou sobre a sua carreira, seus projetos e claro, o inevitável rótulo de musa. Confiram:


1 - Que balanço você faz até agora de sua carreira?
Minha carreira sempre esteve em evolução. Sempre fui crescendo e conquistando meu espaço. Depois de uma época muito ruim onde técnico me desmotivou, pensei em parar de nadar, e depois fui achando a vontade e perdendo o medo e me achando de novo, e principalmente achando o prazer de fazer o que eu gosto novamente! Só assim vou voltar a ter resultados bons! 😊

2 - Desde o início de sua trajetória, o que você acha que melhorou e pode melhorar?
O meu primeiro clube, que foi a WS Academia, me deu uma ótima base e em cada passagem em clubes, cada técnico, cada ano foi um aprendizado diferente onde levo para frente às coisas boas e deixo as ruins! Muita coisa evoluiu desde aquele tempo, mas principalmente minha cabeça. Eu era muito nova e não entendia o que realmente era ser uma atleta de alto rendimento; hoje eu entendo (risos)! Todo bom atleta sabe que sempre tem alguma coisa a melhorar, então deixo que minha equipe técnica me ajude a achar onde posso evoluir! 

3 - Você já está visando a Olimpíada, na base do "um passo de cada vez"?
A Olimpíada é uma coisa que sempre quis, e há uma chance palpável de ir. Estou me dedicando muito e bem motivada a conseguir esse objetivo!

4 - Das provas que você nada, qual é a sua favorita?
Com certeza o 50 livre, apesar de ser uma prova muito difícil devido aos detalhes, porém sempre amei nadar ela! É uma prova que sempre vou estar com vontade de nadar! 


5 - Que achou deste primeiro ano no Santa?
Eu gosto bastante daqui, a equipe é muito boa e bem completa, e a estrutura me cede tudo que preciso para visar minha melhora. Santos é uma cidade ótima, tô amando morar aqui!! A adaptação foi bem difícil no começo. Tava ficando muito doente e não estava conseguindo dar continuidade aos treinos, mas agora esse ano já estou bem adaptada e conseguindo treinar muito bem!

6 - Então nos conte a sua rotina de treinos.
Segunda, quarta e sexta temos musculação de manhã, seguida de água. Terças e quintas, uma preparação física seguida de água e também temos a dobra a tarde, e nos sábados apenas o treino na água!

7 - Foi difícil você ter tomado a decisão de morar sozinha, após anos contando com a ajuda de seus pais?
Eles sempre me ajudam muito, tanto estando juntos ou longe. Sempre estão bem presentes na minha vida, e me apoiam em qualquer decisão que eu tome!😊 

8 - Em âmbito internacional, você acha a natação feminina brasileira pode alcançar o mesmo patamar que a masculina?
A natação feminina está crescendo, e acho que temos grandes potenciais para poder nos destacarmos cada vez mais! 

9- Acha que a estrutura e o planejamento da Olimpíada do Rio pode repetir o mesmo sucesso que a Copa teve?
Acho que são organizações diferentes, objetivos diferentes. Em uma olimpíada não envolve apenas um só esporte, então a atenção vai ser redobrado para dar tudo certo! Mas acredito que o país todo vai se orgulhar de poder ser sede um evento tão grandioso! 

10 - Eu, sinceramente, não gosto do jeito que você tem sido tratada na imprensa - como "a musa da natação" - mas é inevitável falar disso. Por que a imprensa vê atletas como você pela forma e não pelo conteúdo?
Isso não me incomoda , mas eu ainda prefiro ser lembrada pelos meus resultados! 

11 - Quais são os seus objetivos nas competições agora de 2016?
Acho que estou primeiro pensando no Maria Lenk, depois a Olimpíada! Quero ter todos meus pensamentos voltados apenas para isso ainda. Depois tem Mundial (de Piscina Curta, em Windsor, no Canadá) no final do ano, mas acho que tenho que pensar em uma competição de cada vez! 

