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sexta-feira, 27 de julho de 2018

ACABOU: Aos 31 anos, Joanna para de vez

Em 2014, Joanna Maranhão anunciou o fim de sua carreira, visto que entendia que sua missão na natação estava mais do que cumprida. Mas alguns treinamentos e bons resultados comprovaram que ela estava errada e ela regressou logo à natação competitiva, passando por Pinheiros e Unisanta e conseguindo mais uma Olimpíada, no Rio. Mas o desejo de ser mãe e alguns novos projetos gritaram mais alto e, agora é definitivo, a partir de hoje, ela é ex-nadadora. Pelo menos, ex-nadadora de alto nível.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Joanna agora arrasa na dança!


Joanna Maranhão (sem clube) é, como toda pernambucana, uma mulher que não nega desafios. Por isso, foi convidada para tomar parte na terceira edição do Dancing Brasil, um talent show de dança da Record que é baseado no Dancing With The Stars, da BBC, e que tem na apresentação ninguém menos do que Xuxa Meneghel.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Resumindo o Troca-Troca da Natação (atualizado)

Infelizmente uma doença acometeu este repórter logo no dia em que a maior bomba do ano (que nem uma quinzena completou direito) explodiu na natação brasileira: considerando que Ricardo de Moura poderia assumir um cargo na natação da Unisanta (Marcelo Teixeira negou), Joanna Maranhão resolveu se mandar do time santista.

domingo, 13 de agosto de 2017

TROFÉU JOSÉ FINKEL: Pinheiros fatura outra vez!

 
E no fim das contas, confirmou-se o que estava escrito nas estrelas: Pinheiros, pela décima quarta vez, campeão do TROFÉU JOSÉ FINKEL, que se findou neste sábado, na piscina da Unisanta, em Santos. O Azulnegro do Jardim Europa, assim, dispara como maior campeão brasileiro absoluto de inverno, duas taças à frente do Flamengo. No deste ano, sobrou e venceu com fáceis 2469,5, deixando no top-3 o Minas, com 1921,5 e a Unisanta, que para satisfação da torcida da casa, subiu um degrau do ano passado e terminou com 1751 pontos. Aliás, foi do Santa a melhor atleta da competição. Claro que falo de Joanna Maranhão, que foi a mais eficiente, com 160 pontos, e ainda teve melhor índice técnico, pelo 2:11.79 do RC nos 200 medley, que totalizaram 876 pontos FINA. "Eu sou paga e consigo fazer isso. É muito bom você acordar todos os dias para fazer o que você mais ama e ainda ganhar! (risos) Então minha vida é muito boa e não tenho do que reclamar. É o meu trabalho e nadar em casa é algo que me motiva. São oportunidades que eu gosto de aproveitar", disse a pernambucana, que, humilde, não se considera a melhor nadadora brasileira da atualidade: "eu não gosto muito desse título, ser a melhor ou não ser a melhor. Eu cuido da minha raia, da minha natação, da minha prova. Se isso, de alguma forma, motiva aos outros, fico feliz. Mas eu não gosto de levar créditos. Sou só uma pessoa tentando levar o melhor dela. Essas coisas ficam em segundo plano". No lado masculino, o atleta mais eficiente foi Brandonn Pierry Almeida (Corinthians/South Carolina), com 140 pontos. Após o fim do torneio, ele se emocionou, visto que, em alguns dias, começará uma nova fase sendo um Gamecock. O melhor índice técnico coube a Guilherme Guido (Pinheiros), pelos 53.94 nos 100 costas, e 892 pontos FINA. Houve índices melhores, mas se considerou apenas as provas olímpicas.
Na etapa, Joanna e Brandonn dominaram as provas longas. Com direito a novo RC, a pernambucana fez um tempaço nos 800 livre feminino com 8:37.05. Lembremos que o recorde brasileira também é dela, feito em 2009, quando defendia o Minas: 8:32.96. Nos 1500 livre masculino, sem o Cachorrão Guilherme Costa (Unisanta), fora de combate, quem faturou foi Brandonn, com 15:22.73.
Nos 200 peito, teríamos Recorde Brasileiro no feminino feito por Julia Sebastian (ARG/Unisanta), com 2:27.04, 38 centésimos abaixo do que Carolina Mussi (então no Pinheiros) fizera no Maria Lenk de 2009. Só tem um porém: "não sou brasileira, sou argentina! Mas estou feliz de defender a Unisanta e dar mais esses pontos para o meu time". No masculino, outra vitória para Felipe França (Unisanta), com 2:16.07, com direito a dobradinha ceciliana, já que Thiago Simon (Unisanta) fez 2:16.29. "Minha característica é a velocidade. Minha estratégia é gastar 30% do gasto para os últimos 50, o que faz a diferença. Mas se no futuro eu quiser nadar os 200 de uma maneira bem legal, preciso equilibrar melhor essa prova e fazer 25% a cada 50, o que é o ideal, e não dar esse sprint no final porque cansa muito, como dá para ver", analisou França friamente.
Já nos 50 livre feminino, a disputa ficou entre Etiene Medeiros (SESI) e Alessandra Marchioro (Unisanta). Mas a melhor largada ajudou a campeã mundial a vencer, e mesmo assim por pouco: 25.16 a 25.25. Mas Etiene não se deu por satisfeita: "acho que se saísse os 24, ficaria mais feliz. Mas eu estou muito grata. Me esforcei muito e acabou saindo muito abaixo do mundial. Acho que a gente está bem longe da realidade dos 50 livre hoje. A natação feminina está evoluindo, tanto que as meninas nem pararam por causa da Copa do Mundo. Isso a gente tem que aprender para chegar bem a 2020. Estou bem tranquila e meu objetivo agora é descansar para dia 24 voltar aos treinos". No masculino, Cesar Cielo (Pinheiros) queria um 21 e conseguiu: venceu com 21.96. "Acho que melhor do que ganhar foi ter nadado bem. Gostei da minha saída, gostei da minha eficiência do nado. E para ser sincero, foi melhor a sensação aqui do que no Mundial, apesar do tempo mais alto. Então, é começar a buscar a deficiência que tenho e correr atrás para os próximos desafios", contou ELE, que confirmou que sua carreira está longe de terminar. Ainda bem!
Nos revezamentos  4 x 100 medley, Julia, Joanna, Andrea Berrino e Daiene Dias, com 4:07.55, deram mais uma vitória para o Santa no feminino, enquanto Nathan Bighetti, Felipe Lima, Henrique Martins e Marco Antônio Ferreira Júnior deram a última vitória do Minas no masculino, com 3:36.85.
E assim terminou o TROFÉU JOSÉ FINKEL, em clima de grande festa, com resultados acima do esperado, mas tudo bem, porque nada valia. Esta foi a última edição do certame em piscina longa. Do ano que vem para diante, só em piscina curta, possivelmente em algum lugar de São Paulo. Na próxima matéria, as minhas impressões e agradecimentos.

Confira aqui as fotos da etapa da manhã e aqui, as da tarde, todas de Iris Cristyn

(direto da Unisanta - informações adicionais do Yes Swim, Best Swimming, CBDA e Santaportal - foto deste repórter - originalmente publicado em 13 de Agosto por força maior)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

