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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

MUDOU: Covid transfere Mundiais para 2023 e 2024

 

E a COVID muda de novo o calendário da natação mundial. Em reunião virtual nesta sexta-feira, a FINA (Federação Internacional de Natação) optou, devido à nova variante Omicron e às restrições de viagens internacionais, por adiar o Mundial de Esportes Aquáticos de Fukuoka (JAP) e o de Doha (QAT).

O Mundial que aconteceria em Maio deste ano ficou para Julho de 2023, e o de Doha vai acontecer pela primeira vez em ano Olímpico, indo para 2024, mais especialmente Janeiro. 

Entretanto, os de Kazan (RUS), quais sejam, o Mundial Júnior e o de Piscina Curta, seguem, respectivamente, em Agosto e Dezembro. Não há ainda atualização no site da FINA, o que pode acontecer nos próximos dias.

Com isso, o Troféu Brasil, que seria a única seletiva do evento, em Abril, no Rio, seriamente foi danificado, mas não o Troféu José Finkel, em Recife, no mês de Setembro. A ver o que o futuro reserva.

(informações do Best Swimming e Swim Channel)

sexta-feira, 7 de junho de 2019

ELE VAI: Nicholas aceita convite da FINA para o Mundial


E finalmente uma injustiça foi corrigida: Nicholas dos Santos (Unisanta) vai para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS da Coreia. Depois de não ter logrado vaga porque a CBDA apenas deu índices para provas olímpicas no TROFÉU BRASIL MARIA LENK, a FINA resolveu dar um convite especial ao veterano nadador pelos excelentes resultados na FINA CHAMPIONS SWIM SERIES.

terça-feira, 18 de julho de 2017

MUNDIAL BUDAPESTE 2017: Em intensa chegada, Ferry unifica os títulos

Nesta terça-feira, depois de um dia de folga, as Maratonas Aquáticas voltaram no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS DE BUDAPESTE (embora aconteçam em Balatonfured, no Lago Balaton) com a prova masculina dos 10 km. E o que não faltou foi equilíbrio. Depois de muitas trocas de liderança, tivemos um final impressionante: no último metro, o holandês Ferry Weertman, campeão no Rio 2016, deu um glorioso sprint final para vencer a prova, após 1:51:58.50. O norte-americano e campeão em Kazan, Jordan Willimovski, chegou exatos dez centésimos depois. O pódio foi completado pelo francês vitorioso nos 5 km, Marc-Antoine Olivier, este com 1:51:59.20.
Com este resultado, o holandês, apenas credenciado para esta jornada em Budapeste, fez o que muitos tentaram, mas não conseguiram: ser campeão olímpico e mundial nos 10 km. É importante relembrar que Sharon von Rouwendaal, também neerlandesa, veio com o título olímpico na bagagem, mas se cansou no final da prova de domingo e não foi além do décimo sexto lugar.
Os brasileiros sentiram o cansaço da última volta e o peso de uma água pouco mexida, ao contrário da prova feminina. Fernando Ponte (GNU), aniversariante do dia, ficou sempre entre os 20 primeiros e terminou em 19º, com 1:52:35.50. Já Allan do Carmo (IDEB) quase ficou entre os 12 primeiros, mas foi o 29º a tocar na faixa final, com 1:52:40.70. É a primeira vez desde 2011 que o Brasil não fica entre os 10 primeiros, mas ficar entre os 30 ainda é lucro. Aqui está o resultado completo.
Nesta quarta, teremos a prova feminina dos 5 km, com Betina Lorscheitter (GNU) e Ana Marcela Cunha (Unisanta), na quinta, o revezamento misto, agora com 4 nadadores, e na sexta, fechando os trabalhos, os 25 km.

(informações da Best Swimming, Yes Swim e Swim Channel - foto da Reuters)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DE NOVO: Kazan e Budapeste vão sediar Mundiais de Piscina Curta


Parece que a FINA se apaixonou por Budapeste e Kazan de tal maneira. Em reunião nesta segunda-feira, cedo do Bureau da entidade máxima do esporte aquático, na capital húngara que está a sediar o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS, foram definidas as sedes do MUNDIAL DE PISCINA CURTA em 2022 e 2024. Adivinhem? A mesma Kazan que sediara o Mundial de 2015 vai sediar o de Piscina Curta em 2022, e a mesma Budapeste vai sediar o de piscina curta em 2024. As duas cidades venceram Hong Kong (CHN) e Taipei (TWN).
E não é a primeira vez que a FINA repete sedes. Doha, que sediou o Mundial de Piscina Curta em 2014, vai sediar o Absoluto em 2023. E Budapeste será a sede do Mundial Júnior, em 2019. O deste ano será, lembrem-se, em Indianapolis.
Antes disso, o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS vai rolar em Gwangju (COR), daqui a dois anos, e em Fukuoka (JAP), daqui a quatro, e o de Piscina Curta do ano que vem rola em Hangzou (CHN) e o de 2020, em Abu Dhabi (EAU).
Sinceramente? A FINA está realmente se deixando levar pela grana. Enquanto Julio Magliocca estiver à frente da entidade, vamos continuar vendo eventos máximos das águas no leste europeu e na Ásia. Bons tempos onde tínhamos Mundiais na Europa, na América e até no Japão. Mas parece que isso não vai demorar para mudar.