12 - Finalizando, aquele recado para os leitores do Famila!
Espero a torcida de todos, e que eu consiga representar muito bem meu clube, meus patrocinadores e meu país! 😊 
Nossos agradecimentos à Alessandra pela entrevista! As fotos são deste repórter, da ESPN e da Gazeta de Vitória. Em breve, tem mais papos legais aqui no Famila. E confira aqui as entrevistas anteriores:
NATHALIA ALMEIDA
VICTORIA RAYOL
GABRIELLE RONCATTO
BRUNA PRIMATI
ALINE SAPORITO
GABRIELA ROCHA
SARA PALMA RIBEIRO
GUILHERME DA COSTA
JHENNIFER ALVES DA CONCEIÇÃO
CAROLINA MUSSI

sábado, 4 de julho de 2015

PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR: Microentrevista com Alessandra Marchioro

Povo, promessa é dívida. Hoje trago a primeira microentrevista gravada no CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR - TROFÉU SALVADOR GRANIERI SOBRINHO, com a agora ceciliana Alessandra Marchioro (Unisanta), que nos falou da mudança para Santos e, infelizmente, do que é ficar de fora de um Mundial pela primeira vez. Oiçaaaaaam!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ENTREVISTA: Carolina Mussi: um novo começo

As piscinas do Brasil, desde o final do ano passado, perderam um pouco de competência e, por que não dizer, beleza. Na próxima semana, quando o TROFÉU MARIA LENK começar, na piscina do Fluminense, não teremos no balizamento o nome de Carolina Hurga Mussi. A loirinha de 26 anos terminou sua gloriosa carreira ao fim do ano passado, após competir no Open do Rio de Janeiro, o que só foi confirmado por uma postagem de uma companheira do último clube que Mussi defendeu, o Corinthians. Uma notícia triste, já que ela, ao nosso ver, ainda tinha muito a nos mostrar e pelo menos poderia disputar uma última Olimpíada: a do Rio, para o ano.
Mesmo assim, é para ser aplaudida uma carreira gloriosa iniciada na base do Pinheiros, e que resultou ainda em um recorde sul-americano até hoje não-quebrado: 2:27.42 nos 200 peito, além de inúmeras participações na seleção brasileira absoluta, como no Mundial de Roma, em 2009, nos Jogos Sul-Americanos de 2010 (onde foi ouro nos 200 peito) e no Pan de 2011, em Guadalajara. Ela ainda passou pelo Minas e pelo Corinthians. Agora, ela, que até já fez comerciais, está prestes a se tornar uma veterinária.
Agora, em sua primeira entrevista após a aposentadoria, Carol nos conta quais são seus planos para o futuro dela e do nado de peito brasileiro, além de resumir sua trajetória nos clubes pelos quais passou. Confira esse papo super-legal!

1) Quando você resolveu que era hora de pendurar o maiô?
Decidi no segundo semestre do ano passado quando me dei conta de que estava cansada e não estava mais feliz nadando.

2) O que você mais aprendeu nesses anos todos na natação?
O esporte ensina muito pra vida... foram inúmeras as coisas que eu aprendi. Principalmente a ser dedicada, persistente, aguentar situações de estresse e pressão e a dar sempre o melhor que eu posso em tudo o que eu fizer.

3) Até hoje, você detém o recorde sul-americano dos 200 peito. O que falta para nossas nadadoras superarem as suas marcas e as da Tatiane Sakemi, recordista nos 50 e 100?
Acho que grandes resultados acontecem quando tudo dá certo, o que é bem difícil acontecer. Dormir bem, alimentação correta, cabeça boa, inspiração, preparação boa... mesmo fazendo tudo certinho ainda é difícil garantir um bom resultado.