TROFÉU JOSÉ FINKEL: Notas da véspera

Apesar do TROFÉU JOSÉ FINKEL começar apenas nesta terça, já teve movimentação na piscina da Unisanta, onde tudo vai acontecer. Já pela manhã, além dos primeiros treinos de reconhecimento, tivemos uma entrevista coletiva com os representantes do time local no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS de Budapeste: Nicholas dos Santos, prata nos 50 borboleta, Joanna Maranhão, recordista sul-americana, Leonardo de Deus, Thiago Simon, Victor Colonese e Andrea Berrino (ARG). Nicholas, claro, foi o grande destaque.
Ele revelou que só não fez as provas de 100 por causa de uma lesão: "tive essa lesão antes ainda do Maria Lenk, durante um treinamento. Nas provas de 50 ela não incomodava muito. Mas agora estou praticamente sem dores e posso pensar em voltar a fazer os 100 ano que vem", disse o veterano. Ele ainda diz que seu objetivo não são tempaços: "As provas dos 50 eu consigo nadar bem, porque o trabalho que eu fiz foi pensando nesse estilo de prova. Meu objetivo, em princípio, é entrar na final, e marcar pontos para a Unisanta. Quero tentar disputar medalha também", disse. Joanna também comemorou sua boa fase e ainda falou que a natação feminina, mesmo com o ouro de Etiene Medeiros (SESI) nos 50 costas, ainda está longe do patamar ideal: "a nossa meta tem que parar de ser a natação masculina. Nossos resultados estão melhorando, mas espero que, com a nova administração, a gente possa ter mais atenção".
Marcelo Teixeirarne, pró-reitor do Santa, comemorou o fato do Santa sediar sua segunda edição do Finkel: "isto é motivo de comemorar muito, porque é uma competição importante no calendário da confederação. É um campeonato em que os atletas disputam para alcançar seus melhores resultados e, ao mesmo tempo, uma disputa entre as entidades para alcançarem seus objetivos. Tanto que essas delegações vêm com suas forças máximas, isso representa que a natação brasileira estará com todo seu potencial em Santos e à disposição de todos que quiserem conhecer os atletas de perto e acompanhar o Troféu José Finkel". Ele ainda revelou que, adoentado, Guilherme Costa não marcará presença. Como em 2003, quando o evento serviu para comemorar os bons resultados no Pan de Santo Domingo, e Gustavo Borges foi um destaque de peso.
À noite, após o ensaio final, aconteceu o Congresso Técnico, o primeiro com Miguel Carlos Cagnoni à frente da CBDA. Ele parabenizou Marcelo Teixeira e a estrutura ceciliana, o que foi também digno de recíproca do dirigente ceciliano. Os técnicos também foram homenageados e receberam uma salva de palmas a pedido do diretor de natação Ricardo Prado, que também disse: "nosso objetivo é melhorar a CBDA e a nossa natação". Outro aplaudido foi Fernando Vanzella, técnico do SESI, pela vitória de Etiene, ao ser citado pelo novo vice-presidente da CBDA, Luiz Fernando Coelho. Já Ricardo Cordani, coordenador de esportes aquáticos, contou a história do torneio e confirmou: os Brasileiros de Inverno vão voltar. Outra boa notícia é que os calendários, de 2018 para 2020 estão quase prontos, só faltando ratificar. E ainda revelou que Saganihara, no Japão, vai ser o ponto de aclimatação para o ciclo de 2020, já a partir do Pan-Pacífico de Tóquio.
Outras novidades: haverá apenas uma seletiva para cada Mundial da FINA e, neste Finkel, apenas as provas olímpicas valerão índice técnico. Sendo assim, 50 borboleta, costas e peito não valerão pontos. Além disso, a Santa Cecília TV e a TV FAP vão transmitir tudo ao vivo, junto ao SporTV.
Com isso, o terreno está preparado. A festa vai começar. Acompanhem nossas atualizações no Twtiter e nossas fotos no Flickr, além do boletim no Antena Quebrada, ao vivo, pela Rádio Show do Esporte. Bom Finkel a todos nós!

(informações do Santaportal e Best Swimming - foto deste repórter)

domingo, 23 de julho de 2017

MUNDIAL BUDAPESTE 2017: GIGANTES PELA PRÓPRIA NATUREZA!!!



Depois de tanta crise, problemas, dúvidas e maré negra, finalmente a natação brasileira voltou DEFINITIVAMENTE!! Na primeira etapa de finais da natação no MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS, no 4 x 100 livre masculino, o Brasil conseguiu a prata mais dourada de toda a nossa história!! Que os Estados Unidos iam ganhar, era claro. O que não se esperava eram tempos fortíssimos de Gabriel Silva Santos, nosso querido Gabigol (Pinheiros, 48.30), Marcelo Chierighini (Pinheiros, 46.85 - se abrisse, era WR), Cesar Cielo (Pinheiros, 48.01) e Bruno Fratus (Internacional/Auburn, 47.18). Enquanto Caeleb Dressel (47.26), Townley Haas (47.46), Blake Pieroni (48.09) e Nathan Adrian (47.25) deram aos EUA 3:10.06, o Brasil ficou com 3:10.34. Um tempo extraordinário, uma medalha comemoradíssima e a certeza de que podemos, e devemos, com investimentos, sermos, sim, uma grande potência na natação. "A gente estava vislumbrando um resultado desses. É difícil ganhar dos EUA. Mesmo eu não estando confrortável nos 100 livre, tive a ajuda do Bruno e do Marcelo. Conversamos e nosso objetivo era esse. Nos superamos e eu sinceramente achei que nunca mais ia subir no pódio. Agora não falta mais nada", disse ELE. E a Duna Arena fez festa com o bronze da Hungria, que teve Dominik Kozma (48.26), Nandor Nemeth (48.04), Peter Holoda (48.48) e Richard Bohus (47.21). A primeira medalha local na jornada mundial. Ah, e no feminino teve até WR, visto que Sarah Sjostrom fez um sensacional 51.71. O primeiro da história. Mas isso não impediu mais um ouro dos USA, com Mallory Comerford (52.59), Kelsi Worrell (53.16), Katie Ledecky (53.83) e Simone Manuel (52.14) cravando 3:31.72.


Nos 100 peito masculino, tem boa e má notícia. Comecemos pela má: não tem Brasil na final. Felipe Lima (Minas/Auburn) fez 59.48 e João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros), 59.56. Ambos foram décimo e décimo primeiro, respectivamente. Também pudera, eles estiveram na primeira série, com só dois passando, e a segunda, até pelo sensacional 57.75 de Adam Peaty (GBR), estava forte demais. O oitavo tempo foi logo de 59.24, de Kirlii Progoda (RUS), que teve um final melhor que os brasileiros na primeira série. Isso comprova, e eis a boa notícia, que a prova de 100 peito é a mais forte de todos os tempos: quem não for rápido, perde o lugar. Para compensar, os dois brasileiros dos 50 borboleta vão para a final: Nicholas dos Santos (Unisanta), com 22.84, terceiro tempo, e Henrique Martins (Minas), 23.13, o sexto. O problema é que Caeleb Dressel (EUA) e Andrii Govorov (UCR) vem fortes, com 22.76 e 22.77. Tudo pode mesmo acontecer! E nos 200 medley feminino, bom, aliás, espetacular, tempo de Joanna Maranhão (Unisanta) na semifinal. Faltou até pouco pra final, mas o 2:11.24 foi suficiente para o novo Recorde Sul-Americano e para um bom décimo lugar, provando que Joanna tem muito a nos oferecer. Ah, preciso dizer que, com 2:07.14, o melhor tempo foi de Katinka Hosszu (HUN)? Já disse!
Nas outras provas, tudo conforme o script. Sun Yang (CHN) foi o vitorioso nos 400 livre deles com 3:41.38, deixando para trás Mack Horton (AUS, 3:41.38) e Gabriele Detti (ITA, 3:43.93). O mesmo pódio do Rio 2016, mas com posições trocadas entre ouro e prata. No feminino, Katie Ledecky (EUA) não foi aquela destruidora de recordes com quem nos acostumamos, mas venceu, com 3:58.34 e o novo RC. Já nos 100 borbo feminino, saberemos amanhã quem é prata. O ouro é de Sarah Sjostrom, com certeza. A sueca hoje fez 55.77. Emma McKeon (AUS) sai um pouco na frente desta disputa, com 56.23.
E este foi só o primeiro dia. Amanhã, tem os 100 costas (com Guilherme Guido no masculino), 100 peito feminino, 200 livre masculino e as finais dos 1500 feminino e das provas de hoje. O começo foi bom! Vem mais medalha aí???

(informações do Best Swimming, Yes Swim, CBDA, Globo.com e Swim Channel - fotos do Yes Swim e de Satiro Sodré/SSPress/CBDA)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR: SHOW!