(informações do Best Swimming e FINA - foto da Reuters)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ÁGUAS ABERTAS: Na festa italiana, Poliana é vice!


Não foi desta vez que o Brasil recuperou o poderio nas águas abertas mundiais. Desta vez, quem estragou a festa foi a Itália, que agora tem dois campeões da COPA DO MUNDO FINA DE MARATONA AQUÁTICA. No feminino, uma bicampeã. No masculino, um campeão inédito. Como consolo, temos uma vice-campeã.
É que, na última etapa do certame, acontecida em Hong Kong, Rachele Bruni (ITA) só não poderia ficar quatro posições atrás de Poliana Okimoto (Unisanta), mas fez melhor: venceu a prova e consagrou-se bi-campeã do certame, com 2:17:12.7, e terminando o ano com 86 pontos. Arianna Bridi (ITA) e Poliana chegaram juntas, com 2:17:28.2, mas o dedo italiano foi mais forte. Bridi, logo, chegou em segundo e Poliana, com o mesmo terceiro lugar dos Jogos Olímpicos do Rio, ficou com a segunda posição no geral, dez pontos atrás de Bruni. A paulistana chegou a liderar o certame, mas o péssimo sexto lugar na etapa da Hungria, combinado com a grande fase da Italiana, a fizeram adiar o sonho de um novo título para o ano que vem. Mas, para ela, e daí? "Foi o melhor ano da minha vida. Ganhei uma medalha olímpica e agora esse vice-campeonato. Estou muito feliz e vou curtir as férias", disse ela à assessoria. Poliana só volta a nadar mesmo no ano que vem. Ana Marcela Cunha (Unisanta) que, convenhamos, teve um ano para esquecer, ficou em quarto, mas não teve o número de provas suficientes para disputar o circuito por ter priorizado os Jogos Olímpicos. Só que alguém atrapalhou... Ah: se for servir de consolo, as brasileiras e mais Sharon van Rouwendall (HOL) venceram uma travessia local de revezamento de 1500 metros.
Entre os homens, Allan do Carmo, bronze em Chun'an, não disputou o circuito porque também priorizou os Jogos. Ele foi o quarto colocado, perdendo o bronze por um dedo para o alemão Rob Muffells (ambos chegaram com 2:10:29.3). O vitorioso da prova e do campeonato foi Simone Ruffini (ITA), 2:10:15.8 na prova e 94 pontos no geral.
E assim termina o Circuito Mundial, sem vitórias para o Brasil, até por prioridade aos Jogos. Esperamos que no ano que vem, o Brasil volte a reinar nas águas, embora seja difícil, já que a grave crise que se instalou nos esportes aquáticos pode trazer uma nuvem negra para tão vitorioso esporte. Afinal, Poliana e Ana Marcela não vão durar para sempre.

(informações da CBDA e da Best Swimming - foto da E5+ Comunicação)

domingo, 3 de abril de 2016

Sob a bandeira da FINA??