4) Acha que as nossas garotas evoluíram bastante? E o que falta para alguma delas enfim medalhar num campeonato internacional de peso em piscina longa?
Evoluíram muito sim! Cada vez mais acredito que as meninas estão próximas de quebrar barreiras. Se eu soubesse o que falta, eu teria feito. (risos)

5) Quem você apontaria como sua sucessora no nado peito: Jhennifer Alves da Conceição, Ana Carla Carvalho ou Beatriz Travalon?
Sou suspeita pra falar da Carlinha e Bia, afinal treinamos juntas, sei que são extremamente capazes e adoro elas! Não consigo escolher uma! A Jhennifer não conheço muito bem... ela é novinha e tem uma carreira inteira pela frente ainda. Prefiro esperar e assistir do que apontar alguém.

6) O que você leva de experiência nos clubes que defendeu, quais sejam, Pinheiros, Minas e Corinthians?
Cada clube foi uma experiência diferente. O que eu levo comigo são as amizades e momentos inesquecíveis que passei com cada um.

7) Como foi ter participado várias vezes de Seleção Absoluta, como, por exemplo, no Mundial de Roma em 2009?
Foi demais! Seleção é sempre um grande aprendizado e uma grande oportunidade de competir com os "grandes".

8) Que conselho você daria as mais novas, como Jhennifer, Gabi Roncatto e Rafaela Raurich?
Aconselharia que não desistam em momentos de dificuldade (porque todo mundo passa por momentos difíceis e quando você é mais nova acha que isso nunca vai acontecer com você).

9) Sabemos que você está concluindo o curso de veterinária. Vai seguir neste rumo ou trabalhar em algo que tenha a ver com esportes aquáticos?
Espero seguir a veterinária mesmo!

10) E como foi ter feito alguns comerciais? Como pintaram os convites?
Foi por acaso, as pessoas acabam indicando e as vezes pinta alguma coisa.

11) O que você espera do esporte brasileiro, agora que estamos a menos de 500 dias para os Jogos do Rio?
Espero que o esporte brasileiro continue crescendo cada vez mais, e que junto com o esporte, cresça também o combate ao doping.

12) E o seu futuro, como será?
Espero me formar e ajudar muitos animaizinhos por ai! Continuo praticando e amando esportes, isso é pra sempre!

13) Finalizando, um recado para os leitores!
Boa sorte pra todo mundo que ta indo pro Maria Lenk semana que vem! Engraçado ler notícia e ainda sentir um friozinho na barriga!

Nosso muito obrigado à Carol Mussi, de quem vamos sentir uma grandiosa falta nas piscinas do Brasil. E ainda esta semana, tem mais entrevista, com direito a novidade! Confira os outros papos interessantes que tivemos:

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA: Jhennifer da Conceição, a todo vapor!


Durante o OPEN CBDA/CORREIOS, no fim do ano passado, no Rio de Janeiro, reacendeu-se a luz da esperança no nado peito feminino. Após apagadas atuações de Beatriz Travalon (Pinheiros/Auburn) e resultados um pouco melhores de Ana Carla Carvalho (Pinheiros) e Gabrielle Roncatto (Pinheiros), uma garota de 16 anos fez tempos espetaculares e chegou perto dos índices para o Mundial de Kazan. Na piscina do Botafogo, o Brasil conheceu Jhennifer Alves da Conceição (Flamengo)
Já tendo batido o recorde dos 100 peito no Troféu Júlio de Lamare, a vitória nos 50 e o segundo lugar nos 100 não deixam dúvidas: a garota de Nova Friburgo é apontada como a nova grande esperança do nado peito feminino no Brasil. A sua primeira grande recompensa pelo bom resultado aconteceu nesta semana: Jhennifer foi convocada para o Sulamericano Juvenil de Lima (PER), na semana seguinte ao TROFÉU MARIA LENK do Rio. E fez por merecer!
Por essas e outras ela foi escolhida pelo FamilAquatica para ser a primeira entrevistada de 2015 (e do novo site). Jhennifer conta aqui a sua rotina de treinos, suas expectativas para o ano e o que falta para o Rio voltar a ser a potência nacional da natação. Vejamos!