Não há outra palavra para descrever a primeira etapa do CAMPEONATO PAULISTA JÚNIOR E SÊNIOR DE INVERNO - TROFÉU SALVADOR GRANIERI SOBRINHO: SHOW! Show de natação, show de arquibancada lotada e animada e, mais importante: show de recordes!
A começar por Joanna Maranhão (Unisanta). Para mostrar para o mundo que, mesmo com 30 anos, tem uma alma de adolescente, a pernambucana pôs no chão o Recorde BRASILEIRO dos 1500 livre na sua prova, na categoria Sênior. Antes, eram 16:26.90. Agora, simplesmente, 16:26.43. E não foi só isso: ela abaixou o RC dos 200 costas (que eram dela): de 2:17.13 foram 2:13.76. Isso, porque ela ainda tem mais sete provas para nadar (duas valendo). "O que eu gosto mais na natação? A chance de me despir de qualquer vaidade, me reinventar e curtir cada passo do processo. Isso, ninguém tira de mim, ainda que me chamem de 'velha'", disse ela nas redes sociais.
Ainda tivemos mais: Clarissa Rodrigues (SESI) agora é a nova recordista dos 50 livre Júnior 2. Foi o primeiro RC do evento: 26.46, derrubando os 26.70 que Flávia Lacerda (então no Pinheiros) fizera há 7 anos, em São Caetano do Sul: "não foi o melhor tempo da minha vida, mas foi bem próximo. Mesmo assim, foi bom tempo, então me sinto satisfeita", disse a conterrânea de Joanna. Já Letícia Rodrigues (Corinthians), que já tinha o recorde dos 1500 livre Júnior 1 (17:25.97, feito ano passado na Antártida, ops, em Sanca), agora tem o do Júnior 2, 17:14.68, pondo ao chão os 17:19.45 que Ana Marcela Cunha (Unisanta) fizera também em São Caetano. "Não esperava esse recorde, porque era marca forte. Mas acho que isso era um bom processo de treinamento e o tempo saiu". Perguntada sobre a possibilidade de, assim como Ana, nadar no mar, ela nos falou: "tenho muito medo de mar. Já pensei em tentar, mas quem sabe?".
Outros grandes recordes foram os de Julia Sebastian (Unisanta) nos 100 peito sênior, após intensa disputa com Jhennifer Alves da Conceição (Pinheiros): 1:09.70 x 1:09.93; de Beatriz Lima e Silva (SESI) nos 200 costas Júnior 2 (2:18.10), de Leonardo de Deus na mesma prova, mas no sênior masculino (2:00.37) e de Brandonn Pierry Almeida (Corinthians), nos 1500 livre sênior, com 15:26.12. Em Agosto, ele parte para South Carolina e o irmão Bruce vai representar a família dali para frente: "é gratificante fazer parte da história do Branndonn, não só como irmão, mas um incentivando o outro. E agora que ele vai, vou seguir em frente. Sentirei saudades, claro, mas é por um bem maior.
Mas deixei o melhor para o final: Guilherme Costa (Unisanta), o Cachorro Gigante, atacou novamente, e mostrou que vai com tudo para Budapeste: nos 1500 livre Júnior 2, ele pôs ao chão o PRÓPRIO RECORDE SULAMERICANO que fizera no Regional de 1º de Abril. Antes, 15:05.23. Agora: 15:02.18. Vamos repetir: 15:02.18. Ou seja: o 14 tá perto de ser real! "Me senti muito bem na prova, me sinto muito bem nadando aqui. É minha segunda casa. A expectativa é do sub-14. Estou muito preparado e este Paulista me deu mais confiança ainda para o Mundial". É, Cachorrão, você é SENSACIONAL!!!

ELA MERECE!
Na abertura do Campeonato, Marcelo Teixeira, pró-reitor do Santa, deu as boas vindas aos atletas e desejou um novo show de recordes. Já o presidente da FAP, Marcelo Biazoli, elogiou os Teixeira pela iniciativa de unir esporte e educação. E prestou uma bela, singela e merecida homenagem para a primeira mulher medalhista olímpica em esportes aquáticos, Poliana Okimoto: "que você leve adiante os bons exemplos que você deu às novas gerações".
Poliana, claro, não esperava. "Fico feliz pela homenagem. Há tanto tempo represento os clubes de São Paulo. E fiquei muito feliz pela Federação ter reconhecido os meus tempos e recordes. Estou há muito tempo na estrada e tenho um recorde paulista que tem 21 anos. Espero que as meninas se inspirem nessa história". Anna Beatriz Machado (Praia Grande) já tá se inspirando!!

E O PLACAR INDICA...
A Unisanta largou na frente para tentar um título que não vem desde 2011: 402 pontos. O Timão vem logo atrás, com 244 pontos, seguido pelo SESI, 186, e pelo Pinheiros, 167. Confira aqui os resultados completos.
Amanhã cedo, tem mais, com 200 livre, 400 medley, 50 peito, 100 borboleta e 4 x 200 livre. O problema é que a frente fria já está perto de Santos, mas o teto coberto do Santa vai evitar o que aconteceu em São Caetano ano passado. Só está no começo, caros.

Confiram aqui as fotos da etapa

(direto da Unisanta - informações adicionais da FAP, Best Swimming e Yes Swim - fotos deste repórter)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

TML2017: Esta data querida...




A festa comemora os 10 anos do Parque Aquático Maria Lenk, e o melhor dela foi hoje. Nisto pode-se resumir esta etapa de finais do TROFÉU MARIA LENK, no Rio. Uma festa completa, com direito a Parabéns. Muitos Parabéns.
E quem teve muitas felicidades foi Gabriel Silva Santos (Pinheiros). No dia em que completa 21 anos, comprovou que era um dos favoritos no 100 livre masculino, e ainda fez o terceiro melhor tempo do mundo, 48.11. A cereja do bolo: "acho que não tinha presente melhor. Agora é só agradecer e comemorar a todos os que me ajudaram neste resultado. Foi sensacional. A cada melhora me motiva. Quase fiz 47, mas vou treinar mais. Tem muita competição ainda". Sobrou para Marcelo Chierighini e Cesar Cielo, respectivamente com 48.76 e 48.92, baterem palmas no pódio. Quem também fez a festa foi Manuella Lyrio (Pinheiros), que na falta de Larissa Martins Oliveira (Pinheiros), honrou o Azulnegro do Jardim Europa e fez 54.80, deixando atrás Daynara de Paula (SESI, 55.36), Graciele Herrmann (GNU, 55.92) e Alessandra Marchioro (Unisanta, também 55.92). Ela mesmo admitiu que poderia ter feito melhor: "com as faltas da Larissa e da Etiene (Medeiros, SESI), o nível da prova foi ruim. Apesar deste ter sido meu melhor tempo, a gente mesmo admite que poderia ter feito melhor. Mas estou muito satisfeita. Para o que a gente estava buscando, foi até bom me sacrificar dos 400 Livre".
As luzes também brilharam para dois nadadores pinheirenses nos 50 peito. Jhennifer Alves mostrou que está na melhor fase de sua vida e agora é a nova recordista sul-americana do lado feminino da prova, com 30.63. "Estou muito feliz. Era uma marca que eu estava procurando há muito tempo, essa barreira de 31 que agora foi quebrada. Tenho orgulho de todo trabalho que eu fiz até aqui", disse a Friburguense reiterando que toda a mágoa pela disputa entre Pinheiros e Flamengo foi parte do passado. No masculino, todos esperavam um show de Felipe Lima (Minas/Auburn), mas aí veio João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros) e derrubou o tempo dele para 26.83, 7 centésimos apenas acima do RS de Felipe França (então no Corinthians, hoje na Unisanta), novo RC e, atenção, SEGUNDO melhor tempo do planeta no ano, atrás somente de Adam Peaty (GBR). "Estou muito feliz com esse resultado. O 26 bateu muitas vezes na trave, mas hoje eu consegui. Saio feliz dá competição mas, claro, tem muitos detalhes para a gente acertar para o Mundial. Sendo convocado para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS, eu farei esta prova. Só esperar dia 11 para sair a lista de convocação", disse ele. É importante lembrar que será nesta data que saberemos se vão apenas oito ou mais para Budapeste.
A grande expectativa de Etiene Medeiros é estar na convocação. Ela venceu os 50 costas feminino com 27.82. Aparentemente pode até ser um tempo aquém do esperado para a vice-campeã Mundial desta prova. Mas ela está voltando de uma fortíssima gripe e compensou fazendo o quinto tempo do ano nesta prova. "Ainda não me sinto cem por cento, mas gosto de pensar que esta é uma oportunidade única. Tenho que dar o meu máximo, afinal, por mais que eu esteja doente, eu tenho que lidar com o corpo. Tenho que tentar me superar para os 50 livre", disse, deixando claro que ainda não está entre os oito. "Trabalho muito com o pé no chão. Vou tentar me recuperar para os 50 livre. Há outras provas que outras meninas mandariam bem". No pódio, outra aniversariante: Ana Giulia Zortea (Pinheiros/Florida) fez um bom 29.54 e entre elas, Andrea Berrino (Unisanta), 28.54. No masculino, Guilherme Guido, com sobras, confirmou que quer Budapeste e, se não teve recorde, teve o quarto melhor tempo do mundo com 24.72. "Mas não é isso que é importante. Eu uso estes 50 para que eu possa passar mais rápido os 100, e ponto. E me dá mais confiança para o revezamento 4 x 100 medley sábado. Que vale para o ranking mundial e para mim, para saber que estou na melhor forma", disse Guido, que afirmou ter gostado do tempo. "Me preocupo mais com os 200 do que com os 50".
Nos 200 borboleta, nem o maiô rasgado impediu Joanna Maranhão (Unisanta) de alcançar a 33ª vitória. Aos T-R-I-N-T-A anos, ela ainda bateu mais um Recorde Sul-Americano, com espetaculares 2:09.22. E ela revelou seus segredos: "Uma competição acumulativa, levando em conta que estou nadando muita prova. Mas estou com um desempenho muito bom. Eu tenho 30 anos (N. do E.: nem parece). Então, estou quase sempre a primeira a chegar e a última sair. Estou fazendo muita recuperação depois das provas: gelo, bota, soltura, massagem e depois da prova boto música clássica para relaxar e alimentação balanceada para melhorar. O carro não é zero, então tem que tomar mais cuidado que antes. Amanhã vou para os 400 medley, que é minha prova favorita. E espero colar o maiô", disse a pernambucana. É importante lembrar que só é vetado o maiô rasgado nas partes íntimas, segundo as regras da FINA.
E quem também rasgou-se de felicidade foi Leonardo de Deus (Unisanta). Ele enfim superou a barreira do 1:55 e fez 1:54.91 na parte masculina da prova. Novamente este é o quarto melhor tempo do mundo e a felicidade estava estampada no rosto do Divino: "estou muito feliz. Há muito tempo estava tentando este 1:54. E estou vivendo um ano mágico: estou mais próximo dos meus pais, vou me casar, mudei de clube, de técnico, estou com estrutura que sempre sonhei ter. E sou muito grato ao Marcelo Teixeira, que vem fazendo este investimento alto na natação. Mesmo com o péssimo resultado, ele continuou investindo nos atletas, fazendo um time forte. E estou querendo buscar a tão sonhada medalha com esta camiseta". Inclusive, foi Marcelo Teixeira Filho, filho do pró-reitor ceciliano, quem fez a premiação. Leonardo ainda rendeu homenagens à irmã Deborah e ao sobrinho Otto.