Nunca o Brasil esteve tão em baixa com a Federação Internacional de Natação (FINA). Claro que a crise a qual estamos enfrentando - a pior desde os tempos de Fernando Collor - colabora muito para que sejamos piada entre as nações ditas desenvolvidas. E no congresso técnico do Sul-americano de Desportos Aquáticos que está sendo realizado em Assunción (PAR), não foi nada diferente, como disse Alexandre Pussieldi no Blog do Coach. 
O presidente da entidade maior do esporte aquático, o uruguaio Júlio Maglione, simplesmente falou todos os termos chulos possíveis ao se referir ao nosso país. Disse que se sentiu decepcionado com a organização brasileira nos eventos da FINA, e falou tudo isso ao governador do Rio Luiz Fernando Pezão e ao prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, ex-partido de sustentação ao governo de Dilma Rousseff. 
Ele ainda criticou, humilhou e esculachou os Jogos Olímpicos do Rio. Entre outras coisas disse que o Parque Aquático Maria Lenk poderia ter sido coberto para evitar a humilhação a qual os atletas de saltos ornamentais passaram no Evento-Teste (que teve chuva, sol e muito mais). Além disso, citou da bagunça que será ter três modalidades aquáticas lá, quais sejam: nado sincronizado, saltos ornamentais e polo aquático.
O maior alvo de suas críticas, no entanto, foi o Parque Aquático Olímpico, que vai sediar daqui a pouco mais de duas semanas o Troféu Maria Lenk, evento-teste para os jogos que também serão lá. Para ele: os 14 mil lugares serão insuficientes para um evento de demanda internacional e transmitido para o mundo inteiro, visto que o ideal seriam 18000 pessoas; há a falta de ar condicionado ali, o que vai ser ruim para a saúde dos atletas; e para terminar, porém não menos importante: o parque aquático Olímpico é uma piscina com lonas, cheia de palhaços. 
Por mais que ele tenha só criticado, segundo o Coach, não a CBDA mas a organização dos eventos, está cada vez mais claro de que a FINA, depois de agosto, vai esquecer que o Brasil existe para sediar qualquer coisa. Já perdemos Copa do Mundo de natação, já perdemos Copa do Mundo de maratona aquática, e acredita-se que o próximo passo é que o Brasil sofra o mesmo castigo do México - ser suspenso pela entidade e nossos atletas terem de competir sob a bandeira da FINA. Sem bandeira nem Hino nacionais. É importante lembrar que o México foi punido por não cumprir com as consequências da desistência de sediar o Mundial de Esportes Aquáticos de 2017, que seria em Guadalajara. No caso, o Brasil pode ser punido por não cumprir compromissos estabelecidos quando foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos. 
Sinceramente eu espero que isso não aconteça, visto que o Brasil tem uma grande tradição na natação desde os tempos de Maria Lenk. E muitos campeões vieram daqui. Já sediamos um Mundial de Piscina Curta com muito sucesso, na Praia de Copacabana. Temos ótimas piscinas. Mas pelo que estamos vendo, se essa maldita crise continuar, estaremos rebaixados à periferia da natação mundial. Reage, Brasil! 


(opinião pessoal baseada nesta matéria do Blog do Coach)

domingo, 31 de janeiro de 2016

URGENTE: Saem as sedes dos Mundiais da FINA em 2021 e 2023

Acabam de ser sabidas as sedes dos Mundiais de Esportes Aquáticos da FINA em 2021 e 2023, e mais uma vez a força da grana asiática prevaleceu. O Mundial de daqui a 5 anos vai acontecer na cidade japonesa de Fukuoka e o de 2023, em Doha (QAT), a qual sediou o Mundial de Piscina Curta em 2014. Tal anúncio foi feito pelo presidente da entidade, o argentino Julio Magliocca, na reunião que acontece em Budapeste (HUN), antecedendo o Jantar de Gala das Estrelas, onde serão premiados os melhores do ano nos esportes aquáticos. 
"Estas duas cidades são parceiras da FINA e oferecem todas as condições necessárias para sediarem,  com apoio de sua população, essas competições. As autoridades estão cientes de que querem receber este evento nas duas metrópoles dinâmicas", disse Magliocca. Nanjing (CHI) também concorria para ambos os mundiais, mas ficou com a mãos abanando. 
É importante lembrar que a capital Húngara vai sediar o Mundial de 2017 e Gwangju (COR), o de 2019. Em Dezembro deste ano teremos o Mundial de piscina curta na cidade canadense de Windsor. 
Sorte então às duas cidades.

(informações e foto da FINA) 

sexta-feira, 13 de março de 2015

COPA FINA DE ÁGUAS ABERTAS: Não deu para o Brasil (em Abu Dhabi)