1) Para você, como foi 2014 e como será 2015?
2014 foi um ano meio complicado, onde tive várias complicações no meio do ano, mas não desanimei, continuei treinando e graças a Deus os resultados vieram no final do ano, e ele terminou da melhor maneira possível. E se Deus quiser 2015 será melhor que 2014.

2) Esperava tantas boas marcas no ano que passou?
Porque estava treinando bastante, essas marcas já eram esperadas sim.

3) A natação feminina enfim está sendo valorizada como merece. Mas o que você acha que é preciso ser feito para nos igualarmos a Austrália, EUA e Europa neste ponto?
Acho que uma estrutura maior e mais investimento do governo.

4) Como você se sentiu nadando e batendo feras como Beatriz Travalon e Ana Carla Carvalho no Open do ano passado?
Foi uma sensação inexplicável por ser mais nova e ter menos experiência que elas.

5) Nos conte como você resolveu ser nadadora?
Comecei a nadar por indicação médica, acabei gostando e vi que queria um dia ser uma grande nadadora.

6) O Flamengo, em 2013, acabou com seu time profissional de natação. O que você sentiu com essa notícia?
Eu ainda não treinava na Gávea quando isso ocorreu (à data ela ainda treinava em Nova Friburgo), mas fiquei um pouco triste, sim, pois era uma grande equipe.

7) O que você acha que é preciso para o Rio voltar a ser a grande meca da natação, título hoje pertencente a São Paulo?
A FARJ (Federação Aquática do Rio de Janeiro) voltando a ser o que era já seria um grande começo para quem sabe voltar a ser a grande meca da natação.

8) Como é sua rotina de treinos?
Treinos de segunda a sábado, com duas dobras por semana e parte física três vezes na semana.

9) Tem algum ritual antes das provas?
Tenho sim. Coloco a minha música favorita quase no volume máximo quando estou no banco de controle e sempre subo com o pé direito no bloco.

10) Alguma prova preferida, além do peito?
200 medley, onde também sou medalhista nos brasileiros de categoria. (ficou em terceiro nesta prova no Júlio de Lamare de 2014, apenas atrás de Andressa Cholodovskis e Bruna Primati, que com ela vão pra Lima)

11) Prefere treinar ou competir?
Gosto dos dois, mas prefiro competir, por ser bastante competitiva.

12) Já recebeu propostas pra nadar em outros clubes?
Sim.

13) Anseia nadar e estudar em alguma universidade norte-americana?
Já pensei sim em nadar e estudar em alguma universidade norte-americana, mas estou revendo com muita calma essa hipótese.

14) Já sabe o que fazer assim que parar de nadar?
Sim. Seguir alguma profissão.

15) Quais são seus ídolos aqui e lá fora?
Etiene Medeiros por sua determinação e sempre admirei muito a Rebecca Soni.

16) A pergunta mais óbvia de todas: espera defender o Brasil na Olimpíada do Rio para o ano?
Sim, é meu sonho defender o Brasil na Olimpíada do Rio! Estou muito perto de realizá-lo e farei de tudo para alcançá-lo.

17) Finalmente, deixe seu recado para nossos leitores!
O recado que quero deixar é que cada um deve, sim, seguir os seus sonhos e persistir até alcançá-los, "porque nada é impossível para aquele que persiste" e também quero deixar um abraço a todos!


Nossos agradecimentos à Jhennifer pela entrevista e pela cessão da foto! Em breve, tem mais papos legais aqui no Famila. E confira aqui as entrevistas anteriores:
NATHALIA ALMEIDA
VICTORIA RAYOL
GABRIELLE RONCATTO
BRUNA PRIMATI
ALINE SAPORITO
GABRIELA ROCHA
SARA PALMA RIBEIRO
GUILHERME DA COSTA