DUAS ETAPAS FALTANDO PARA O FIM...
Já entrando na reta de chegada do Lenk, tudo indica que vem aí mais uma taça para o Jardim Europa. O Pinheiros disparou com 1295 pontos e deixou Minas e Unisanta mesmo a brigar pelo vice. O time de BH tem 1042 e o de Santos, 1000,50.
E esta etapa fez profundas mudanças no Clube dos Oito, que é os que, com certeza, vão para Budapeste. A ver:

1. Felipe Lima do Minas 100 peito 59.32 930 pontos
2. Gabriel Santos do Pinheiros 100 livre 48.11 927 pontos
3. João Luiz Gomes Jr do Pinheiros 100 peito 59.41 926 pontos
4. Thiago Simon do Corinthians (agora na Unisanta) 200 peito 2:10.78 915 pontos
5. Leo de Deus do Unisanta 200 borboleta 1:54.91 913 pontos
6. Marcelo Chierighini do Pinheiros 100 livre 48.46 907 pontos
7. Henrique Martins do Minas 100 borboleta 51.57 901 pontos
8. Guilherme Guido do Pinheiros 100 costas 53.78 900 pontos
8. Brandonn Almeida do Corinthians 400 medley 4:12.49 900 pontos

Ampliada a lista, são altas as possibilidades de serem incluídos Vinícius Lanza (Minas/Indiana), Joanna, Manu e Etiene.
Para o Mundial Júnior, nada mudou, a não ser as posições:

1. Caio Pumputis do Pinheiros 200 peito 2:13.95 852 pontos
2. Lucas Peixoto do União 100 livre 50.02 825 pontos
3. Fernanda Goeij do Curitibano 100 costas 1:02.04 822 pontos
4. Breno Correia do Pinheiros 100 livre 50.15 818 pontos
5. Matheus Gonche do SESI-SP 200 borboleta 1:59.62 810 pontos
6. Rafaela Raurich do Curitibano 200 livre 2:01.34 807 pontos
7. Maria Luiza Pessanha do Marina Barra 100 costas 1:02.73 795 pontos
8. João Paulo Pacheco do Fluminense 400 livre 3:59.11 780 pontos

Lembrando que aqui, você confere os resultados completos do evento. 
E no penúltimo dia de jornadas na Barra, teremos um pouquinho mais de tempo, porque haverá os 400 medley, 200 livre, 200 costas, 50 borboleta e 4 x 100 livre. Só prestar atenção no horário das finais: 19:30, porque o SporTV entra na jogada com Cláudio Uchoa, Alex Pussieldi e Mariana Brochado.
Esperamos que, depois de tudo, o clima na natação brasileira seja de festa.

Confira aqui as fotos do evento
(direto do Rio de Janeiro - informações adicionais do Best Swimming, Yes Swim, CBDA, Guilherme Costa e Folha de São Paulo)

terça-feira, 2 de maio de 2017

TML2017: A luz de Joanna superou os blecautes

Poderíamos dizer que foi uma etapa cheia de muitos contrastes a primeira de finais do TROFÉU MARIA LENK 2017, que está acontecendo desde esta terça-feira. Todos esperavam tempos sensacionais e eles vieram. O que não se esperavam foram dois blecautes que interromperam a etapa. Mas acima de tudo isso, uma pernambucana que, há dias, completou 30 anos, mas tem em si uma adolescente de 15 anos, disciplinada e guerreira. E foi dela o melhor momento desta tarde-noite.
Claro que falamos de Joanna Maranhão (Unisanta) que, nos 400 livre feminino, não só mostrou quem manda, como fez o novo Recorde Brasileiro da prova: 4:09.41, derrubando por sete centésimos a marca da ex-companheira de time Manuella Lyrio (Pinheiros) e passando a ser, com 30 triunfos, segunda mulher mais vencedora da história da competição atrás apenas de Fabíola Molina com 45. "Eu saí na frente para ser feliz e me jogar. Nunca imaginei que podia fazer o tempo que queria fazer", disse Joanna, que agradeceu também às suas companheiras de time: "não poderia estar sozinha. Não teria conseguido sem Ana Marcela (Cunha), sem Gabi Roncatto, a equipe da CTE. Me sinto bem do jeito que estou agora, até com a ajuda do meu marido (Luciano Corrêa) nas barras da vida". E nos falou seu segredo: "já cometi todo tipo de erro, mas agora, aos 30 anos conheço bem e meu corpo, e por isso eu só treino cada ano mais rápido e cada vez melhor. Nunca fosse imaginar, mas aconteceu e sei que posso mais".



Quem também crê nisso é Guilherme da Costa (Unisanta), outro recordista da jornada também nos 400 livre. Em um final empolgante na disputa com Luiz Altamir (Pinheiros), o Cachorrão teve uma última piscina espetacular e sensacional para cravar 3:49.49, derrubando os 3:49.62 que o agora companheiro de Unisanta Leonardo de Deus (então no Corinthians) fizera no extinto Parque Aquático Olímpico. Altamir chegou um segundo depois. "A gente imaginou que o Altamir ia passar um pouco à frente e eu poderia acreditar no meu final de prova. Deu certo e queria agradecer ao Rogério (Karfunkenstein, coach de Costa), porque ele foi maravilhoso comigo e nada disso seria possível sem ele. Eu acredito que esta geração mais jovem é muito forte e virá assim para 2020", disse. Enquanto Guilherme era só alegria, Altamir nem tanto: "não foi nem perto do que eu esperava. Queria um tempo mais baixo. Fiz tudo o que podia que fazer no treino. Mas foi só a minha primeira prova".
Nos 100 borboleta, vitórias de raia 4, como esperado. Daiane Dias (Unisanta) foi a primeira vitoriosa da jornada, com 58.98, o seu melhor tempo ever. "Foi difícil este primeiro semestre para conseguir apoio, mas a Unisanta me acolheu bem. Queria 58. Foi por pouquinho, mas deu", disse a capixaba, terceira vez campeã da prova, segunda seguida. No masculino, Henrique Martins (Minas) faturou, mas não melhorou o tempo, fazendo 51.82, seguido de Vinícius Lanza (Minas/Indiana), com 52.02. Lanza, aliás, revelou a Guilherme Costa (o do blog Brasil em Tóquio) como começou na natação: "minha família era de pescadores. Todo mundo gostava tanto de pescar, viajando até por lugares como o Pantanal. Aí meu pai decidiu: 'temos que botar ele para nadar, para cuidar de si mesmo'. Comecei com 3 anos e tomei gosto. Eu, atualmente, não pesco desde que me mudei, mas era feliz pescando com meu pai". Eis porque ele pesca bons resultados, com o perdão do trocadilho.
Aliás, as argentinas também pescam excelentes resultados nas provas de peito. Nos 100 feminino, deu Macarena Ceballos (Minas), com Julia Sebastian (Unisanta) logo atrás, por cinco centésimos (1:08.00 a 1:08.05), cabendo o bronze a Jhennifer Alves (Pinheiros), com 1:08.43. "Há anos Julia vem ganhando nos Brasileiros. Por isso busquei também esses resultados, até porque nos Sulamericanos a Argentina também tem ganho provas de peito. É um forte argentino", falou Macarena. No masculino, os brasileiros são dominantes: João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros) faturou, com 59.41, superando Felipe Lima (Minas/Auburn), que fizera o melhor índice da manhã, mas que à tarde fez 1:00.05, e Pedro Cardona (Pinheiros), com 1:00.12. E ele garantiu: quer mais Olimpíadas. "Apesar do quinto lugar nos 100 peito no Rio 2016, me mostrei feliz com meu desempenho. Estou querendo sim ir à Tóquio e vou melhorar para que isso aconteça", disse João, que teve, lembremos, o melhor resultado brasileiro na natação dos Jogos.
 