De tão acostumados a ver pelo menos um brasileiro no pódio de alguma etapa da Copa FINA de Águas Abertas, pode parecer desastroso o resultado de hoje na etapa de Abu Dhabi, a segunda de 2015, quando, pela primeira vez, não tivemos a nossa bandeira no pódio. É que Axel Reymond  (FRA) venceu a prova masculina, com 1:57:52.1, seguido de Jack Burnell (GBR) e Christian Reichert (ALE), e Rachele Bruni (ITA) disparou na liderança do circuito após vencer com 2:07:31.8, com a surpresa Siyu Yan (CHI) sendo a segunda colocada e a campeã olímpica de Londres Keri-Anne Payne (GBR), completando o pódio. Poliana Okimoto (Unisanta), voltando de lesão, ficou em quarto, e entre eles, Allan do Carmo (IDEB/BA) foi o sétimo, com Diogo Villarinho (Minas) e Samuel de Bona (GNU) sendo 11º e 12º, respectivamente. É a primeira vez desde Cozumel, em 2013, quando Ana Marcela Cunha (SESI) e Samuel de Bona foram quarto e oitavo, respectivamente, que não teve Brasil no pódio. Confira aqui o resultado completo.
Mas, meus amigos, não é razão para chorar nem para dizer "ah, mas acabou a hegemonia brasileira, era fogo de palha", e daí para baixo. Certo é que Ana Marcela Cunha, com problemas de saúde, não nadou esta etapa e poderia ter tido um bom resultado. Mas a Copa do Mundo FINA não era prioridade para a natação brasileira e, sim, serve como grande ensaio para o Mundial de Kazan, que é o evento mais importante do ano. E a etapa que vale mesmo é a de Cancún (MEX), em 2 de maio, que vai, aí sim, decidir quem nos representa no Mundial. Allan do Carmo, Diogo Villarinho, Samuel de Bona e Luis Rogério Arapiraca (Unisanta) estão na disputa pelo masculino. Os dois que sobrarem vão fazer companhia a Carolina Bilich (Minas) nos Jogos Pan-Americanos em Toronto (CAN). No feminino, as vagas já são de Poliana e Ana Marcela.
O circuito ainda está no início e a próxima etapa é Noumea (FRA), dia 18 de Abril. Pela primeira vez, vamos ver esta etapa no Mundial. Será que podemos ver novamente a nossa bandeira num pódio? Se não, não tem problema. O Circuito, repito, é importante, mas não é prioridade.

(informações e foto da Best Swimming)

quarta-feira, 11 de março de 2015

MUNDIAL 2017: Agora é em Budapeste

Que os húngaros são especialistas em natação desde ela começou a ser praticada como esporte, é muito óbvio. Que a melhor nadadora do mundo é húngara, também já sabemos. E que os húngaros são apaixonados pelos esportes aquáticos, não há dúvida. Por tudo isso, foi justa a escolha da FINA para sediar o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de 2017, divulgada nesta manhã. A decisão veio semanas depois da desistência de Guadalajara (MEX) de sediar o maior evento das águas no mundo, devido à fatores econômicos.
Originalmente, a capital húngara tinha sido escolhida para sediar o Mundial em 2021, mas, segundo a FINA, um novo processo de escolha será feito para saber quem herdará o evento. Em comunicado, seu presidente, Julio Maglione, disse estar feliz com a escolha: "Estamos muito felizes por irmos a Budapeste em 2017 e temos a certeza de que as autoridades locais e os organizadores vão sediar uma grande competição. A Hungria é um país do esporte e tem verdadeira paixão pelos aquáticos - o Mundial de Esportes Aquáticos e o Mundial Masters em um prazo de dois anos vão consolidar e reforçar essa tradição".
É importante lembrar: o Mundial de 2015 já está confirmado para a russa Kazan, e o de 2019, para Gwangju, na Coreia do Sul.

(informações da Globo.com)

quarta-feira, 4 de março de 2015

ALLEZ, BRESIL!! Seleção embarca para o Open do Mediterrâneo

Já se encontra na França a delegação brasileira que vai disputar o Open do Mediterrâneo, em Marselha, neste fim de semana, mais especificamente entre esta sexta (6) e domingo (8). Os nossos estão hospedados em Paris, e devem ir para Marselha nesta quinta, para disputar esta que é a terceira e maior etapa do Golden Tour da Federação Francesa de Natação (FFN).
Além do Brasil, disputam 178 nomes mundiais, vindos de Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Espanha, Ilhas Faro, Grã-Bretanha, Alemanha, Grecia, Hungria, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Sérvia, Suécia, Turquia e Estados Unidos, e mais 343 nadadores da França.
Entre as feras, teremos Florent Manaudou, Katinka Hosszu (HUN), Anthony Ervin (EUA), Adam Peaty (GBR), Mirela Belmont (ESP), Jeanette Ottensen (DIN), Marco Orsi (ITA) e muitos mais. Do Brasil, ELE (Cesar Cielo - Minas), Thiago Pereira (Florida), João de Lucca (Pinheiros/Kentucky) e Marcelo Chierighini (Minas/Auburn) pediram para não viajar, e foram substituídos por Marcos Macedo (Minas), Brandonn Almeida (Corinthians) e Joanna Maranhão (Pinheiros - foto). De resto, a escalação que tínhamos dito.
A Federação Francesa vai transmitir ao vivo o evento para o mundo inteiro através deste link, e aqui você confere o programa oficial. Vamos ver como Florent Manaudou e Bruno Fratus se sairão, visto que pode ser que em BH algo aconteça...