Uma das provas das quais a Unisanta veio forte são essas garotas da foto acima: Gabi Roncatto, Andrea Berrino, Alessandra Marchioro e Daiene Dias. Juntas, elas levaram o Santa à vitória no revezamento feminino 4 x 50 livre com 1:41.27. E olho na paranaense: ela fez 24.32 e há grandes chances de que ela faça um tempaço na prova de sábado. Falando em tempaços, no seu retorno às águas, Cesar Cielo (Pinheiros) repetiu o mesmo que fizera em Barcelona, há quatro anos: 21.32. Ele ajudou o Pinheiros a faturar a versão masculina da prova com 1:27.15, junto com Gabriel Silva Santos, Marcelo Chierighini e Pedro Spajari. Olho também em Chierighini, que fez 21.65, Spajari, 21.82, Italo Manzine (Minas), 21.61 e Henrique Martins, 21.84. Eles e Bruno Fratus (Internacional/Auburn) podem esquentar a piscina no sábado.
E nas séries dos Juniores, destaque, claro, para Murilo Sartori (Americana), que fez 3:59.77, seu melhor tempo ever, e caminha a passos largos para o MUNDIAL JUNIOR de Indianapolis.

E ASSIM FICOU O PLACAR
Apesar do Santa ter mais vitórias no dia de hoje, a liderança é do Pinheiros, com 347,50. O Minas vem logo atrás, 329,5. Já o time de Santos é o terceiro, com 269. O SESI está em quarto, com 76 pontos e o União completa o Top-5 com 70. No site de tempos do evento, todos os resultados estão.
Nesta quarta, a festa continua, com os 100 costas, 200 medley, 1500 livre delas, 800 livre deles e, na noite, os 4 x 200 livre. Apesar dos apagões, o prenúncio é de que vem coisa boa...

Confira aqui as fotos desta jornada

(direto do Rio de Janeiro - informações adicionais do Best Swimming, Yes Swim, CBDA e Terra - fotos deste repórter e da E5+ Comunicação)

domingo, 2 de abril de 2017

REGIONAL: Não foi só o Cachorrão


Inesquecível. Assim podemos considerar o TORNEIO REGIONAL da 7ª Região da Federação Aquática Paulista, ocorrido neste sábado na Unisanta, em Santos. A começar, porque choveu, fez sol, choveu, fez sol, e este clima ameno ajudou nas boas disputas ocorridas. Inclusive, teve até Recorde Sul-Americano, feito por Guilherme da Costa (Unisanta), o Cachorrão, nos 1500 livre. Mas disso nós já falamos...
Quem veio ver as feras do Santa não se decepcionou: os estreantes fizeram um bom trabalho. Joanna Maranhão, por exemplo, foi a segunda colocada nos 100 livre, com 57.11, Felipe França fez bons 28.35 nos 50 peito, Leonardo de Deus foi ótimo nos 100 borboleta, com 54.57, Thiago Simon doutrinou os 200 livre com 1:51.28 e Carolina Bilich faturou os 400 livre com 4:24.17. Já Julia Sebastian (ARG), agora moradora de Santos, dominou as provas de peito, fazendo 32.12 nos 50, 1:09.67 nos 100, 2:30.41 nos 200. A se destacar também Etiene Medeiros (SESI), com bons 29.57 nos 50 costas, a ontem aniversariante Isabel Fagundes, da casa, com 2:06.99 nos 200 livre, e a também local Ana Marcela Cunha com bons 17:05.09 na versão feminina dos 1500 livre. Mas o grande destaque feminino da competição foi Alessandra Marchioro (foto), vitoriosa nos 50 livre com 25.87, 50 borboleta com 28.93 e 56.13 nos 100 livre.
Do lado masculino, os melhores resultados foram de Brandonn Pierry Almeida (Corinthians/South Carolina), que em sua "farewell tour" para ser um Gamecock a partir de Agosto, já deixou claro que está em grande fase. Faturou os 200 medley com 2:04.05 (tendo o irmão Bruce em segundo, com 2:10.92), os 400 livre com 3:55.60 e fez 4:18.78 nos 400 medley (novamente com Bruce logo atrás, 4:18.78). Guilherme Costa, o grande nome do torneio, ainda fez 8:12.26 nos 800 livre para fechar a festa no Santa.
Que festa, aliás. Um sábado inesquecível, que merece ser emoldurado e mostrar que sim, existe esperança para a natação brasileira.

Aqui estão os resultados completos e, aqui, as fotos deste repórter para a jornada.

(informações adicionais da FAP, do Best Swimming e da Yes Swim - foto deste repórter)

segunda-feira, 20 de março de 2017

GIRO GERAL: ELE e o mundo


Nação, pela primeira vez em 2017, temos a nossa mais tradicional seção de notícias das águas, o GIRO GERAL, destacando que, agora sim, e apesar de tudo, temos natação no Brasil neste ano. Destaque para a volta de Cesar Cielo (Pinheiros), a estreia de Joanna Maranhão (Unisanta) nas águas abertas, o Metropolitano de Natação em BH e a NCAA feminina. Vamos?

O RETORNO DO HOMEM
O grande evento da natação brasileira neste fim de semana foi mesmo o TORNEIO REGIONAL da 1ª Delegacia da FAP, o primeiro no Pinheiros desde 2014. Isto porque marcava não apenas a apresentação oficial do Azulnegro para imprensa e torcedores, como também o primeiro evento d'ELE desde seu retorno ao mesmo Pinheiros que o viu bater o recorde mundial dos 50 livre no Open de 2009. E ele não fez feio: nadando apenas as provas dos 50 livre e borboleta, fez bons tempos para quem não nadava desde Abril passado, quando falhou na derradeira tentativa de se fazer presente nos JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, sendo terceiro lugar nos 50 livre do TROFÉU MARIA LENK. Nos 50 livre, bons 22.44, 15º tempo do mundo, e nos 50 borbo, excelentes 23.75, 6º tempo do ano. O evento não teve premiação, e por isso os tempos não irão contar para o Ranking da FINA. Mas valeu a pena enfrentar a chuva para rever o maior ídolo da natação brasileira. Outros destaques foram para o ex-Flamengo Luiz Altamir (Pinheiros), que estreou bem no clube com três vitórias. quais sejam: 200 livre (1:50.37), 200 borboleta (1:58.93) e 400 livre (3:53.14). A namorada, Giovanna Diamante (Pinheiros), que agora conta com a companhia da irmã Carolina (Pinheiros), ex-SESI, fez 2:13.45 nos 200 borboleta, sua melhor marca. Já Brandonn Pierry Almeida (Corinthians), aniversariante desta semana, fez uma boa maratona com 10 provas, destacando-se os 4:21.01 nos 200 medley, enquanto Jhennifer Alves (Pinheiros) começou bem sua segunda temporada, com 31.85 nos 50 peito. Os demais resultados do torneio, que teve Pinheiros, SESI e Corinthians como destaques, aqui veem.
Enquanto isso, em Santos, os times da região e o Centro Olímpico se reuniram para o TORNEIO REGIONAL PETIZ A JUVENIL, na piscina chuvosa da Unisanta. O destaque masculino foi Lucas Santos Ferreira de Souza (Unisanta), Juvenil 1, vitorioso nos 50 livre (24.44), 100 borboleta (1:01.42) e 100 livre (53.63). No feminino, destaque para Yasmin Lopes (Centro Olímpico), com ótima vitória nos 400 livre (4:49.67). Aqui, os demais resultados.


A GRANDE ESTREIA DE JOANNA
Depois de sensacionais resultados no Open de Madrid, Joanna Maranhão voltou ao Brasil determinada a fazer uma boa estreia nas maratonas aquáticas, na primeira etapa do CAMPEONATO BRASILEIRO DE MARATONA AQUÁTICA, em Porto Belo (SC), em prova de 5 km. E não podia ter ficado melhor. Em mais uma vitória de Ana Marcela Cunha (Unisanta, 1:00:53), Joanna terminou num ótimo quarto lugar, com 1:00:59, tendo entre as duas cecilianas, duas do GNU, Betina Lorscheitter e Viviane Jungblut, que terminaram com 1:00:55 e 1:00:57). Ana, vinda do 12º lugar em Abu Dhabi, comemorou o bom resultado: "Tenho o maior respeito por todas as atletas, por mais que sejamos considerados favoritos, quando estou nadando quero fazer o meu melhor. Tivemos uma chegada forte, no final vi a Joanna lado a lado, sei que é a primeira prova, mas sei que ela é rápida, então coloquei mais força ali no final e deu certo", disse à CBDA. Já Joanna celebrou a sua estreia: "Contornar bóia não é fácil, mas o mais difícil é enxergar as bóias e acelerar tirando a cabeça da água pra acertar o pórtico de chegada. Também tava com um pouquinho de medo da metragem, tipo: 'será que vou sofrer muito?'. Mas não, quanto ao condicionamento físico, nada de outro mundo (com certeza isso muda na prova dos 10 e dos 25km). Eu amei e quero mais! Aprender um pouco mais da próxima vez", disse. No masculino, em prova que não contou com Samuel de Bona, que optou por parar, vitória de Diogo Villarinho (Minas), em um ótimo final, com 57:29, seguido de Fernando Ponte (GNU), com 57:36, e Victor Colonese (Unisanta), que chegou um segundo depois. "Voltei há uma semana de Abu Dhabi, onde fiquei em 20º lugar, e ainda competi em Minas durante os últimos dias, então foi um pouco corrido, mas bom, nadei muito bem. Este é um ano de recomeço no Minas, depois de um ano voltei pra casa, e o trabalho com o Sergio (Marques, treinador) é bem recente, mas já está dando certo", disse. A próxima etapa será a Seletiva para o Mundial, em Foz do Iguaçu, nos dias 11 e 13 de Maio.


HENRIQUE COMANDA A FESTA NO METROPOLITANO
Em Minas, também houve evento de apresentação: o tradicional METROPOLITANO de natação em Belo Horizonte reuniu um grandioso timaço para apresentar para o público o novo Minas. E os tempos foram espetaculares também, principalmente para Henrique Martins. Ele fez um de seus melhores tempos sem traje nos 100 borboleta e o melhor índice técnico da jornada: 52.70, provando que ele está a fim de superar os 51.92 que fizera ainda com os trajes, em 2009, pelo Pinheiros. Ele ainda fez o 5º melhor tempo do mundo nos 50 borboleta, 23.73, dois centésimos abaixo do que fizera ELE no Pinheiros. Destaque também para as grandes disputas nos 100 costas, onde Gabriel Fantoni bateu um centésimo antes de Nathan Bighetti (56.26 x 56.27) e nos 1500 livre, com Lucas Kanieski vencendo Diogo Vilarinho (sim, ele estava lá antes de ir a Santa Catarina) por pouco mais de um segundo (15:39.58 a 15:40.82). No feminino, destaques para Bruna Rocha e Renata Sander, vitoriosas no peito e no borboleta, além de Camila Mello, com bons 4:25.56 nos 400 livre. Mas que falta fizeram Maria Paula Heitmann (Minas/Indiana) e Andressa Cholodovskis Lima (Minas/Nevada), que podem desequilibrar no MARIA LENK... Confira os resultados aqui.


KATIE NÃO DEU SHOW...
A estreia de Katie Ledecky (EUA) no campeonato feminino de natação da NCAA foi cercada de expectativas. Inclusive, ela aniversariou no meio da competição, que aconteceu em Indianapolis, na mesma piscina do Mundial Júnior, a da IUPUI, e esperava dar bom presente. Mas aconteceu o inesperado: ela não deu o show esperado por todos. Apesar de ter vencido suas provas, até com recordes (500 jardas livre - 4:24.06, 200 jardas livre - 1:40.36 e 1650 jardas livre - 15:07.70), foi supreendida empatando a prova das 200 jardas livre com a até então desconhecida Mallory Comerford (Louisville), treinada pelo brasileiro Arthur Albiero. Foi um final sensacional de Mallory, deixando para trás também a campeã olímpica Simone Manuel, bronze com 1:40.70. E a zebra nem esperava tão bom resultado.
Isto colaborou para que Katie Ledecky perdesse o título de MVP da competição para Kathleen Baker (California), vencedora de três provas com três melhores tempos, ou seja, 100 costas (49.84), 200 costas (1:48.44) e 200 medley (1:51.69). Stanford, pelo menos, consagrou-se campeã, com 526,5 pontos, conforme o script. A jornada contou com a presença de Maria Paula Heitmann, que esteve no revezamento 4 x 200 livre, vencido por Stanford com um passeio: 6:45.91, novo RC. Heitmann fechou o revezamento de Indiana com 1:46.38, dando-lhe o 12º posto. Aqui, os demais resultados.

(informações do Best Swimming, Yes Swim, Swim Channel, Swimming World, UOL e Terra - fotos de Carlo Monni, do Instagram de Joanna Maranhão, assessoria de imprensa do Minas e Swimming World)

segunda-feira, 13 de março de 2017

MADRID: Joanna quase perfeita e Hagino perfeito no Open

Neste fim de semana aconteceu o Open Absoluto Ciudad de Madrid de Natação, na capital espanhola, precisamente no Parque Aquático Mundial 86, construído para o MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS daquele ano. E dois foram os grandes nomes do certame. Uma delas, nossa!
Joanna Maranhão (Unisanta) não poderia ter melhor estreia pelo time ceciliano. Quatro ouros e uma prata. A prata foi nos 400 medley, com 4:46.49 (Borboleta – 1:04.36, Costas – 1:13.67, Peito – 1:24.83 e Crawl – 1:03.63), atrás apenas da japonesa Yui Ohhashi, que fez 4:41.24. Já os ouros foram nos 200 borboleta, com 2:12:15 [30.66, 1:04.19 (33.53), 1:37.97 (33.78), 2:12.15 (34.18)]; 800 medley, com 8:45.01 (4:23.02, 4:21.99), sendo, inclusive, a única a nadar abaixo de 9; 400 livre, com 4:13.71 (2:06.49, 2:07.22); e nos 100 borboleta, com ótimos 1:00.69 (29.06, 31.63). Grandes tempos, que demonstraram que ela ainda tem muito a nos oferecer. Seu próximo desafio será nas águas abertas, no próximo sábado, quando rola a primeira etapa do CAMPEONATO BRASILEIRO, em Porto Belo (SC).
O destaque masculino foi Kosuke Hagino (JAP), regressado depois do ouro nos 400 medley no Rio. Ele faturou suas cinco provas: 100 costas (56.29), 400 medley (4:15.23), 200 livre (1:47.95), 200 medley (1:58.07) e 400 medley (3:49.21).
Os demais e completos resultados aqui estão.

(informações da Real Federacion Madridista de Natación e do Best Swimming - foto do Instagram de Joanna Maranhão)

terça-feira, 7 de março de 2017

Em Madrid, Joanna estreia pelo Santa com 5 provas

Num fim de semana movimentadíssimo pelas águas mundiais, já começamos a destacar os eventos mais importantes - e até os que poderiam passar batido - que vão rolar para mostrar que 2017 começou mesmo para os nadadores. Os nossos, inclusive.
Nesta sexta, e até domingo, rola na Espanha o Open Absoluto Ciudad de Madrid de Natação, no Centro Deportivo Mundial 86, obviamente na capital espanhola. O nome do parque aquático remete ao Mundial de Esportes Aquáticos lá ocorrido, há 31 anos. O Open tem o mesmo estilo dos Campeonatos Paulistas: provas únicas, sem finais, com os três primeiros sendo premiados.
Cerca de 500 participantes da Espanha e do Mundo lá vão tomar parte. E uma delas é Joanna Maranhão (Unisanta), única representante brasileira e que estreará lá pelo time de Santos, nadando cinco provas (que é o limite máximo): 200 borboleta, 800 livre, 400 medley, 400 livre e 100 borboleta, provas que é especialista. Para saber quando ela disputará as provas, clique aqui, para ver o balizamento completo.
Temos certeza de que ela vai começar sua jornada com o pé direito.

(informações da Real Federacion Madridista de Natación e do Best Swimming - foto de Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A ressureição começa em Santos


Foram três semanas parado, para que este repórter curta a vida. Mas estamos de volta. 2017 acaba de começar. Até agora, não sabemos quais, nem quando, serão as competições aqui no Brasil. Tampouco sabemos se os Correios vão continuar mesmo como patrocinador oficial, mesmo com verba menor. Só sabemos que tem muita mudança no mundo da natação. E o time que mais ganhou gente este ano foi a Unisanta, de Santos. Mesmo tendo perdido Matheus Santana para o SwimMac, de Charlotte, e Felipe Ribeiro para a Florida State (este ainda vai defender o Santa em competições nacionais), o time santista ganhou muitas novidades para a temporada que se inicia.
A primeira delas é Joanna Maranhão. Dispensada na última semana pelo Pinheiros, segundo o UOL, "por ser considerada 'velha demais' para uma nova Olimpíada", mesmo tendo uma renovação praticamente acertada, ela não se deixou abater e, aos 29 anos, deu mais uma chance para recomeçar. "Eles querem me aposentar, mas ainda não vou parar não. Eu vou para a Universidade Santa Cecília, em Santos. Continuarei treinando três semanas em Belo Horizonte e uma passarei em Santos", afirmou a nadadora via Stories do Instagram. Ela se mudou para a capital mineira para ficar mais tempo com o agora marido Luciano Corrêa, que continua treinando pelo mesmo Minas que os juntou. Além disso, segundo a mãe, Therezinha, ela deve disputar algumas provas de maratona aquática. "Quando era mais nova, ela competiu aqui em Pernambuco numa prova de três quilômetros e chegou em segundo lugar e, recentemente, nadando em Belo Horizonte ganhou uma competição de longa distância''. A Unisanta já tem um time de especialistas: Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha e Victor Colonese.
Quem também estão chegando são dois ex-Corinthians e uma ex-Minas: Leonardo de Deus já deixou recado nas redes sociais agradecendo o Timão pelos anos de parceria e já está acertado com o time ceciliano. Vem com ele Thiago Simon, que também não teve o contrato renovado. Quem já está por lá é Carolina Bilich, que deixou o Minas depois de anos defendendo a Máquina.
Pode ser o início do mais forte time que a Unisanta já formou? Veremos. Aguardemos por novidades.