(informações da CBDA, do Best Swimming e foto deste repórter)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

João suspenso, porém Brasil ainda campeão

Deu a lógica: João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros) não escapou da mão pesada da justiça quanto ao caso de doping, visto que ele testou positivo para o diurético Hidroclorotiazida, no dia 4 de Dezembro, durante o Mundial de Piscina Curta, em Doha (QAT), quando nadou as eliminatórias dos revezamentos 4 x 50 medley misto e masculino, ambos terminados em triunfo brasileiro. Ele, entretanto, e para nossa sorte, só levou uma punição branda de apenas seis meses fora das competições chanceladas pela FINA (a Federação Internacional de Natação). Isso porque a entidade maior da natação aceitou a defesa do advogado Marcelo Franklin, de contaminação cruzada. Entendeu-se também que não houve responsabilidade da CBDA neste caso.
Com tudo isso, dos males o menor. Para João, ficou uma lição a ser aprendida. Ele está fora do Torneio Regional de amanhã, do Troféu Maria Lenk de Abril, no Rio, dos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN) e do Mundial de Kazan (RUS), mas deve voltar no CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR DE INVERNO - TROFÉU DALTELY GUIMARÃES, já que a decisão anula seus resultados de 4 de Dezembro a 3 de Junho (ele tinha garantido vaga para o Mundial no Open, mas os resultados foram anulados).
E para o Brasil, ficou apenas o susto. Como ficou entendido que a CBDA não teve responsabilidade no doping do Capixaba (apenas a farmácia de manipulação), está mantido nosso título mundial em Doha com os sete ouros, uma prata e dois bronzes lá conquistados. Ufa ufa!
Segundo o mestre Alexandre Pussieldi, "na história dos dopings da FINA, nunca tivemos um nadador absolvido por ingestão de diurético. A punição mais branda foi as de César Cielo, Nicholas Santos e Henrique Barbosa que em 2011 foram apenas advertidos, mas seus resultados anulados. Daynara de Paula e Pâmela Souza também foram suspensas por 6 meses, por uso de diuréticos".
Só esperamos que este triste caso seja um aprendizado para João, que é um grande nadador. E que ele volte mais forte depois desta mancha.

(Informações do Best Swimming e foto deste repórter)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

MUNDIAL 2017 NO MÉXICO: NO MÁS


Bomba atômica na natação mundial. Os boatos sobre a desistência da cidade de Guadalajara (MEX) de sediar o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de 2017 viraram fatos ontem. É que anúncio o Diretor General do CONADE – Comissão Nacional de Desporte, Jesus Mena, comunicou a FINA a retirada do direito de sediar a competição.
Motivos? Problemas financeiros. Segundo o Best Swimming, a FINA já vinha discutindo com os dirigentes mexicanos os problemas em relação a sede do Mundial de 2017. e assim estipulou um valor caução de 10 milhões de dólares como garantia da sede. Os mexicanos deveriam ter pago tal valor no ano passado, porém só depositaram 7,5 milhões de dólares. E, porque "acabou o dinheiro", ou seja, a Presidência do México resolveu cortar gastos por causa do aumento do preço do petróleo, não houve saída senão jogar a toalha. A desistência teve um preço: 5 milhões de dólares. Guadalajara tinha ganho de Hong Kong o direito de sediar o Mundial em 2011, e as provas aconteceriam no Scotiabank Aquatic Complex, construído para o Pan, na natação, além do Lago Vallarta, para águas abertas e arenas temporárias para pólo aquático.
Não é a primeira vez que isso ocorre: o Mundial de 2013, que foi em Barcelona, era para ter sido em Dubai, mas a crise financeira fez com que o evento se mudasse para a capital da Catalunha. Capri (ITA) também desistiu de sediar o Mundial de Piscina Curta do ano passado e Doha (QAT) aproveitou a chance. Mas o Brasil também já fez isso: em 2009, pouco antes do Rio ganhar o direito de sediar a Olimpíada, a CBDA, alegando "razões extraordinárias" (sei não), também declinou de sediar uma etapa da Copa do Mundo FINA. Custou caro. Até chegou a voltar a sediar em 2010, mas sem as feras. Por isso, tão cedo não teremos Copa do Mundo aqui.
Bom, pelo menos teremos Mundial em 2019 em Budapeste (HUN) e 2021, em Gwangju (COR), e Kazan (RUS) neste ano da graça. Mas quem poderá ser a sede de daqui a dois anos? Palpite sincero: o Brasil é que não vai ser...

(informações do Best Swimming)