(informações do Best Swimming e do UOL - fotos deste repórter e do Facebook de Carolina Bilich)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

TROFÉU JOSÉ FINKEL: Aleluia, aleluia, aleeeluiaaaaaa...


Agradeçam aos céus: saiu, enfim, o primeiro índice para o Mundial de Piscina Curta de Windsor no TROFÉU JOSÉ FINKEL, que está acontecendo em Santos, na "piscina mágica" do Internacional. Um não: dois. Ambos, nos 200 peito deles, cujo índice era de 2:04.29. E ambos do Corinthians. O penapolense Thiago Simon fuzilou seu próprio Recorde Sul-Americano. Em Guaratinguetá, ele fizera 2:04.28 e hoje ele fez 2:02.58, segundo melhor tempo do mundo, atrás apenas dos 2:01.92 que Marco Koch (ALE) fizera na etapa de Berlim da Copa do Mundo de Piscina Curta. "Essa piscina é muito boa e estou aproveitando para nadar bem. O metrônomo subiu depois que desci a serra para Santos. Vou tirar uma semana de folga para repor as energias. Acho que minha cidade está muito feliz. Apenas fiz o meu trabalho e esta é uma marca forte", Simon ainda elogiou o trabalho de Carlos Matheus e Sérgio Marques. "Isso só mostra o trabalho que viemos fazendo, comigo sendo treinado pelo Carlos e Felipe sendo treinado pelo Serjão. E que essa piscina é mágica", disse. E justifica-se: Felipe França vai junto com ele com o terceiro melhor tempo do mundo, qual seja, 2:03.49. "Sempre aproveitamos esse tempo depois das Olimpíadas para vermos onde erramos. Com tudo isso, quero visualizar este mundial e tentar bater o WR nos 50 peito", disse o nadador de Cristo. Na parte feminina da prova, vitória e Recorde Sul-Americano para Julia Sebastian (ARG/Unisanta). Ela, também em Guará, fizera 2:22.32 e hoje baixou quatro centésimos do tempo. "Estou feliz com o tempo. Descansei bastante para esta competição", disse Julia, que, perguntada o que as argentinas tem que as brasileiras não tem no nado peito, disse não saber. Nem Macarena Ceballos (ARG/Minas), que completou a dobradinha argentina com a prata, tendo feito 2:27.30. Juliana Marin (GNU) foi a campeã brasileira, com 2:27.89.
Nos 100 medley delas, mais um recorde sul-americano para a conta da pernambucana Joanna Maranhão (Pinheiros). Prestes a se casar, ela começou sua despedida de solteira com um excelente 1:00.21, chegando perto da marca dos 59 e do índice de 58.73. "Esta é a primeira vez que bato recordes nos 100, 200 e 400 medley, e olha que não nadava há oito anos. Minha meta é sempre ser a melhor Joanna que posso ser, e aos 29 consigo isso. Quando você coloca o coração, dá sempre certo. E enquanto eu continuar me divertindo, vou correr atrás do melhor. Agora vou me casar e viver novas experiências, mas não deixarei a natação de lado dependendo de mim e de Lu (Luciano Corrêa)", disse. A nova geração completou o pódio: Nathália Almeida (Flamengo) fez 1:02.00 e Andressa Cholodovskis Lima (Minas), 1:02.10. O lado masculino foi dominado por Thiago Pereira (Minas/Florida), com intensa disputa contra Nicolas Nilo Oliveira (Minas): 52.53 a 52.59. Ainda tivemos Diego Prado (Pinheiros) completando o pódio com 52.82. Pena não ter sido alcançado o índice de 51.35. "Estou ainda no início da minha jornada. Depois do Finkel, vou viajar com a minha esposa e pensar se venho para o Brasil ou vou para os Estados Unidos continuar meu treino", disse. Ele ainda nos explicou o que aconteceu no Rio, mas deixemos para os nossos depoimentos em áudio, que colocaremos neste domingo.
Ainda tivemos um Recorde Sul-Americano nos 1500 livre. A prova foi acompanhada por todos com atenção e aplaudida ao final por todo o Vermelhinho. Não foi à toa: Lucas Kanieski (Minas), Brandonn Pierry Almeida (Corinthians) e Guilherme Costa (Unisanta) disputaram a série mais forte até o final. Melhor para Kanieski, que fuzilou seu próprio RSA com 14:40.31 (o anterior era 14:44.66). "A água estava quente, mas fiquei feliz com o recorde", disse ele à CBDA. Brandonn fez 14:40.33 e Guilherme, 14:41.23. O índice era 14:29.41.
Nos 100 borboleta, deu Daiene Dias (Minas), com 57.22, entre elas, e Nicholas dos Santos (Unisanta), com 50.86, entre eles, longe do índice, respectivamente, de 56.49 e 49.91. Henrique Martins (Minas), segundo colocado com 51.01, ficou feliz com a prata: "eu estou bem feliz. Depois dos Jogos Olímpicos não esperava nadar bem numa piscina curta. Mas esse foi o melhor tempo da minha vida. Então está positivo e espero continuar bem assim". Sobre prioridades entre os mundiais, Henrique foi enfático: "Eu quero ir para o Mundial de Curta, tentarei os 50 borboleta, mas o tempo está fora da minha realidade. Mas independente disso, vou pensar mais no Mundial de Longa".
Depois de um dia de tantas emoções, o Pinheiros ainda está na frente, com 777 pontos. O Minas está em segundo, com 682, seguido pelo Timão, com 550 e pela Unisanta, com 471. A jornada ainda está no início, mas já começa a esquentar nesta quarta, com os 400 medley, os 50 livre, os 800 livre delas e os revezamentos 4 x 200 livre. A piscina mágica ainda vai guardar mais mágicas?

Confira aqui as fotos das finais de hoje.

(informações da CBDA e Best Swimming - foto deste repórter)

terça-feira, 31 de maio de 2016

ESPN: Joanna é a Bola da Vez!

Joanna Maranhão (Pinheiros) segue em alta na ESPN Brasil. Em Dezembro último, foi exibido o documentário "O Nado de Joanna", que destaca sua história e seus preparativos para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, sua quarta e (talvez) última jornada olímpica.
Nesta terça, ela será a entrevistada do Bola da Vez, o mais tradicional programa de entrevistas da emissora. Na sabatina, além do apresentador Dan Stulbach, estarão Everaldo Marques e sua ex-companheira de time e agora comentarista de natação da emissora Flávia Delaroli.
Na pauta, claro, o problema pelo qual Joanna passou aos 9 anos (atualmente ela conta 29): ser molestada por um "treinador" no Náutico. O assunto volta a tona ainda mais depois da repercussão mundial que um caso de estupro infantil teve, envolvendo uma menina de 16 anos e 33 "homens". "As famílias eram muito próximas e eu até dormia com os filhos dele. Era muito magrinha e ele me dava suco e caldo de cana, que não tomo até hoje. Ele agiu como todo pedófilo age: primeiro conquistou a minha confiança e da forma mais fácil, através da natação. E não era nada disso. Confiava muito nele. E quando esse tipo de confiança é traída, confiar em quem? E se demora para encarar. Quando resolvi encarar, já era finalista olímpica. E tem gente que acha que foi só para procurar mídia", disse. Também é focada a sua preparação olímpica e a moleca brincalhona que é fora das águas.
O programa vai ao ar às 21:30 com reprises ao longo da programação. Veja aqui uma palhinha.

(informações da ESPN e foto deste repórter)

sábado, 30 de abril de 2016

Um presente para Joanna Maranhão


Ontem, 29 de Abril, foi dia de festa em Recife. É que a mais experiente das nadadoras que vão aos JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, Joanna Maranhão (Pinheiros), completou 29 anos. Para comemorar, a ESPN presenteou seus fãs com a publicação integral de "O Nado de Joanna", documentário que contou sua história e que foi exibido em fins do ano passado pela emissora, como havíamos destacado.
Dirigido por Lucas Fittipaldi, vemos neste documentário de 29 minutos a história e as lutas de Joanna, antes de sua (talvez) derradeira Olimpíada.
Em respeito a todos os que fizeram este documentário, apenas deixarei o link aqui. E à Joanna, nossos votos de muitas felicidades naquele que será seu grande ciclo, visto que vem aí não só a Olimpíada, mas seu casamento com Luciano Corrêa.

(foto deste repórter)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

TROFÉU MARIA LENK: Bota o retrato do velho outra vez...



O carioca Tales Cerdeira (Unisanta) foi o nome principal de um dia sem muitas novidades no TROFÉU MARIA LENK 2016,  a última seletiva para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016. Na manhã de hoje, ele fez um tempo espetacular de 2:10.99 nos 200 peito masculino e, porque não foi alcançado pelos seus concorrentes, garantiu a vaga para sua segunda Olimpíada seguida. No mesmo dia, tivemos a definição dos integrantes do 4 x 100 livre masculino e a primeira vitória chinesa na história do torneio.
Nos 200 peito masculino, uma prova completamente indefinida. Thiago Pereira dominou a prova inteira e ameaçou, mas a última virada lhe foi fatal e ele chegou 20 centésimos acima do índice. Felipe França (Corinthians) foi o segundo, ele já classificado pelos 100 peito, com um grande 2:12.03. Os classificados Thiago Simon (Corinthians, 2:11.29 no Daltely), com 2:12.63 e Cerdeira, com 2:12.72, completaram os quatro primeiros e comemoraram muito a vaga. Para o veterano, semifinalista em Londres 2012, a emoção foi bem maior: "Não sei como explicar. Parece que eu fico tranquilo com esses resultados que não vem, mas não é verdade. Nos últimos anos, as coisas não tinham se acertado e eu vinha nadando longe das minhas melhores marcas e do índice. Chega um momento em que você não acredita mais em si e cheguei aqui quase assim. Mas ontem (domingo) acreditei que vinha aqui para nadar e deu certo. Vou para minha segunda Olimpíada. Sei que posso melhorar muito para uma semifinal, mas vou treinar, me dedicar e melhor o resultado que eu tive em Londres", afirmou o carioca, que está em sua segunda passagem pelo Santa.


Definições também houve nos 100 livre masculino. Sem Cesar Cielo (Minas/Arizona), que poupou-se para os 50 livre, estavam em jogo as quatro vagas do revezamento. Mas segue a sina de que os tempos da manhã tem sido melhores do que os da noite (isso desde que adotou-se o atual esquema de eliminatórias pela manhã e finais à noite, só para constar) e Marcelo Chierighini (Pinheiros/Auburn) e Nicolas Nilo Oliveira (Minas) se garantiram na prova olímpica com tempos pouco piores do que cedo: 48.23 para Chierighini, três centésimos mais lento do que pela manhã, e 48.54 para Nilo, 24 centésimos pior. Vale pela redenção, visto que Nilo ficou fora do Mundial e do Pan em 2015.
As outras duas vagas ficaram com João de Lucca (Pinheiros/Louisville), com 48.68, nove centésimos pior do que da manhã. O único a melhorar seu tempo e assim conseguir vaga para sua primeira Olimpíada foi Matheus Santana (Unisanta), que se de manhã fizera 49.30, conseguiu 48.80 para ter a quarta vaga. E tem mais: se por acaso o Brasil quiser levar um reserva, poderá ser Gabriel Silva Santos (Pinheiros), porque fez 48.84. Um grande resultado para ele. Uma equipe boa em revezamentos. A ver se vai longe.
Nos 200 borboleta delas, a história foi feita: quando todos esperavam um duelo entre Joanna Maranhão (Pinheiros) e Virgínia Bardach (ARG), "se intrometeu" a chinesa Shuang Li, que dominou as piscinas e venceu com 2:11.46. É a primeira vitória de uma  Joanna fez 2:11.75, suficiente para, por ter feito índices anteriores, conseguir sua vaga mesmo longe do fortíssimo índice de 2:09.73. "Não nadei bem nem os 200 medley nem os 200 borbo na verdade. Só gostei dos 400 medley. Não que esteja faltando treino: é por ajuste. Nadei melhor de manhã. Vou ver com meu técnico (André Amendoim) o que está faltando. E na ordem dos jogos, o Borboleta, sendo a última prova, não tem por que não nadá-la", disse, convicta, a noiva do ano. Virginia foi a terceira com 2:12.08. A melhor brasileira depois de Joanna foi a jovem Maria Luiza Pessanha (Marina Barra Clube) que, após intensa disputa com Giovanna Diamante (Pinheiros), se sobressaiu com um tempo que poderia ter sido melhor: 2:17.11, com Giovanna chegando 25 centésimos depois.
E, a dez provas do final desta histórica seletiva, nada parece tirar o título do Pinheiros, o décimo sexto de sua história: 1124 pontos tem o Azulnegro (ou Alviazul) do Jardim Europa. O Corinthians é o segundo com 477, mas já está sendo ameaçado pelo Minas, com 435. A briga pelo quarto lugar esquentou: SESI, com 355 e Unisanta, com 347, estão no páreo. E amanhã teremos os 100 livre feminino, e três provas de 200: costas masculino, peito feminino e medley masculino. Já está começando a terminar...

(informações da CBDA, Best Swimming, Yes Swim e Surto Olímpico - fotos de Satiro Sodré e Ricardo Sodré/SSPress/CBDA)

domingo, 17 de abril de 2016

TROFÉU MARIA LENK: Por enquanto a vaga é dela



Nesta manhã do terceiro dia de TROFÉU MARIA LENK 2016, que neste ano é a última seletiva da natação para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016 e está acontecendo no mesmo Parque Aquático Olímpico da Barra que receberá a natação, além dos índices, estão em disputa as vagas para o revezamento 4 x 200 livre feminino já classificado. Mas também houve a volta de um veterano que vai à sua segunda Olimpíada. 
Comecemos pelos 200 livre delas, que já teve índice logo cedo. Larissa Martins Oliveira (Pinheiros) está perto de sua primeira Olimpíada porque fez o seu melhor tempo ever: 1:58.52, assim ficando 44 centésimos abaixo do índice. Jessica Bruin Cavalheiro (SESI) teve o segundo melhor tempo (e a terceira vaga do revezamento até agora) com 1:59.43. A quarta vaga, até o momento, é de Gabrielle Roncatto (Unisanta), que fez um bom 2:00.06 e tirou, por agora, Maria Paula Heitmann (Minas) do rev. O tempo de corte para a Final A foi o 2:01.07 da chinesa Liuiyixin Li, o que colocou Manuella Lyrio (Pinheiros, já com índice do Open) e Joanna Maranhão (Pinheiros) na Final B, por terem feito 2:01.29 e 2:01.26, respectivamente. Mas Joanna, Maria, Gabi e Rafaela Raurich (Curitibano) tem tudo, tudo mesmo, para disputar esta quarta vaga. Atenção para mais tarde. Ah, 2:04.51 foi o tempo de corte da final B da prova, feito por Andressa Cholodovskis Lima (Minas) 
As duas, Joanna e Gabi, voltariam mais tarde para os 200 medley delas. E apesar do cansaço, fizeram tempos até bons. Joanna parou em 2:17.10, e Gabi, 2:19.13, o que as garante na Final A. A grata surpresa foi o segundo melhor tempo da prova, o de Nathalia Almeida (Flamengo), 2:17.73, o que a possibilita, sim, de fazer índice A, que é o forte 2:14.26. Os tempos de corte: para a final A, 2:21.34 de Fernanda Goeij (Curitibano), e para a B, 2:24.57 de Beatriz Dizotti (SESI).


Por fim, a única prova masculina deste domingo, os 200 borboleta, consagrando, por agora, a volta do veterano Kaio Márcio (Minas), que se junta a Gustavo Borges, Fernando Xuxa Scherer e Joanna no time das quatro olimpiadas. Ele foi o único, nesta manhã, a nadar abaixo do forte índice de 1:56.97, tendo feito 1:56.40. Até agora, ele e Leonardo de Deus (Corinthians) estão garantidos, porque o Divino fizera 1:56.14 em Palhoça. Outros na briga são Vinícius Lanza (Minas/Indiana), que fez seu melhor tempo, 1:58.18,  e Luiz Altamir Melo (Flamengo), que chegou oito centésimos depois. De Deus, já garantido, tem 1:59.11 e Arthur Mendes (Corinthians/Auburn), 1:59.24. Esta segunda vaga, por isso, também está indefinida. Para a final A, o tempo foi de 2:00.20, de Marcos Ferrari (Pinheiros), e para a B, 2:03.10 de Rafael Mattioli (Minas).
Então, neste dia que promete ser histórico para o povo brasileiro, esqueça o que acontece lá fora a partir de 17:25 e se ligue nas finais de hoje, que podem consagrar novatos e veteranos.

(informações da CBDA, Best Swimming, Yes Swim, Surto Olímpico e Terra - imagens de Satiro Sodré/SSPress/CBDA e da E5+ Comunicação)